prefeitura de centenario

Grupo “Todos pela Saúde” já produziu mais de mil protetores faciais

A solidariedade é a principal motivação de voluntários que integram o grupo “Todos pela Saúde” de Passo Fundo. Desde o início do enfrentamento ao coronavírus, os integrantes produziram mais de mil Face Shields, protetores faciais transparentes, que estão sendo doados para hospitais e secretarias de saúde de toda a região. O objetivo é de contribuir para segurança dos profissionais da saúde que trabalham na linha de frente durante a pandemia da Covid-19.

O grupo conta com o apoio da Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Núcleo de Fabricação Mecânica e da Rede de Inovação Conecta UPF. De acordo com o voluntário, engenheiro mecânico e proprietário da Tudo3d Prototipagem, Jean Carlos Ferron, diversas cidades já receberam os materiais. “Estamos com 1.100 protetores faciais produzidos e já foram entregues em torno de 600 protetores. Os materiais foram doados para Passo Fundo, onde todos os hospitais que atendem pelo Sus e a secretaria de saúde receberam. Além disso, as cidades de Não-Me-Toque, Palmeiras das Missões, Alecrim, Pontão, Centenário, Chapada, Marau, Muitos Capões, Lajeado, Estação, Serafina Correia e Braga, também receberam ou estão com remessas para ser entregues”, contou.

Cerca de 30 voluntários integram o grupo, atuando nas áreas de impressão 3d, logística e comunicação. Mesmo tendo produzido uma grande quantidade de protetores, são muitas as solicitações de doações. “Já atendemos diversas cidades, mas ainda temos uma demanda bem grande a serem feitos, hoje chega em torno de 1.700 protetores a serem produzidos. Já tivemos doações da BSBios com algumas chapas, a UPF conseguiu por fornecedores doações também, mas ainda estamos precisamos de doações da comunidade e das empresas interessadas em ajudar nessa causa”, destacou o voluntário.

Contribua você também

Para quem deseja ajudar com materiais, o grupo está necessitando de acetatos para lentes dos protetores e filamento PLA para impressão dos arcos. Também é possível ajudar com valores por meio de uma “vaquinha on-line” que pode ser acessada AQUI https://apoia.se/todospelasaudepf?fbclid=IwAR1Z8D_0JMQlm6-ndMxr8o4lKxHj2uxtVGZ78wtnXgeyKR5qYUq54TS0CEM.  Dúvidas e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 9 9921-0609 ou pelo e-mail todospelasaudepf@gmail.com.

 

Observa

Unisc produz informações socioespaciais  para auxiliar na prevenção do Covid-19

O Observatório do Desenvolvimento Regional (ObservaDR), coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Unisc -Mestrado e Doutorado (PPGDR), está sistematizando um conjunto de dados e gerando informações e análises sobre variáveis sociais, demográficas, infraestruturais, de saúde e sobre domicílios dos municípios do Vale do Rio Pardo e do Taquari, além de alguns dados estaduais. Os dados servem para auxiliar a tomada de decisões no combate ao avanço do Coronavírus (Covid-19).

A iniciativa faz parte do projeto ObservaDR-Covid-19 e tem como objetivo contribuir com a produção de informações científicas de interesse público para a gestão em saúde e assistência social durante a pandemia. O material produzido está sendo disponibilizado de forma aberta no portal do Observatório (www.observadr.org.br) e pode ser acessado e utilizado pelo poder público e comitês de gestão relacionados ao combate ao Coronavírus e pela sociedade em geral. São planilhas e mapas temáticos com análises.

O material está sendo organizado por uma equipe de professores e estudantes de pós-graduação e graduação da Unisc, e técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento de Santa Cruz do Sul, a partir de dados oficiais do IBGE, DATASUS, Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul, entre outros. São aproximadamente 20 pessoas atuando no projeto ObservaDR-Covid-19. Parte dos dados já está disponível no portal e parte será colocada nas próximas semanas.

Para o diretor de Pesquisa e Pós-graduação da Unisc, Adilson Ben da Costa, essa iniciativa é muito importante pois reúne informações científicas fundamentais para auxiliar os gestores na seleção das melhores estratégias de combate à pandemia da Covid-19. A coordenação do projeto está com o professor Rogério Leandro Lima da Silveira, que explica que a iniciativa é resultado de um trabalho colaborativo, voluntário e interdisciplinar, que visa produzir informações científicas sociodemográficas e espaciais sobre os territórios e a população das sociedades de Santa Cruz do Sul e do Vale do Rio Pardo. Silveira explica que o projeto é uma das contribuições da Unisc, como Universidade comprometida com a comunidade, para as prefeituras, comitês de crise e demais organizações envolvidas no controle da pandemia, assim como para a sociedade em geral.

A iniciativa reúne o ObservaDR, o Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional, as graduações em Geografia, Arquitetura e Urbanismo e Comunicação Social, e tem o apoio da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos de Santa Cruz do Sul (Seasc) e da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão da prefeitura de Santa Cruz do Sul (Sepog).

R7

“Tele Maria da Penha – Unisc” auxilia mulheres vítimas de violência doméstica

“Para muitas mulheres a ameaça parece maior onde deveriam estar mais seguras: em suas casas”, destacou o chefe da ONU, Antônio Guterres, sobre o aumento da violência doméstica durante a quarentena pelo novo coronavírus. Atualmente, uma em cada três mulheres já sofreu violência física e/ou sexual, mas uma pesquisa divulgada na ONU Mulheres destaca que a tendência é que haja agravamento devido ao maior tempo em casa, com os agressores. Com intuito de direcionar mulheres de Santa Cruz do Sul e de Montenegro sobre os seus direitos em caso de agressão, o Tele Maria da Penha – Unisc começa a atuar nesta quarta-feira, 22 de abril.

O projeto, coordenado por Caroline Fockink Ritt e Eduardo Ritt, professores do curso de Direito da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), proporciona atendimento gratuito por telefone às vítimas de violência doméstica e familiar, orientando sobre quais medidas devem ser adotadas e, após, as encaminhando de modo eficiente aos órgãos públicos da rede de proteção da mulher vítima de violência doméstica. O atendimento via Call Center tem o objetivo de preservar possíveis exposições ao contágio da Covid-19 e, também, garante total sigilo quanto às informações e identidade da vítima.

No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informou que após a quarentena houve aumento de quase 9% no número de denúncias de violência contra a mulher realizadas para o número 180. Apesar do aumento nas denúncias, estima-se que o número de mulheres agredidas que permanecem em silêncio seja consideravelmente maior: “Sabemos que muitas mulheres não tem para onde ir, portanto, permanecem em convívio com seu agressor e não realizam a denúncia. É preciso uma atenção redobrada da comunidade e dos órgãos competentes durante a crise do novo coronavírus”, reforça a professora Caroline Fockink Ritt.

Também segundo Caroline, é essencial que as vítimas tenham conhecimento sobre os seus direitos, para buscarem formas de efetivá-los e colaborar com o enfrentamento da violência doméstica. “As principais vítimas são justamente as mulheres mais pobres, que não podem sair de casa, ou não tem para onde ir, diante da situação de violência. O machismo e violência doméstica não diminuem neste período de isolamento social, quando o mundo está enfrentando a Covid-19. Na verdade, a quarentena potencializa a convivência com o agressor e, compreendendo isso, colocamos nosso serviço à disposição da comunidade”, conclui.

O Tele Maria da Penha – Unisc prestará informações e orientações jurídicas das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, de segunda à sexta-feira, através do número (51) 3717-7444.  Se você está em situação de violência doméstica, ou conhece alguma mulher que esteja passando por agressões, acione ou indique esse serviço.

Quais serão as orientações prestadas?

Após ligar para o número, será realizado um atendimento personalizado, podendo auxiliar com demandas referentes aos seguintes temas:

  • Medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha;
  • Separação e dissolução de sociedade conjugal: esclarecimentos dos respectivos direitos da mulher agredida;
  • Em caso de separação: guarda dos filhos, pensão alimentícia e visitas.

Além disso, serão tratados os possíveis encaminhamentos a serem feitos aos órgãos públicos da rede de proteção à mulher agredida, como o Conselho Municipal da Mulher, a Delegacia Especializada no atendimento da Mulher, o Ministério Público, a Defensoria pública, a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar e o GAJ da Unisc.

sopa

Unisc cria mais uma frente para favorecer pessoas em situação de insegurança alimentar

Diante da pandemia do Coronavírus (Covid-19), a Unisc lançou neste sábado, 18 de abril, mais uma frente para favorecer as pessoas em situação de insegurança alimentar. Trata-se do projeto Sopa do bem, que vai beneficiar cerca de 200 famílias de cinco bairros de Santa Cruz do Sul, solidificando a parceria entre a Universidade e o Grupo do Bem.

O preparo dos alimentos ocorreu sob a coordenação da funcionária do Centro Gastronômico da Unisc, Luciana Cassaboni, que organizou as atividades dos voluntários da Universidade e do Grupo do Bem. A sopa é uma alimentação com nutrientes necessários para uma refeição principal (almoço ou jantar) e pode fazer parte do cardápio semanal. “Pelo conteúdo de água, hidrata e fornece parte das calorias diárias que o organismo precisa. Pela presença de hortaliças, é fonte de minerais, vitaminas e fibras, contém alimentos fontes de carboidratos, lipídeos e proteínas, fornecendo energia para o dia a dia, e desempenhando funções construtoras, reparadoras e que auxiliam na imunidade, uma vez que é feita com alimentos in natura, sem o uso de qualquer tipo de alimento ultra processado”, disse a coordenadora do curso de Nutrição, professora Fabiana Assmann Poll.

Líder do Grupo do Bem e responsável pela distribuição em cinco bairros, a professora Luciana Tremea ressalta que a doação dos insumos foi articulada por integrantes do grupo e decorre de sólidas parcerias que vêm de longa data. “O Grupo do Bem está extremamente satisfeito com a consolidação da parceria com a Unisc, pois, dessa forma, potencializa muito o seu propósito de ajudar as pessoas mais necessitadas das nossas comunidades menos assistidas” destacou.

Já o diretor de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc, professor Angelo Hoff, considera a ação solidária de extrema importância nesse período, onde uma parcela da comunidade fica ainda mais vulnerável devido ao impacto socioeconômico provocado pelo atual cenário. “A Unisc, através dos cursos de Nutrição e Gastronomia, sente-se ainda mais útil nesse momento em poder contribuir para alimentar quem mais precisa.  Em conjunto com os parceiros e com a ciência e concordância da Prefeitura Municipal, levaremos uma refeição saudável para os lares mais necessitados nos finais de semana”, ressaltou, comemorando ainda a participação voluntária de alunas dos cursos de Comunicação Social e de Engenharia Química.

*Foto: Simoni Helfer (Asscom/Unisc)

UCS

Curso de Moda e Diretório Acadêmico da UCS realizam mutirão para confecção de máscaras

O curso de graduação em Moda da Universidade de Caxias do Sul e o seu Diretório Acadêmico realizam um mutirão para a confecção de máscaras a fim de ajudar a conter a propagação do novo coronavírus. A mobilização, iniciativa do DA do curso, é solidária a todos os profissionais que estão na linha de frente no combate à Covid-19, e o resultado da produção será doado ao Hospital Geral, para uso da comunidade que acessa os ambientes da Instituição.

O trabalho teve início nesta semana, no Laboratório de Costura do Campus 8, pelas mãos de dez estudantes do curso que trabalham sob o cumprimento de todas as medidas de higiene, distância e segurança recomendadas pelos órgãos da Saúde. Apesar de não profissionais, as máscaras seguem as especificações técnicas e modelagem recomendadas às necessidades de uso, e serão higienizadas antes de sua disponibilização ao HG.

“A iniciativa parte da disponibilidade e da parceria do DA e dos acadêmicos, com boa vontade para contribuir no enfrentamento à pandemia da Covid-19”, destaca a professora Mercedes Lusa Manfredini, coordenadora do curso de Moda.

Imagens: Bernadete Venzon

GAJ1

GAJ Unisc implanta Call Center para prestar assistência jurídica gratuita à comunidade

Através do fone (51) 3717-7444, a população pode obter esclarecimentos sobre o encaminhamento de benefícios emergenciais

Frente ao momento de pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19), a Unisc criou mais uma ferramenta de auxílio à comunidade. Através do Gabinete de Assistência Judiciária (GAJ), a Universidade implantou um Call Center para prestar atendimento jurídico gratuito. A atividade ocorre das 9h às 12h e das 14h às 18h, pelo fone (51) 3717-7444, tendo por objetivo prestar esclarecimentos sobre o encaminhamento dos planos emergenciais oferecidos pelo Governo Federal, esclarecendo dúvidas sobre os requisitos necessários para o recebimento dos benefícios disponíveis.

 “O projeto visa auxiliar a comunidade, uma vez que as pessoas acabam tendo que enfrentar filas para obter informações sobre esses benefícios, expondo-se, dessa forma, ao risco de contágio do Covid-19. A proposta é também, se necessário, contatar as instituições responsáveis, a fim de dar um esclarecimento pontual quanto aos canais disponibilizados para cada um dos benefícios”, disseram os professores responsáveis pelo projeto, Elia Denise Hammes e Vinícius Ferreira Laner.

As informações são referentes aos seguintes benefícios: Auxílio Emergencial (destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados); Abono Salarial – PIS (assegura um salário mínimo anual aos trabalhadores que recebem em média até dois salários mínimos de remuneração mensal de empregadores que contribuem para o PIS ou para o Pasep; e Antecipação Auxílio Doença (o INSS pode antecipar um salário mínimo mensal (R$ 1.045) aos requerentes de auxílio-doença que estiverem na fila do benefício mediante apresentação de atestado médico).

Feevale

Feevale: jogo de tabuleiro ensina sobre o coronavírus de maneira lúdica

Jogo de tabuleiro foi produzido pela acadêmica de Ciências Biológicas Manoela Schneider Sachet.
A Universidade Feevale está trabalhando em diversas frentes para auxiliar no combate ao novo coronavírus. Pela sua relevância, o tema passou a ser abordado em diversos cursos, como o de Licenciatura em Ciências Biológicas, que encontrou mecanismos para estimular os acadêmicos das disciplinas de estágio a exercerem a docência mesmo distante das escolas.

O mês de abril marcaria o início do estágio docente em Ciências e em Biologia para quatro turmas do curso. Como todas as escolas paralisaram as suas atividades presenciais, a prática dos acadêmicos também ficou impossibilitada. Por toda a complexidade do processo e das incertezas de quando seria possível realizar as atividades presenciais, estratégias foram adotadas para que os futuros professores pudessem se aproximar do universo escolar. “Buscamos simular o que aconteceria se eles fossem os professores que estivessem atuando nas escolas hoje, agindo e propondo atividades educativas a distância aos seus alunos. Pensando nisso, os acadêmicos tiveram que realizar uma sequência didática para trabalhar com a Covid-19”, destaca a professora Natalia Soares.

Entre os materiais didáticos desenvolvidos está o jogo de tabuleiro Combatendo o coronavírus. Produzido pela acadêmica Manoela Schneider Sachet, do 7º semestre, o jogo pode ser disputado por até quatro pessoas no formato convencional ou em QRCode, onde os participantes jogam o dado e percorram o tabuleiro. “Ele foi elaborado para alunos do ensino fundamental, mas, pode ser jogado por pessoas de qualquer faixa etária. É uma opção para que as crianças e seus familiares possam brincar durante o isolamento social e para que aprendizagem seja mantida mesmo longe da escola”, enfatiza.

O jogo produzido pela estudante já conquistou professores do Vale do Sinos. Segundo Natalia, alguns entraram em contato buscando mais informações sobre o jogo. “Ficamos felizes com essa interação com a comunidade e por adaptar a atividade às necessidades reais do público”, ressalta a docente. “O mais importante é as crianças compreenderem o que está acontecendo e serem capazes de ponderar sobre tantas fake news que estão circulando, assim como entenderem a importância deste momento de isolamento e se protegerem”, afirma.

Regras do jogo

Tabuleiro

1. Podem participar quatro pessoas por vez.
2. Para iniciar o jogo, todos os participantes rolam o dado. Todos devem estar na casa “Início” e o que tirar o maior número começa, sendo seguido pelo segundo número mais alto e, assim, sucessivamente.
3. As casas com pontos de interrogação dão direito a responder a uma pergunta. Se o jogador acertar, pode avançar uma casa. Se o jogador errar, permanece na mesma casa.
4. O primeiro jogador a alcançar a casa “Chegada” ganha o jogo.

QR Code

1. Podem participar quatro pessoas por vez.
2. Para iniciar o jogo, todos os participantes rolam o dado. Todos devem estar na casa “Início” e o que tirar o maior número começa, sendo seguido pelo segundo número mais alto e, assim, sucessivamente.
3. Todas as casas com QR Code possuem uma pergunta. Se o jogador acertar, pode avançar uma casa; a pergunta não será repetida (a casa passará a ser nula). Se o jogador errar, permanece na casa e o próximo jogador a parar na casa tem direito de responder à pergunta.
4. O primeiro jogador a alcançar a casa “Chegada” ganha o jogo.

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Unisc recebe Extrator de RNA que possibilita a realização dos testes de Covid-19

Na tarde dessa segunda-feira, 6 de abril, a empresa ProfiGen do Brasil, que pertence ao grupo Philip Morris, emprestou à Unisc o extrator de DNA/RNA automatizado que será utilizado na realização dos testes de Covid-19. O equipamento, que é um dos poucos do estado, possui grande capacidade de extração e processamento de material genético do vírus (RNA), contribuindo com a agilidade do processo.

Agora, a próxima etapa para dar início às testagens é aguardar a chegada dos kits encomendados pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul, cuja data está prevista para a próxima semana. No momento, os profissionais da Unisc que irão trabalhar no projeto estão otimizando o tempo, realizando capacitações e elaborando um plano prévio de atuação.

Philipe Irala, da ProfiGen do Brasil, destaca que nesse momento todos devem somar esforços: “ficamos felizes em colaborar com esse projeto que vai atuar em prol da saúde da nossa região”. A empresa também prestará auxílio técnico para a operação do equipamento, fornecendo treinamento, suporte na elaboração de protocolos e materiais técnicos para facilitar a rotina laboratorial, além do acompanhamento técnico durante as atividades e dos demais suportes necessários.

Andreia Valim, diretora de inovação e empreendedorismo da Unisc, reforça que por ser uma máquina automatizada, os operadores estarão mais seguros e que a equipe já se prepara para o início das testagens. “Nós estamos com o fluxo de trabalho bem delineado e com as métricas de segurança e higienização previamente pensadas, para garantir a integridade de cada colaborador. Hoje, com a chegada do equipamento e por saber que nossa equipe conta com excelentes profissionais, me sinto aliviada pelo caminho que estamos seguindo”, acrescenta.

Além disso, o Biólogo Leonardo Moraes, da ProfiGen, está treinando a equipe que usará o Extrator de RNA e seguirá prestando auxílio até o início dos trabalhos de recebimento e processamento das amostras para diagnóstico. “Como estudante da Unisc e profissional da área da saúde é gratificante colaborar com o projeto. Especialmente porque a testagem no município vai agilizar os resultados dos exames e antecipar as medidas preventivas que podem conter a disseminação do vírus”, conclui Leonardo.

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Projeto possibilita impressão 3D de válvula e filtro para respiradores

Antevendo situações que já aconteceram em países que atingiram o pico de contaminação pela COVID-19, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) buscou o auxílio da Universidade de Passo Fundo (UPF) para preparar a modelagem de componentes que podem faltar se os casos da doença aumentarem abruptamente. Os modelos que estão em fase de finalização poderão ser impressos em 3D em caso de falta. Um deles é uma válvula que permitirá controlar o destino do ar expelido pelos pacientes contaminados, mas que ainda tenham capacidade respiratória; e o segundo um filtro utilizado em respiradores artificiais. A parceria entre HSVP e UPF, se dá através da rede de inovação Conecta UPF da Faculdade de Engenharia e Arquitetura.

O engenheiro mecânico André Hagen está atuando na modelagem, juntamente com o engenheiro mecânico Luiz Eduardo da Silva, e explica os dois projetos. O primeiro deles é a criação de uma válvula que permite controlar o ar expelido do paciente contaminado pela COVID-19. Ela é pensada para ser utilizada em pacientes com capacidade respiratória e que não precisam de respirador. A função dessa válvula é permitir a entrada de oxigênio quando o paciente inspira, e o controle da saída quando ele expira, encaminhando esse ar para um filtro, por exemplo, diminuindo a probabilidade de que o ar contaminado fique no ambiente. Na Itália, um dispositivo semelhante foi criado com a adaptação de uma máscara snorkell. Aqui, como esse é um item mais difícil de se encontrar, está sendo avaliada a possibilidade de uso de máscaras do tipo CPAP adaptadas.

O segundo projeto envolve a modelagem de um filtro que é utilizado em respiradores e atuam tanto na inspiração quanto na expiração (entrada e saída do ar). “Ele filtra particulados sólidos, bem como retém quantidade significativa de elementos como vírus e bactérias que possam sair. Uma das preocupações é de que falte esse filtro, então fizemos a modelagem para que possamos imprimir caso faltem e fazer a substituição”, explica Hagen. Ambos os projetos estão sendo testados e definidos os parâmetros de impressão.

Hagen explica ainda que tanto o filtro quanto a válvula ainda não estão em uso. “Ambos são elementos que estamos organizando para caso tenhamos uma demanda muito alta de pacientes e uma explosão de casos. O filtro vai ser impresso se a indústria não conseguir fornecer o suficiente. A válvula vai ser feita se tivermos uma grande quantidade de pacientes contaminados em uma área grande de isolamento em que seja preciso controlar o ambiente em que eles estejam isolados. São um backup em caso de emergência”, acrescenta.

Colaboração      

O engenheiro explica que em caso de um pico de contaminação, há a possibilidade de acionar uma rede de pessoas com impressoras 3D que podem imprimir os componentes. “Se houver demanda são dispositivos que podem ser fabricados em qualquer lugar a partir de impressoras 3D”, enfatiza sobre como ambos os projetos podem atender ser compartilhados.

Luiz Eduardo Spalding, do setor de engenharia biomédica do HSVP, explica que ainda no mês de fevereiro o setor foi procurado por um médico do Hospital que apresentou propostas de peças mecânicas para enfrentar situações que poderiam ocorrer, caso o Brasil enfrentasse as mesmas dificuldades que a China enfrentava naquele período. Eles apresentaram os equipamentos que poderiam ser utilizados em caso de emergência e que, agora, estão sendo aprimorados em parceria com a UPF. “Com esta atitude preventiva, os engenheiros da UPF saberão com antecedência quais são os problemas para fabricação rápida e quanto tempo é necessário para produzir determinada quantidade. Paralelamente a isto, estes engenheiros estão conectados às propostas de outras universidades brasileiras e acompanhando o que elas estão fazendo”, completa.

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Feevale produz EPIs e roupas de cama para auxiliar no combate ao Coronavírus

A Universidade Feevale segue contribuindo no combate ao novo Coronavírus. Desde a útlima terça-feira, 31, por meio da Diretoria de Inovação em conjunto com o curso de Moda, a Instituição iniciou a produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) para profissionais de saúde e roupas de cama (lençol e fronha), que, posteriormente serão doados a hospitais do Vale do Rio dos Sinos. A partir da próxima semana serão confeccionados, por acadêmicos, docentes e voluntários no Laboratório de Moda da Universidade, 30 kits de calça e jaleco cirúrgico, 100 kits de lençol e fronha e 1.000 máscaras.

Para a produção destes materiais, a Feevale contou com a parceria de três empresas da região. A primeira ação solidária veio da Dublauto Gaúcha, empresa instalada na unidade do Feevale Techpark de Campo Bom e que desenvolve diversos produtos com nanotecnologia. Ela doou cerca de 6.000 metros de tecido poliéster e 1.500 metros de malha de bambu de diversas cores para a confecção das unidades das calças e jalecos cirúrgicos e das roupas de cama. Além da Dublauto, a empresa Rita Corrêa dos Santos Jaquetas contribuiu com a doação de tecidos para a confecção do material.

Para ajudar nessa força tarefa, a Feevale contou também com o apoio do Sicredi. Com isso, a Universidade conseguirá adquirir tecido para fabricar 1.000 máscaras de tecido, outra necessidade dos serviços públicos de saúde da região.

A diretoria de Inovação da Feevale, Daiana de Leonço Monzon, explica ainda que os kits de roupas cirúrgicas servirão para que os profissionais da saúde possam substituir as suas roupas antes de ingressarem nos hospitais. “Com esse equipamento, os profissionais de saúde vão poder trabalhar tranquilamente nos ambientes hospitalares, onde circula o vírus, e ao saírem, poderão colocar novamente a sua roupa, evitando maior disseminação do Coronavírus”, destaca.

Crédito: Eduardo Bettio/Universidade Feevale