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Comung abre inscrições para intercâmbio no Canadá

O Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (COMUNG) abriu inscrições para vagas no Programa ELAP, por meio do Acordo com o Consórcio CALAREO. A bolsa de estudos Emerging Leaders of the Americas Program (ELAP) é exclusiva para alunos da graduação e pós-graduação de todas as áreas do conhecimento vinculados a instituições de ensino da América Latina. Pelo ELAP o aluno selecionado pode desenvolver pesquisa; participar de projetos da instituição de destino; realizar atividades práticas; ter uma experiência intercultural.

O aluno deve cumprir requisitos para candidatar-se ao edital: estar regularmente matriculado em algum curso de graduação ou pós-graduação (mestrado ou doutorado) nas instituições listadas, desde o momento da inscrição até o período de intercâmbio acadêmico no Canadá; ter conhecimento do idioma Inglês; atender aos requisitos específicos eventualmente solicitados por diferentes programas, como exames de conhecimentos de áreas específicas. Os alunos de graduação devem avaliar junto à coordenação de seu curso no Brasil sobre as disciplinas a cursar no Canadá para eventual posterior pedido de aproveitamento.

É necessário preencher o formulário eletrônico de inscrição. Após, enviar para o e-mail comung@comung.org.br (assunto do e-mail: Candidatura ELAP – Nome completo do aluno- sigla da instituição do Brasil + nome instituição canadense de interesse) em arquivo único formato pdf reunindo os seguintes documentos: carta de motivação em inglês (máximo uma página); cópia do passaporte válido com validade de 6 meses após o retorno ao Brasil (obrigatória a entrega na inscrição); cópia da identidade; “Privacy Notice Statement” assinado; comprovação de Proficiência em Língua Inglesa; Carta Convite de Supervisor Canadense (Letter of Invitation) – (apenas para candidatos de mestrado ou doutorado). As universidades canadenses poderão ter uma etapa própria de inscrição a ser informada aos candidatos que forem pré-selecionados pelo Comung.

Instituições de Ensino Superior Associadas ao Comung que fazem parte do edital:
Universidade de Santa Cruz do Sul
Universidade de Passo Fundo
Universidade Regional do Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul
Universidade Católica de Pelotas
Centro Universitário da Região da Campanha
Universidade de Caxias do Sul
Universidade de Cruz Alta
Universidade Regional Integrada do Alto do Uruguai e das Missões
Universidade Feevale
Universidade do Vale dos Sinos
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Universidade Franciscana
Universidade La Salle
Universidade do Vale do Taquari

Clique aqui e confira o edital completo

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Unisc sedia encontro do Comitê Gestor da Rede em ações de apoio ao discente do Comung

No dia 29 de novembro de 2024, o Comitê Gestor (2024-2025) da Rede Colaborativa em Ações de Apoio ao Discente, do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – Comung, se reuniu presencialmente na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), com objetivo de realizar a última reunião do ano e organizar o evento anual da Rede Colaborativa, que será realizado no dia 16 de maio de 2025, na Universidade de Caxias do Sul (UCS). 

O Comitê Gestor se reúne uma vez por mês, de forma on-line e é composto pelas integrantes Raquel Ribas Fialho, do Núcleo de Apoio acadêmico (NAAC/UNISC), Angélica da Costa, do Núcleo de Atenção ao estudante (NAE/ UNISINOS), Gisele Lain e Fabiana Lazzari do Núcleo de Apoio ao estudante (NAE/UCS), Ane Marcial Dias e Joice Batista Brites do Núcleo de Apoio ao estudante (NAE/UCPEL). O grupo é responsável pelo planejamento e gestão das atividades desenvolvidas pela Rede. Na ocasião, também foi gravado pela Assessoria de Educação a Distância da Unisc o Podcast “Conhecendo a Rede Colaborativa em Ações de Apoio ao Discente”.

O que é a Rede colaborativa?

A Rede colaborativa é composta por equipes de trabalho que atuam na área da Educação Inclusiva nas Universidades Comunitárias e foi oficializada no ano de 2021 após a apresentação de um projeto construído por uma comissão representativa de 6 instituições (Unisc, Ucs, Unisinos, Upf, Unijuí e Univates). 

O movimento de criação da rede foi construído a partir do fórum virtual Inclusão, Acessibilidade e Diversidade no Ensino Superior, realizado no segundo semestre de 2020, sendo promovido pelo Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE) da Universidade de Caxias do Sul – UCS. Em um primeiro momento se deu o compartilhamento de experiências e expertises derivadas do trabalho desenvolvido pelas equipes e as principais potencialidades e desafios enfrentados pelos núcleos de apoio ao estudante e de acessibilidade.

Para Raquel Ribas Fialho, coordenadora do NAAC da Unisc “a rede é um espaço extremamente potente, que possibilita conexões e fortalece as práticas dos profissionais atuantes nos núcleos. Embora reconheçamos nossas diferenças e semelhanças no apoio aos discentes, o que realmente nos une é o compromisso com a permanência estudantil, a redução de barreiras e o enfrentamento do conjunto dos desafios”, pontua.

Atualmente, a Rede conta com quatro grupos de trabalho (GTs), estruturados com base no interesse e na participação dos profissionais dos núcleos das instituições de ensino. Os GTs abrangem os seguintes temas: Transtornos do Neurodesenvolvimento, Diversidade e Inclusão e Surdez e Saúde Mental. Esses espaços têm como objetivos compartilhar, socializar experiências e inovações, discutir casos e temas de interesse, contribuindo para as áreas de Inclusão, Acessibilidade e Diversidade no Ensino Superior.

Para conhecer um pouco mais sobre trabalho, acesse o Podcast “Conhecendo a Rede Colaborativa em Ações de Apoio ao Discente: https://youtu.be/bWfD2wmDGgI

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Universidade de Caxias do Sul promove Congresso Internacional de Educação Básica

Entre os dias 10 e 13 de março de 2025, a Universidade de Caxias do Sul – UCS realiza o I Congresso Internacional de Educação Básica – Artesanias do Educar. Com o objetivo de integrar a Universidade e a Educação Básica, o público-alvo será principalmente estudantes e egressos das Licenciaturas, bem como da Pós-Graduação em Educação e áreas afins, além de professores da Educação Básica que atuam nos municípios da área de abrangência dos campi da UCS e integrantes da Associação Município da Região Nordeste do RS (AMESNE).

A programação presencial será na sede da instituição e contará com atividades culturais, palestras, apresentações de trabalhos e atividades em escolas. A modalidade on-line síncrona contemplará palestras e apresentações de trabalhos.

As inscrições para ouvintes vão até dia 13 de março de 2025 e o prazo para submissão dos trabalhos é até o dia 30 de janeiro de 2025. Mais informações podem ser encontradas no site: https://www.ucs.br/site/eventos/i-congresso-internacional-de-educacao-basica-artesanias-do-educar/ .

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Regulamentação da Lei das Comunitárias ganha força em Brasília

A primeira semana de dezembro será importante para o futuro das Instituições Comunitárias de Ensino Superior do Rio Grande do Sul e do Brasil. Na próxima terça (3), uma comitiva de reitores das 14 universidades do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) estará em Brasília em uma série de agendas com a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Comunitárias e com as Bancadas Parlamentares Catarinense e Gaúcha, além de reuniões com o Conselho Nacional de Educação e Ministros, que terá como pauta a regulamentação das Comunitárias, desdobramentos orçamentários e operacionais.

A mobilização dos reitores gaúchos se dará em virtude da regulamentação imediata da Lei das ICES 12.881 (especialmente dos arts. 2º – das prerrogativas – e 5º – do Termo de Parceria). A Lei das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES), aprovada em 2013, até hoje não teve efeito prático e, por isso, as regiões e seus estudantes, estão privadas de acesso aos recursos previstos em lei para as atividades de ensino, pesquisa e extensão. A legislação poderia beneficiar mais de 100 mil estudantes gaúchos. Em 2024, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou uma resolução de regulamentação da Lei das ICES que, agora, espera a publicação do Decreto do Governo Federal.

Segundo a vice-presidente do Comung e reitora da Universidade de Passo Fundo, Bernadete Dalmolin, a sociedade, que já contribuiu tanto para ter educação superior em todas as regiões, espera que a lei seja cumprida. “É preciso que a regulamentação saia, definitivamente, para que os seus efeitos possam ser sentidos pelos estudantes e pelas comunidades. São instituições que investem no ensino, na pesquisa, na extensão, na inovação e que estão diretamente ligadas à vida das regiões, promovendo inclusão com qualidade e equidade”, disse.

Na atual configuração, as Instituições Comunitárias de Ensino Superior não podem receber recursos do orçamento federal via Ministério da Educação ou Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação- FNDE, por não ter uma rubrica orçamentária específica. Os recursos só podem ser recebidos via Ministério da Ciência e Tecnologia – MCTI (pelo marco legal das ICTS) e também recursos via CAPES.

Rafael Henn Comung

Presidente do Comung participa de Seminário de Diretores do Sinepe/RS

Ocorreu na última quarta-feira (22), no Teatro do prédio 40 da PUC-RS, o Seminário de Diretores do Sindicato do Ensino Privado – SINEPE/RS, que abordou nesta edição as possibilidades, os desafios e a gestão das emoções de um líder, bem como a Inteligência artificial, a Web3 e o futuro da internet na educação.

O presidente do Comung, reitor Rafael Frederico Henn, foi um dos painelistas convidados e falou há cerca de 300 professores da rede privada de ensino sobre  a Liderança do diretor em cenários de instabilidade.

O evento do SINEPET tem como objetivo proporcionar aos dirigentes educacionais uma oportunidade para refletir sobre temas atuais e relevantes ao setor, ampliando a visão estratégica da sua área de atuação.

Confira os demais painelistas:

9h: Presidente Oswaldo Dalpiaz e Ir. Manuir Mentges – Abertura

9h30: Rafael Henn – Liderança do diretor em cenários de instabilidade

11h: Nathalia Meireles – Liderança educacional: possibilidades e desafios

14h: Juliano Kimura – Inteligência Artificial, Web3 e o futuro da internet na educação

15h: Alessandra Gonzaga – Gestão das emoções na liderança

segundo encontro comung e casa dos raros

Unisc sedia segundo encontro sobre doenças raras

 

Com o tema “Desafios e perspectivas: do diagnóstico à assistência“, ocorreu no dia 18 de outubro, das 9 às 18 horas, no campus da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e com transmissão on-line, o 2º encontro Comung e Casa dos Raros. O Grupo de Trabalho (GT) Comung Doenças Raras,  que foi criado a partir do Termo de Parceria e Cooperação Técnica entre o Consórcio das Universidades Comunitárias gaúchas – Comung e a Casa dos Raros, em que as universidades do Comung pudessem contribuir através do ensino, da pesquisa e da extensão, no contexto da atenção integral das pessoas portadoras de doenças raras, para a capacitação e treinamento de profissionais e para pesquisas a partir das necessidades da comunidade. A programação será no Memorial da Unisc.

Segundo o coordenador do Curso de Medicina da Unisinos e coordenador do GT Doenças Raras do Comung, professor André Anjos da Silva, o evento é uma parceria entre o Comung, a Casa dos Raros e a Secretaria Estadual de Saúde do RS e irá reunir especialistas de diversas áreas em torno do assunto “Doenças Raras” e poder discutir esse tema tão importante e que necessita cada vez mais visibilidade. “Nós, do Grupo de Trabalho do Comung para Doenças Raras, temos grandes expectativas para que o evento possa contribuir para a divulgação e conhecimento a respeito dessas condições, esperando assim contribuir na qualidade de vida das pessoas que apresentam alguma doença rara”, fala.

Para a Vice-Reitora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), professora Andréia Rosane de Moura Valim, o segundo encontro teve como pauta debater e também trazer experiências de pessoas portadoras de doenças raras. Foi desenhado junto a Casa dos Raros, que é um espaço sediado em Porto Alegre, que faz o atendimento das pessoas. “O evento em Santa Cruz do Sul, na Unisc, teve a finalidade de interiorizar e mostrar para as pessoas que acabam precisando da Região Metropolitana, de atendimento especializado, que essa é uma situação, é uma dor que acontece com todas as pessoas do Estado. A nossa organização prevê essa interiorização do debate, da discussão e de todos os cuidados que envolvem o atendimento de pessoas com doenças raras. Toda a programação foi construída de forma a dar espaços, tanto para especialistas, geneticistas e também profissionais que atendem pessoas com doenças raras, como neuropediatras, oncologistas, dermatologistas, a partir da perspectiva de um atendimento integral, a partir da perspectiva de um olhar integral. E um grande parceiro deste evento é a Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, que tem mobilizado energia e que de alguma forma responde por todas as pessoas que são portadoras de doenças raras. É uma satisfação para a Unisc estar sediando esse evento.

O GT Comung Doenças Raras se reúne sistematicamente e tem outras ações delineadas e em planejamento para apoiar a instituição, principalmente através do ensino, da educação continuada e permanente de profissionais e da comunidade, da divulgação do tema, da realização de estudos, eventos e publicações sobre o tema bem como a criação e aperfeiçoamento de protocolos, entre outras ações previstas.

 

 

Imagem Comung

Apoie a regulamentação da Lei 12.881/2013

O investimento em educação superior nas últimas décadas foi um dos grandes responsáveis pelo salto que o Brasil deu em diversos segmentos. A qualificação dos profissionais, o investimento em pesquisa e inovação e o impacto nas comunidades permitiram que todas as regiões do país tivessem uma chance de se desenvolverem e alcançarem patamares econômicos e sociais que, um dia, eram apenas um sonho. A partir dessa realidade, mais avanços são fundamentais para seguirmos no caminho da transformação.

A Lei das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) elaborada em 2013 até hoje não foi regulamentada e, por isso, as universidades comunitárias estão privadas de acesso aos recursos previstos em lei para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, que poderiam beneficiar mais de 100 mil estudantes. Em 2024, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou uma resolução de regulamentação da Lei das ICES que, agora, espera a publicação do Decreto do Governo Federal.

Estudantes, professores e técnicos administrativos, precisamos do seu apoio para reivindicar a publicação do Decreto. Assine e apoie essa causa que é de toda a nossa comunidade.

Acesse os links e nos ajude nessa mobilização

RS do futuro

Programa RS do Futuro é apresentado à Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia

Ocorreu no dia 21 de agosto a reunião virtual com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul para apresentar a proposta do Programa RS do Futuro, que visa oportunizar o acesso ao ensino superior de estudantes gaúchos economicamente hipossuficientes. Na oportunidade, a reunião contou com a presença da
Secretária Simone Stülp e da representação de reitores das ICES.

O objetivo do programa é oferecer bolsas de estudo a estudantes  como forma de vincular a formação e inserção do bolsista nos ambientes da Rede de Inovação das Universidades do Comung e, através disso, a  inserção no mercado de trabalho. Os próximos passos são a realização de adequações na proposta para a então submissão ao governador Eduardo Leite.

Participaram da reunião de apresentação o reitor Rafael Frederico Henn, presidente do Comung e reitor da UNISC, Bernadete Maria Dalmolin, vice-presidente do Comung e reitora da UPF, Dieter Rugard Siedenberg, da Unijuí,
o reitor da Unisinos, Pe. Sérgio Mariucci; Fábio Dal Soto – reitor da Unicruz, Olmiro Cristiano Lara Schaeffer – professor da UPF e Vivane Born, Assistente do Comung.

Rodrigo Lopes UEE

ARTIGO: O que são as universidades comunitárias e qual a importância de valorizá-las?

As Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) são universidades com caráter público não-estatal. Isso significa que, apesar de não serem administradas pelo estado, o objetivo das universidades comunitárias é público. A maioria das 81 ICES presentes no Brasil são instituições que foram formadas por membros da sociedade civil em regiões nas quais não havia formas de ingressar no ensino superior. Deste modo, foram criadas com o objetivo de garantir um direito fundamental para comunidades em que o “braço” do estado não chegava.

Por conta disso, as universidades comunitárias seguem, até hoje, tendo um sentido de pertencimento muito grande em suas cidades e contribuem de forma significativa para o desenvolvimento regional. Justamente por seu caráter público, essas instituições, além de serem referência pela qualidade do ensino na graduação e pós-graduação, entregam à sociedade uma série de serviços, entre eles atendimentos na área da saúde e jurídica.

Além disso, diferentemente das universidades privadas, as comunitárias não têm como objetivo o lucro de organizações e acionistas e não aplicam seus recursos fora do país. Todos os recursos que as comunitárias recebem são reinvestidos na própria estrutura universitária.

A importância da valorização destas instituições

Uma das grandes pautas do movimento estudantil é a necessidade de uma regulamentação do ensino privado, que tem sido marcado por grandes grupos internacionais, que colocam os lucros acima da qualidade do ensino e que fornecem pouquíssimo retorno à sociedade brasileira. Nesse cenário, o modelo comunitário de ensino deve ser visto como uma alternativa para ajudar a resolver a crise no ensino superior.

As universidades comunitárias, além de fornecerem um ensino de alta qualidade, são referência na produção de ciência e no auxílio às comunidades que as cercam. Esse elemento pode ser observado de maneira muito forte durante o período de crise climática no Rio Grande do Sul, quando as comunitárias contribuíram de maneira fundamental com o auxílio para a população, sendo utilizadas como abrigos, pontos de arrecadação e entrega de doações e pontos logísticos da defesa civil. São, também, marcadas por um ensino com olhar humanizado, que não forma apenas mão de obra técnica, mas cidadãos que compreendem seu papel na sociedade. Ao visualizarmos tais elementos, podemos compreender que as comunitárias são importante ferramenta para o desenvolvimento nacional, para a nossa soberania tecnológica e para o combate à fome, se forem valorizadas!

Apesar disso, as comunitárias têm enfrentado enormes dificuldades no Brasil inteiro. Em um cenário recente de crise econômica e desvalorização do ensino superior, além do grande crescimento de polos universitários EAD de baixa qualidade,  as ICES vêm sofrendo com uma diminuição no número de matrículas e muitas correm o risco de serem privatizadas em um futuro próximo, caso não haja uma inversão nesse cenário.

Também, por conta disso, a realidade nas comunitárias é de pouquíssimas medidas de permanência estudantil, com poucos Restaurantes Universitários, além de custos altíssimos nos que existem, preços altos nos campi para comprar lanches e fazer impressões de materiais e nenhum auxílio para a moradia dos estudantes.

Pensando nesses fatores, é fundamental que tenhamos medidas de valorização das universidades comunitárias e que existam contrapartidas, por parte das instituições, para garantir a democratização do ensino superior através de medidas voltadas para o acesso e a permanência dos estudantes!

Medidas de valorização das comunitárias

Primeiramente, é necessário fazer o recorte de que existem medidas estaduais voltadas para a valorização das ICES, especialmente nos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Esta particularidade existe pelo fato de serem estados com um grande número de universidades comunitárias, além de contarem com conglomerados que organizam estas instituições, sendo eles a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (COMUNG).

Em Santa Catarina, o projeto “Universidade Gratuita” (UG) foi criado para garantir o acesso da população ao ensino superior e tem a meta de oferecer 75 mil bolsas para vagas gratuitas em universidades comunitárias do estado. Apesar de ser um projeto importantíssimo de acesso à universidade, ainda é importante garantir algumas mudanças no projeto, como a priorização para estudantes de escolas públicas no acesso às bolsas e medidas de recorte racial para garantir vagas para os estudantes negros, indígenas e quilombolas.

No Rio Grande do Sul, por outro lado, entrou em prática, em 2024, o projeto “Professor do Amanhã”, que garante mil bolsas de acesso e permanência para cursos de licenciatura nas comunitárias. Apesar de ser um projeto importante, ainda está muito aquém do desafio que as comunitárias gaúchas enfrentam. Principalmente, levando em conta o Artigo 201. da Constituição do Estado, que garante que 0,5% da receita líquida de impostos estaduais sejam destinados para o ensino superior, por meio de políticas públicas, com a finalidade de ofertar oportunidades de ingresso e permanência de alunos no ensino superior comunitário.

Além disso, existem medidas de âmbito federal que devem ser executadas para garantir a valorização das comunitárias. Em 2013, foi aprovada a Lei 12.881/13, que regulamentou as universidades comunitárias nacionalmente e trouxe uma série de ações a serem tomadas em prol destas instituições.

Apesar disso, a chamada “Lei das Comunitárias” não havia sido regulamentada até esse ano, quando, após muita luta do movimento estudantil e das universidades, conseguimos aprovar uma resolução no Conselho Nacional de Educação que consolida a Lei 12.881/13. Agora, nossa luta é para garantir que o Ministério da Educação sancione essa resolução e, dessa forma, coloque em prática as importantes medidas presentes na lei. Um exemplo é o Artigo 2º, que traz os elementos para garantir o acesso das ICES aos editais de órgãos governamentais para o desenvolvimento de atividades de interesse público e para que as comunitárias possam fornecer serviços públicos em conjunto com entidades públicas estatais ou que sejam alternativas para prestar esses serviços nos casos em que eles não são proporcionados diretamente por nenhum setor do estado. Isso abre a possibilidade de investimentos nas universidades comunitárias que podem ser revestidos em restaurantes universitários, bolsas de acesso e permanência e projetos de pesquisa e extensão.

Ainda, é essencial garantirmos a efetivação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (INSAES), que regulamente o ensino privado. A realidade é de universidades comunitárias que sobrevivem apenas do valor das mensalidades de seus alunos, disputando, de forma injusta, com polos privados, que não possuem qualidade no seu ensino, cujos cursos, em sua maioria, são ofertados na modalidade EAD, além de contarem com investimentos estrangeiros.

Também é necessário pensarmos em outras ações que o governo federal deve tomar para garantir que as comunitárias sejam uma ferramenta para combater a crise que o Brasil passa no ensino superior. Diversas ICES possuem capacidade ociosa e poderiam fornecer uma educação de ótima qualidade para alunos com bolsas financiadas pelo governo em locais e áreas de atuação estratégicos para o desenvolvimento nacional.

Por fim, é fundamental pensarmos nas formas de certificar a sobrevivência das comunitárias com a garantia da permanência de todos os seus estudantes. Por isso, lutamos para implementar um fundo federal voltado para a assistência estudantil nas comunitárias, como a construção e o subsídio no preço de restaurantes universitários e moradias estudantis e auxílios para transporte e alimentação dos estudantes.

Através dessas medidas, podemos assegurar que o sonho de diversos jovens de ingressar no ensino superior e conquistar seu diploma seja concretizado e que as universidades comunitárias sigam contribuindo para um Brasil mais desenvolvido e soberano!

*Rodrigo Lopes é tesoureiro da UEE-RS Dr Juca e estudante de Economia na Unisinos. 

Com informações do site www.une.org.br

Maicon Hinrichsen (1)

Bancada gaúcha garante apoio às universidades comunitárias

Os reitores das instituições que formam o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), em reunião bastante prestigiada na segunda-feira (5), receberam a garantia de apoio dos deputados federais no Congresso Nacional.  Na pauta, a regulamentação da Lei Nº 12.881/2013, que contempla diversas instituições de educação superior comunitárias no Brasil. Uma das proposições previstas na legislação, que ainda não saiu do papel, é a participação delas no orçamento da União para políticas públicas estudantis (bolsas de estudo), nos editais de órgãos governamentais de fomento e do Ministério da Educação.

“Investir nas nossas universidades é investir nas regiões onde elas estão inseridas, porque todo o dinheiro volta para as comunidades. Por isso, a aproximação com a bancada sela um compromisso importante para o fortalecimento da educação superior do RS”, destaca o presidente da entidade, reitor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Rafael Frederico Henn. Na conversa, os parlamentares reforçaram a importância de uma permanente relação com o Comung para estruturar projetos alinhados com as expectativas da entidade. No final, ficou acordado a elaboração de um manifesto para ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A vice-presidente do Comung e reitora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Bernadete Maria Dalmolin, salienta a eficácia do modelo comunitário e sua presença característica no Sul do país. Na fala aos parlamentares, reforçou a necessidade de colocar em prática a legislação que contempla os pleitos das Comunitárias.

Foto: Grégori Bertó

“A lei está muito bem elaborada, mas não se tornou realidade desde que foi aprovada. Buscamos diferentes governos, ministérios, secretarias sempre buscando formas de que a legislação fosse cumprida. Tenho certeza de que, com esse passo que estamos dando hoje, vamos ter muitos avanços”, projeta a reitora.
Coordenador da bancada gaúcha no Congresso, o deputado Dionilso Marcon (PT) colocou o colegiado à disposição do Comung, e garantiu que a pauta será levada ao presidente Lula.

“Valorizamos demais o movimento das universidades comunitárias e tudo que representam para as regiões onde estão. Vamos trabalhar no congresso no total apoio aos projetos ligados ao tema”, salientou o parlamentar.

No café da manhã na Unisinos, em Porto Alegre, além de Marcon, estiveram presentes os deputados federais Alceu Moreira (MDB), Any Ortiz (Cidadania), Daiana Santos (PT), Franciane Bayer (Republicanos), Luciano Azevedo (PSD), Márcio Biolchi (MDB), Pedro Westphalen (PP), Pompeo de Mattos (PDT) e Ronaldo Nogueira (Republicanos), além de representantes dos demais parlamentares e senadores gaúchos.

O encontro também contou com a presença dos deputados estaduais Claudio Branchieri (Podemos), Miguel Rosseto (PT), Nadine Anflor (PSDB) e Sofia Cavedon (PT). O presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), Alejandro Guerreiro, representou a entidade na agenda. Na sequência, os reitores participaram de um almoço com o ministro Paulo Pimenta.