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Cri(s)e como alternativa

Mesmo com números negativos na economia brasileira, empresa supera dificuldade e aumenta índices de produtividade
 
Taxa de desemprego alcançando 12 milhões de pessoas (número equivalente à população da cidade de São Paulo), índice de desocupação de 11,9% e o PIB (Produto Interno Bruto) retraindo pelo segundo ano consecutivo, sendo em 2016 3,6% menor que 2015. Os números atuais indicam, e o mercado brasileiro comprova, a dificuldade econômica enfrentada pelo país nos últimos anos. Ela (a crise) está em todos os lugares: isso significa poucos investimentos e resultados mais modestos. Superar um momento desses não é tarefa fácil, mas crescer diante dessa situação é possível?
 
Exemplos reais mostram que sim. É o caso da Ressonare, empresa que surgiu em 2013 e depois de quatro anos apresenta números incrivelmente superiores ao primeiro ano de atividades. A organização atua na área de automação industrial com foco em três principais áreas de trabalho: soluções industriais, área ambiental e agrícola e projetos embarcados.
 
“Foi justamente esse conjunto de serviços que possibilitou o crescimento dos números da empresa. Quando você atua em diversas áreas é possível fazer um balanço de demandas, pois com uma área só de atuação a empresa acaba tendo que cortar custos do seu foco principal, ficando sem uma válvula de escape para enfrentar as oscilações do mercado”, afirma um dos sócios, o engenheiro Haroldo Tonetto.
 
Depois de três anos, a empresa concluiu, em novembro de 2016, o processo de incubação no Parque Científico e Tecnológico – Tecnovates. Conforme Tonetto, o crescimento durante esse período foi perceptível e pôde ser marcado por fases distintas. “O ano de 2013 foi de busca por clientes. Já em 2014 vieram os primeiros resultados, ainda que não tão significativos. Em 2016 surgiram os resultados mais expressivos, quando conseguimos aumentar cinco vezes o valor de faturamento em relação a 2014 e três vezes o número de
funcionários”, explica.
 
Atualmente, são cerca de 50 clientes em todo o Brasil, mas o empresário lembra que os números poderiam ser ainda maiores. “É preciso saber aonde você vai querer chegar e que tipo de serviço vai prestar, se vai ser algo comum ou mais especializado. Essa é uma dúvida crucial, porque as demandas vão surgindo e você precisa saber filtrar o que atender, pois caso contrário vai virar a empresa da mesmice. Dizer não para o cliente às vezes é fundamental”, garante.
 
Mas as ambições não param por aí. Tonetto explica que a ideia agora é dobrar o faturamento do ano passado. Segundo ele, a paciência será peça fundamental para este período. “O dinheiro está depositado no mercado, só que o medo impede as pessoas de gastarem. Acredito que ser flexível e aberto a mudanças tanto financeiras quanto de mercado será essencial para garantir o crescimento”, conclui o empresário.
 
Setor de Marketing e Comunicação – Univates
Texto e foto: Artur Dullius
Legenda: Tonetto explica que a ideia agora é dobrar o faturamento do ano passado