Mestrado Unijuí

Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí está com vagas abertas para estudantes eventuais

Até o dia 07 de agosto poderão ser feitas as inscrições para as vagas destinadas a estudantes eventuais no Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí. Para fazer a inscrição, os candidatos devem preencher e entregar o requerimento disponível no site do Mestrado, juntamente com a cópia do diploma e do histórico escolar da Graduação (autenticados); cópia do CPF; cópia da Carteira de Identidade, cópia da Certidão de Nascimento/Casamento; e uma (01) foto 3×4, recente.

Os documentos devem ser entregues na secretaria do Mestrado ou no Departamento de Estudos Agrários da Unijuí (DEAg), das 8h às 11h e das 13h30 às 17h, ou poderão ser enviados até dia 06 de agosto de 2019, por Sedex, para o seguinte endereço: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ – Departamento de Estudos Agrários – Campus Ijuí – Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade. Rua do Comércio 3000, Bairro Universitário, Caixa Postal 560, 987000-000, Ijuí, RS, Brasil.

A divulgação dos candidatos selecionados será feita no dia 09 de agosto de 2019, no site www.unijui.edu.br/ppgsas, e na Secretaria do Mestrado. Já a matrícula dos alunos selecionados deverá ser feita entre os dias 12 e 13 de agosto na Secretaria Acadêmica da Universidade, nos turnos da manhã e da tarde.

Aproveitamento de Disciplinas

O limite máximo de créditos nos quais é permitida a matrícula como estudante eventual, em componentes isolados do Programa, é até seis (06) créditos. Os critérios de participação e avaliação do aproveitamento e apuração da assiduidade em componentes isolados, cumpridas na condição de estudante eventual, são os adotados para os alunos regulares do Programa. O estudante eventual que cumprir com aproveitamento e frequência, todos os requisitos e exigências do componente cursado, recebe declaração de aproveitamento de estudante eventual. Os componentes concluídos com êxito pelo estudante eventual poderão ser aproveitados no caso de ingresso regular no Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, Nível Mestrado, conforme estabelecido pelo Colegiado de Coordenação do Programa. A participação como estudante eventual, não garante, em qualquer hipótese, vaga nos Cursos do Programa, no próximo processo de seleção, não desobriga o aluno de submeter-se ao processo de seleção, para ingresso. Caso o aluno participe e seja aprovado no Processo Seletivo poderá requerer aproveitamento dos créditos já cursados.

Salão do Conhecimento Unijuí

Últimas semanas para inscrições de trabalhos no Salão do Conhecimento da Unijuí

No dia 31 de julho encerra o prazo para inscrição de trabalhos no Salão do Conhecimento 2019. Os interessados em submeter suas produções devem acessar o site do evento pelo endereço unijui.edu.br/salao. A taxa de inscrição é de R$ 60,00. Cada autor responsável pela inscrição poderá submeter até dois trabalhos. O valor da taxa é único, por inscrição. As normas para submissão dos trabalhos estão disponíveis na página do evento.  

Neste ano, o evento acontece de 21 a 24 de outubro, tendo como tema “bioeconomia: diversidade e riquezas para o desenvolvimento sustentável”. O Salão do Conhecimento é um evento destinado à divulgação científica realizado anualmente nos campi de Ijuí, Panambi, Três Passos e Santa Rosa. A programação inclui seminários, palestras, painéis temáticos, mostras e oficinas.

Sobre o evento – O Salão do Conhecimento da Unijuí é um evento para divulgação da produção em pesquisa e extensão, que permite a socialização de experiências e a reflexão sobre as atividades desenvolvidas na Universidade e em demais instituições participantes, nas diversas áreas de conhecimento, possibilitando aos autores – pesquisadores, extensionistas, estudantes de graduação e de pós-graduação – um espaço de diálogo, de socialização e de trocas de saberes e de experiências entre si e com a comunidade externa.

Criatec Unijuí

Programa de estímulo ao empreendedorismo da Unijuí está com inscrições abertas

A Incubadora de Empresas de Inovação Tecnológica da Unijuí (Criatec), buscando alavancar o empreendedorismo e a inovação nas regiões de atuação da Universidade, está trabalhando o Programa Viver Empreendedor com um novo formato. O foco de atuação do Programa é em negócios nas áreas de tecnologia, informação e comunicação, energias renováveis, automação residencial e industrial, eficiência e qualidade de energia, tecnologia de alimentos, saúde, economia criativa e agronegócio.

O novo formato visa constituir turmas, integradas por pessoas interessadas em empreender com o apoio da Incubadora. Os interessados devem realizar a inscrição até o dia 31/07. No primeiro dia de agosto haverá um encontro com a presença de todos os inscritos. Serão oito encontros de qualificação com duração de duas horas cada.

Durante os encontros, o Programa oferecerá aos inscritos contato com metodologias de negócio e oficinas de criatividade, contando com o apoio da pós-doutoranda em Desenvolvimento Regional da Unijuí, Dra. Glória Charão Ferreira. Os encontros serão finalizados no mês de novembro, quando os participantes inscritos já estarão aptos para o processo de incubação ou de criação do próprio negócio fora da Incubadora. Após isso, será aberto um novo período de inscrições.

A Criatec disponibiliza infraestrutura física e tecnológica qualificada para atender as empresas incubadas. Possui 11 salas equipadas para o uso individual das empresas, espaço de coworking e laboratório de soluções criativas, laboratório de prototipagem e testes, sala de reuniões com videoconferência, sala de capacitação, e ainda a possibilidade de uso dos demais laboratórios da Universidade. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site www.criatecunijui.com.br.

desconto família UPF

UPF oferece benefícios em dobro

Descontos são concedidos a famílias com mais de um integrante matriculado em curso de graduação e a acadêmicos matriculados, concomitantemente, em mais de um curso

Quando o sonho de fazer um curso superior é compartilhado em família, a emoção em concretizar esse objetivo é ainda maior. Pensando em facilitar o acesso ao ensino superior, a Universidade de Passo Fundo passa a oferecer uma nova modalidade de descontos, com benefícios em dobro para famílias com mais de um integrante matriculado em cursos de graduação da Universidade, e, também, aos acadêmicos matriculados, concomitantemente, em mais de um curso de graduação, com exceção do curso de Medicina.

A concessão de descontos contempla acadêmicos do mesmo grupo familiar, regularmente matriculados nos cursos de graduação. O grupo familiar deve ser composto por, no mínimo, dois alunos, sendo um deles o requerente e o outro pode ser o pai, a mãe, o irmão, o cônjuge ou o filho, ou seja, parentes em primeiro grau.

A iniciativa visa facilitar a permanência do maior número possível de integrantes da mesma família no ensino superior, além de estimular a realização de mais de um curso de graduação concomitantemente. Com o benefício, será concedido desconto de 10% sobre o valor da matrícula e das mensalidades, nos cursos de graduação, para cada um dos integrantes do grupo familiar.

Sobre o benefício
O benefício é regido por uma instrução normativa, que dispõe que não serão concedidos descontos retroativos aos acadêmicos que se enquadram nos critérios. O desconto será concedido somente em casos em que um dos integrantes do grupo familiar tenha ingressado na graduação a partir de 2019/2. Somente poderá fazer jus ao benefício o integrante do grupo familiar que não estiver usufruindo de outra modalidade de bolsas e demais descontos. Já acadêmicos contemplados com repasses e financiamentos poderão agregar o desconto.

Todas as informações relativas ao benefício de descontos podem ser consultadas acessando aqui (https://www.upf.br/sou-upf/alunos/informacoes-financeiras/descontos).

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Projeto amplia qualidade nas avaliações do ensino na área da saúde

UPF integra iniciativa que envolve, ao todo, oito instituições de ensino do Brasil e visa implementar um conceito inovador de avaliação programática

A melhoria contínua na formação perpassa a teoria em sala de aula e a prática de atendimento aos pacientes. Pensando em oportunizar uma formação que agrega cada vez mais saberes, a Universidade de Passo Fundo integra um projeto inovador no Brasil que desenvolve um novo conceito em avaliação para os cursos da área da saúde. A iniciativa, liderada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com outras seis instituições de ensino superior em saúde do Brasil, além da UPF, atende a um edital lançado para a América Latina e tem suas ações patrocinadas pelo National Board of Medical Examiners (NBME), um conselho norte-americano de examinadores médicos.

O projeto iniciou ainda em 2018. “A NBME realiza exames para certificação para a prática médica nos EUA e faz isso como fomento para melhorar a avaliação em todo o mundo”, comenta o professor Valdes Roberto Bollela, que é médico infectologista e coordena a iniciativa junto com o professor Luiz Ernesto Almeida Troncon. Segundo Bollela, o edital dispendeu recursos para o projeto interinstitucional ligado à avaliação. “Nosso projeto visa atuar junto aos professores para que possam compreender um novo conceito: a avaliação programática ou sistemas de avaliação”, informa ele.

Na UPF, a participação se dá por meio dos cursos de Medicina, Farmácia e Medicina Veterinária. Ao todo, são 16 cursos somando as graduações das outras sete instituições participantes. Na manhã desta segunda-feira, 15 de julho, a UPF iniciou uma formação junto aos professores que exercem cargos de coordenação dos cursos da área da saúde. A oficina, ministrada por Bollela e Troncon, trouxe para debate temáticas como sistemas de avaliação, critérios de qualidade e métodos de avaliação dos estudantes, oportunidades e possibilidades. As atividades seguem na terça-feira, dia 16 de julho.

Primeiras atividades
As atividades do projeto iniciaram em 2018 com um encontro no qual participaram, pela UPF, os professores do curso de Medicina Dra. Lisia Hoppe, do curso de Farmácia Dra. Carla Beatrice Crivelaro Gonçalves, e do curso de Medicina Veterinária Dr. Ricardo Zanella. Estiveram presentes na oficina, realizada em Ribeirão Preto, os gestores das instituições do Conselho Norte-Americano de Examinadores Médicos juntamente com as convidadas Brownie Anderson, do próprio NBME, e Sylvia Heeneman e Suzanne Schut, da Universidade de Maastricht, na Holanda. “O conceito é novo para todos”, afirma Bollela.

A atividade desenvolvida na UPF é uma descentralização das ações do projeto e será realizada com todas as instituições. “As ações encerram em julho de 2020. Após as oficinas decentralizadas, cada instituição vai definir como aplicar os conhecimentos e, no próximo ano, nos reuniremos em um seminário para avaliar os resultados e pensar o futuro”, comenta Bollela, destacando que a avaliação é parte do processo de aprendizagem e tem a ver com o compromisso da Universidade de entregar para a sociedade pessoas capacitadas para a prática profissional e, segundo ele, só se pode avaliar se o futuro profissional está apto por meio de uma avaliação qualificada.

Conforme a professora Dra. Carla Beatrice Crivelaro Gonçalves, que é uma das facilitadoras da atividade na UPF, o foco é atuar nos processos de educação das profissões ligadas à saúde e, em razão disso, o encontro conta com a presença de docentes de outros cursos, além de Medicina, Farmácia e Medicina Veterinária, que integram o projeto. “Nossa missão é articular todo o processo de forma interna após a oficina”, cita a docente. Segundo ela, a avaliação programática estabelece uma avaliação para a aprendizagem. “Precisamos pensar a avaliação de uma forma ampla, não só avaliando os aspectos cognitivos – como as provas de múltipla escolha, por exemplo –, mas avaliando o processo como um todo, tanto no desenvolvimento de habilidades quanto nas atitudes e valores, com diferentes estratégias de avaliação”, comenta.

Instituições participantes
Integram o projeto a UPF com os cursos de Medicina, Farmácia e Medicina Veterinária; e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, que lidera o projeto, com os cursos de Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Além desses, são parceiros os cursos de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR); Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Medicina e Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

Fotos: Alessandra Pasinato

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Atores Lázaro Ramos e Taís Araújo participam de bate-papo na PUCRS

Centro de Eventos teve capacidade ampliada devido à grande procura pelo evento

 

No dia 18 de julho, às 19h, o Instituto de Cultura da PUCRS traz os atores Lázaro Ramos e Taís Araújo para um bate-papo aberto ao público com entrada gratuita. Com mediação da jornalista Carol Anchieta e do diretor do Instituto de Cultura da PUCRS, Ricardo Barberena, o encontro será uma oportunidade de os artistas abordarem as suas carreiras no teatro, no cinema, na televisão e em outras atividades. Ao final da conversa, o público poderá fazer perguntas ao casal. Em razão da grande procura, a capacidade do Centro de Eventos da PUCRS, no prédio 41 (Av. Ipiranga, 6.681 – Porto Alegre), foi ampliada. A inscrição para participar pode ser feita por este link.

 

Parceria com o Theatro São Pedro

 

Esta é mais uma ação da parceria entre o Instituto de Cultura da PUCRS e a Fundação Theatro São Pedro, firmada em agosto do ano passado. Nessa passagem pela capital gaúcha, os atores farão a apresentação da peça O Topo da Montanha, com direção do próprio Lázaro Ramos, no Theatro São Pedro, nos dias 19 a 21 de julho.

 

Foto: JORGE BISPO

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Leandro Karnal: cursos devem reforçar Filosofia

Em entrevista exclusiva, professor destaca que universidades serão cada vez menos transmissoras de conhecimento e mais produtoras de atitudes e indagações

 

Para o professor Leandro Karnal, “universidades compartimentadas, ensinando conteúdos fixos, que se transmitem de uma geração a outra, estão condenadas pela própria transformação técnica da sociedade”. Um dos palestrantes mais solicitados do País e famoso nas redes sociais – mantém um grupo no Facebook com 68 mil membros e sua página conta com 1,5 milhão de seguidores –, defende que os cursos superiores reforcem a Filosofia mais do que nunca, no mundo ultratécnico, ultramecanizado, extremamente industrializado e com todos os recursos de internet. “Não pode haver um programador de computadores que não tenha estudado lógica formal aristotélica, não pode haver um médico que não tenha estudado ética filosófica, não pode existir um engenheiro que não tenha estudado, por exemplo, urbanismo e outras questões fundamentais para pensar o humano.”

Sobre o seu alcance nas redes, ao lado de outros professores, Karnal acredita que há uma difusão no acesso a informações. “É difícil explicar o fenômeno. Posso recorrer a uma profecia do século 19, de Marx, que dizia que no futuro tudo se transformaria em mercadoria, inclusive o conhecimento, ou McLuhan, de que o meio e a mensagem estão fundidos – significado e significante.”

Gaúcho de São Leopoldo, mora há décadas em São Paulo, onde leciona na Universidade Estadual de Campinas. Historiador, tem especialização em História da América e doutorado em História Social, com pós-doutorado pela Unam (México) e CNRS (Paris). Participa de cursos do Pós PUCRS Online pelo terceiro ano consecutivo. É um dos convidados de cinco modalidades atuais: A Moderna Educação: Metodologia, tendências e foco no aluno; Educação Transformadora: Pedagogia, Fundamentos e Práticas; Filosofia e Autoconhecimento: Uso Pessoal e Profissional; Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização; e Gestão de Pessoas: Carreiras, Liderança e Coaching. Nesses, ministra, respectivamente, as disciplinas A Cultura no Ambiente Educacional: da Sala de Aula ao Grupo de WhatsApp, com a professora Roselane Costella, da UFRGS; Uma Breve História da Humanidade: lições para a educação no século XXI, com Alexandre Anselmo Guilherme, da Escola de Humanidades; História da Filosofia: ser, conhecer, dizer, com Leonardo Agostini, também da Escola de Humanidades; Muito obrigado! O papel da gratidão, ao lado de Irani Argimon, da Escola de Ciências da Saúde; e Atalhos da sabedoria: maestria do ser e espiritualidade, com Wagner de Lara Machado, também da Escola de Ciências da Saúde.

Em 1996, Karnal participou da sua primeira banca de doutorado na PUCRS. Fez parte da mesa de José Alberto Baldissera, que defendeu tese em Educação. Confira mais de seu pensamento em entrevista exclusiva ao portal da PUCRS.

 

O senhor faz parte de cinco cursos da PUCRS. Sente diferença entre os perfis de alunos?

Os cursos produzem culturas específicas. As pessoas do Direito não são iguais às pessoas de Finanças, os alunos da área de Humanidades são muito distintos dos de outras áreas. Eu ainda não toquei, eu creio, em outras culturas, como Engenharia e Medicina, que ainda são mais específicas. Os alunos são atraídos para um curso porque tem um perfil. Eu reconheço quase imediatamente se estou numa sala com engenheiros ou filósofos.

 

Esses cursos se propõem a ter uma multiplicidade de perfis pelos temas que abrangem.

É um impulso universal, mas muito forte aqui na PUCRS, que eu gosto em particular, o caráter de universidade. Ela existe desde que surgiu, no ocidente europeu, na cidade de Bolonha, no século 11, como um convívio de saberes. A universidade era não um espaço para eu me tornar exclusivamente um filósofo ou um doutor em leis, mas onde eu convivia com exposições à questão estética da arte, da música, da literatura e do próprio encontro estudantil. Grandes e boas universidades, e esse curso é uma prova de que a PUCRS busca o mesmo objetivo, estão trabalhando com a ideia de dissolução de barreiras. Claro, há coisas que só o engenheiro estudará, o médico ou o filósofo. Mas eles serão muito melhores se tiverem convívio ou exposição a outras metodologias e maneiras de ver o mundo. Isso que é universidade e não uma faculdade isolada. Passei por áreas de convívio aqui. Até o ato de conversar com colegas é um ato transformador no sentido humanístico da palavra: perceber diferenças, comportamentos, distinções, idiossincrasias, para eu reforçar meu ponto de vista ou modificá-lo.

 

O senhor vê que esse é o caminho das universidades em um contexto em que profissões estão enfraquecidas pelas tecnologias e há uma crise de emprego?  

A tendência global hoje é das universidades saírem do campo de transmissoras de conhecimento para produtoras de atitudes e indagações. Mais do que nunca tenho visto que servem e funcionam como não para a formação de uma profissão, mas de uma atitude indagadora e de um posicionamento, para usar uma palavra difícil, de uma reformuladora de epistemologias, de busca de verdade, de validação da verdade, e de métodos para produzir novas verdades. De fato, como você lembra, tudo o que me ensinaram ficará defasado. E o Yuval Harari disse, no seu último grande pronunciamento sobre educação em um congresso em Portugal, que somos a primeira geração que não sabe o que ensinar à seguinte. E eu diria assim: nós não sabemos quais as técnicas serão utilizadas, quais serão as profissões em 20 anos, mas, independentemente disso, teremos que dar resposta a questões relativas a quem eu sou, que função exerço na sociedade, quais são os valores e os modelos de busca de profissão, de modelo de ação. Universidade compartimentada, ensinando conteúdos fixos, que se transmitem de uma geração a outra, estão condenadas pela própria transformação técnica da sociedade.

Como a tecnologia pode vir como suporte para esse modelo?

Restaurando uma noção humanística de que a tecnologia é um suporte e não objetivo. Meu objetivo não é o computador, nem a rede social, nem a internet, meu objetivo é utilizar essas ferramentas, recursos e paradigmas para atingir o conhecimento e a verdade, a transformação da sociedade. Pra eu não ser possuído pelo computador, para não cumprir aquelas profecias negativas de Admirável Mundo Novo, de Huxley, ou de sociedades como a prevista por Fritz Lang, em Metrópolis, no cinema alemão do entre guerras, que serve à tecnologia. É preciso estudar muito a tecnologia, é preciso dominar linguagens tecnológicas, é preciso fazer tudo isso pra que eu dependa de tecnologias, não seja escravo delas e que não entenda que o objetivo do 4G é ser plataforma do 5G, o objetivo do 4G, do 5G ou do 50G, quando eu já estiver fora deste mundo, é sempre servir às pessoas, que se comuniquem mais, pensem mais, tenham acesso a informações mais verdadeiras. Por isso, universidade também é um centro de educação de valores e não de técnicas. Essa techne, uma expressão da filosofia grega, tem que estar a serviço de uma ação humana ou ela será não só inútil, mas perigosa.

 

Como o senhor vê o contexto político atual no Brasil e o seu impacto na educação de cortes de verbas no ensino superior?

Existe uma crise hoje e, naturalmente, o decréscimo na arrecadação de valores vai representar um decréscimo nos investimentos na educação. O que é perigoso nesse momento não é a oscilação quase que pendular que acompanhei ao longo de 40 anos de vida como professor, é o fato de que há um descrédito da própria educação, especialmente da educação humanística. Nós precisamos valorizar aqueles eixos que constituem o próprio conhecimento. Todo o projeto universitário e de conhecimento gira ao redor da filosofia. Ela que permite a investigação médica, física, científica, química. São os desafios propostos pelo método filosófico que se espraiam para outras áreas. São filósofos como Descartes, no seu discurso do método, e Bacon, que trabalham a ideia de como se faz a pesquisa científica, que depois vai se transformar em aparelhos médicos, remédios ou prédios mais bem construídos. A gênese, a semente de toda a educação é a filosofia, o senso crítico, a quebra de dogmas, o estímulo ao debate, ao estudo sistemático. Se eu passar a dizer que filosofia é inútil e filósofos não fazem nada, historiadores, sociólogos e antropólogos são agitadores, é porque não tenho a menor noção do que seja conhecimento, não sou de fato um intelectual ou pesquisador, sou alguém com título superior, o que hoje nem sempre quer dizer um pensador. Se eu não restauro essa crença fundamental na filosofia como primeira de todas as ideias, tenho um problema grave para resolver porque vou tornando a sociedade uma resposta técnica, de um algoritmo, que vai tornar o homem mais eficaz e mais submetido a sistemas. Eu diria que hoje no mundo ultratécnico, ultramecanizado, extremamente industrializado e com todos os recursos de internet, todos os cursos superiores têm que reforçar sua carga de filosofia, mais do que no passado, mais do que nunca. Não pode haver um programador de computadores que não tenha estudado lógica formal aristotélica, não pode haver um médico que não tenha estudado ética filosófica, não pode existir um engenheiro que não tenha estudado, por exemplo, urbanismo e outras questões fundamentais para pensar o humano. Mais do que nunca, me preocupam as verbas, que já vi serem maiores ou menores, mas hoje me preocupa muito mais a postura de agressão ao conhecimento feita por pessoas sem conhecimento.

Fotos: BRUNO TODESCHINI

 

 

 

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Estudante de Medicina da UPF fica em 3º lugar em Olimpíada Brasileira de Anatomia

Desafio contou com a participação de sete mil inscritos 

A acadêmica do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) Mylena Bruschi conquistou o 3º lugar na 4ª Olimpíada Brasileira de Anatomia Elsevier. O concurso é uma competição que visa incentivar o estudo de anatomia humana entre estudantes e professores de anatomia das áreas da saúde, estimular a curiosidade sobre o tema, proporcionar o aprimoramento, desenvolver a capacidade de estudo e promover a atualização do conhecimento e difusão por meio do desenvolvimento de jovens talentos em anatomia humana. A 4ª Olimpíada Brasileira de Anatomia Elsevier contou, inicialmente, com a participação de sete mil inscritos. Os candidatos realizaram provas on-line em cada fase do concurso, e os melhores colocados avançaram para as etapas seguintes.

A fase final da Olimpíada reuniu cinco finalistas, dentre eles Mylena, que realizaram uma prova na quinta-feira, 11 de julho, em São Paulo. Conforme ela, a fase final, presencial, foi completamente diferente, já que as questões eram integradas em um sistema de imersão em realidade virtual, por meio do qual era visualizar o corpo humano em 3D utilizando um óculos de VR (realidade virtual). “Participar da Olimpíada Brasileira de Anatomia foi uma experiência extremamente especial, já que tenho uma paixão enorme pela anatomia. Essa matéria desperta em mim um grande interesse desde o início da faculdade; por isso, nunca deixei de estudar e ingressei na monitoria há quase dois anos. O corpo humano é algo simplesmente fantástico; as ramificações infinitas de cada artéria, a emergência dos nervos, a inserção dos músculos para a realização conjunta de movimentos, o funcionamento das valvas cardíacas, a relação dos órgãos uns com uns outros. Estudar isso é algo incrível para mim. Através da Olimpíada, eu pude aprender muito e pude também me apaixonar ainda mais por anatomia, e sou muito grata por isso”, ressalta.

Pela 3ª colocação, a estudante recebe como prêmio um novo Kindle com tela sensível ao toque e Wi-Fi, 8ª geração, além de alguns livros.  O acadêmico do curso de Medicina da UPF Rodrigo Fichbein Marcon também ficou entre os cinco classificados da fase final. No entanto, ele não participou da prova em função de um curso que ocorreu no mesmo dia.

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TecnoUCS será um dos gestores de iniciativa empresarial voltada à inovação

Associada a grandes empresas, UCS integra o Instituto Hélice, que visa à aproximação de organizações com startups para o desenvolvimento de ecossistema regional de empreendedorismo inovador.

Aproximar empresas tradicionais da região com startups, visando à solução de problemas reais e a geração de inovações, colocando a Serra gaúcha no mapa dos ecossistemas inovadores do país, é o propósito do Instituto Hélice, do qual o Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul tornou-se uma das organizações mantenedoras. Surgida como um movimento criado pelas Empresas Randon, Marcopolo, Móveis Florense e Soprano em outubro passado, a iniciativa ganhou personalidade jurídica e incorporou mais oito organizações.

A apresentação do trabalho feito até aqui, da nova formatação e das metas para a próxima etapa – que envolve o fomento à geração de startups na região – ocorreu em evento de lançamento do instituto, na manhã desta sexta, dia 12, na sede administrativa do TecnoUCS, no campus-sede da UCS. O encontro contou com a presença do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís da Cunha Lamb; do secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego de Caxias do Sul, Emílio Andreazza; do presidente da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), José Quadros dos Santos; do reitor da UCS, Evaldo Kuiava e de diversas lideranças empresariais da região.

Unificação de propósito – O diretor corporativo de Planejamento e RH das Empresas Randon, Daniel Ely, apresentou o histórico do movimento e os resultados da primeira fase, executada de novembro de 2018 a fevereiro de 2019. A ideia nasceu nas discussões das Câmaras Setoriais do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), que representam 3,5 mil empresas. A partir daí, as quatro idealizadoras decidiram unir competências em torno do propósito de resolver problemas comuns com soluções inovadoras, e o caminho escolhido para tal foi o de conexão com startups.

Depois de um mapeamento de 250 negócios do tipo de todo o Brasil, 18 contratos foram assinados, para a resolução de problemas nas áreas de logística, fabricação, marketing e vendas e de recursos humanos das quatro corporações idealizadoras. Entre os ganhos paralelos, apontou Ely, verificou-se aumento de produtividade, inovação e faturamento dentro das empresas envolvidas e a consolidação da cultura de compartilhamento entre elas.

A próxima etapa se inicia com o lançamento do movimento como instituto e com a ampliação dos modelos de participação. Além de Empresas Randon, Florense, Marcopolo e Soprano, TecnoUCS e Metadados tornam-se mantenedoras. Outras seis organizações incorporam-se como associadas (Faculdade da Serra Gaúcha – FSG, Rede Sim, Sicredi, Sistema Saúde Integral – SSI, Thyssenkrupp e Unimed Nordeste RS) e também foi criada a categoria de apoiadores. Com a reconfiguração, o Hélice passa a contar com um diretor-executivo, o administrador Thomas Job Antunes. De modo a fomentar o desenvolvimento de startups na região, a parceria com a aceleradora de negócios Ventiur visa à criação de um grupo de investimento em negócios inovadores.

DEPOIMENTOS

“Um dos significados de hélice é propulsão. Vemos nessa iniciativa um dos direcionadores do empreendedorismo inovador que é o ‘propósito transformadormassivo’. A Universidade e o TecnoUCS corroboram e compactuam desses conceitos que o Instituto Hélice propaga, e acreditamos nesta parceria profícua para o crescimento e a inovação na região”, Enor Tonolli Jr., diretor-executivo do TecnoUCS

“O Rio Grande do Sul precisa dessa iniciativa, do engajamento de instituições com a sociedade para promover uma mudança de cultura que possaalavancar o Estado. O motor da economia gaúcha é o empreendedorismo local, e o Instituto Hélice faz a transição para o empreendedorismo inovadorvalorizando a cultura das empresas, conectando-as com as startups e trazendo o conhecimento das universidades capaz de transformar os empreendimentos, tornando nossas organizações globais, tecnológicas e inovadoras”, Luís da Cunha Lamb, secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia

“Para as Empresas Randon é uma satisfação ver a Hélice ganhar esta proporção em tão pouco tempo. O fato de quatro indústrias terem quebrado barreiras para pensarem em conjunto soluções mais ágeis para seus problemas já foi um marco, e, agora, receber outros agentes, de outros segmentos da economia, é a comprovação de que os resultados de todo o movimento são cada vez mais promissores”, Daniel Ely, executivo nas Empresas Randon

“A Marcopolo tem na Hélice um parceiro para promover a inovação aberta na empresa, trazendo resultados na eficiência das áreas através de tecnologia aplicada às principais necessidades operacionais. Além disso, é um canal para conexão com o ecossistema de inovação, indo muito além das startups,ajudando a atrair profissionais, reter talentos e no relacionamento com outras empresas e institutos de pesquisa”, Petras Amaral Santos, executivo na Marcopolo

“Participar da Hélice está sendo transformador para a Florense, pois nos possibilitou abrir o mindset e visualizar formas diferentes de resolução de problemas. Além disso, o trabalho colaborativo das empresas e demais integrantes resulta em investimento na criação de um ecossistema de inovação na Serra gaúcha, gerando um legado de resultados para toda a região”, Mateus Corradi, CEO da Móveis Florense

“Estamos aprendendo e evoluindo rapidamente na conjunção com as startups. Adicional a isso, percebemos resultados consistentes em nossos negócios,que têm a ver com a conexão e os compartilhamentos entre as empresas. Nossa expectativa é seguir evoluindo, consolidando e contribuindo com todo ecossistema, intensificando, com as novas organizações participantes, o contínuo aprendizado”, Paulo Gehlen, executivo da Soprano

Fotos: Claudia Velho/UCS

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De Ijuí para o Piauí: estudantes e professores da Universidade embarcam para participar do Projeto Rondon

O dia esperado chegou e a ansiedade dá lugar à expectativa da realização de um trabalho construtivo pelo bem comum. Embarcam com destino ao Piauí, nesta quinta-feira (11), um grupo de acadêmicos e professores da Unijuí, que integram a Operação João de Barro, do projeto Rondon.

Os oito universitários e as duas professoras coordenadoras são esperados em Teresina, para a abertura oficial da Operação. Simultaneamente, a espera é a mesma na comunidade de Novo Oriente do Piauí, onde os rondonistas da Unijuí desenvolverão oficinas e diversas atividades. “Conseguimos perceber uma ansiedade da população com a vinda do Rondon. Há um desejo coletivo por essas oportunidades de aprendizado.  Conhecemos nossa realidade, mas nosso conhecimento é comum, vocês vêm com o científico e isso agregará muito. Temos um desejo de aprender e participar intensamente das oficinas”, declara Wilk Brito, um dos líderes da comunidade.

O objetivo dos estudantes é promover o bem-estar social, a troca de informações, o desenvolvimento local sustentável e a promoção da cidadania, por meio da integração entre população e Instituições de Ensino Superior (IES), compactuando com as diretrizes do Projeto.  Na quarta-feira (10) toda a equipe que coordena o desenvolvimento do projeto na Universidade, bem como os jovens participantes, reuniram-se para fazer a foto oficial antes do embarque.

A viagem iniciou nesta quinta-feira (11), às 8h, com saída de Ijuí. Já às 17h40, os jovens embarcam no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Após, fazem conexão em direção ao destino final – Teresina, onde chegam às 23h40.

Para o Vice-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Fernando Jaime González, participar do Rondon é o sonho de muitos acadêmicos e professores, o que faz desta uma oportunidade única na vida universitária, profissional e pessoal de cada integrante. Elencou ainda o compromisso assumido pelos participantes: “Muito importante que cada um desenvolva um bom papel, a fim de garantir a continuidade do Projeto. A Universidade confia e tem orgulho de vocês”. Os participantes foram bastante incentivados ao embarcar. “Contem conosco. Estaremos à disposição em tudo que for necessário e esperamos que todos possam aproveitar a experiência, pois ninguém volta de lá do mesmo jeito. Aproveitem, é um momento de formação muito especial”, concluiu o Vice-Reitor.

As atividades terão início na cidade de Novo Oriente na segunda-feira (15). Antes disso, no sábado (13) e domingo (14), o grupo passará por diversas capacitações ministradas pelos coordenadores do Projeto. A Unijuí desenvolverá ainda atividades conjuntas com a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG).