Foto: Marcela Schild
Foto: Marcela Schild

Primeira aluna surda defende mestrado na Unisc

“É uma grande conquista para mim e, também, para a comunidade surda na busca por uma inclusão verdadeira ”, destacou Karoline Kist, nessa sexta-feira, 28 de fevereiro. Após defender sua banca de mestrado, na Língua Brasileira de Sinais (Libras), a jovem é a primeira aluna surda a receber título de Mestre em Educação na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Ao longo do momento, uma intérprete esteve presente realizando a tradução.

Karoline atua como professora de Libras na Escola Rosário, lecionando para alunos surdos e ouvintes do ensino médio e fundamental. A experiência na área da educação fortaleceu o desejo de seguir carreira acadêmica: “Me formei em administração na Unisc, fiz o mestrado para focar mais na docência e o resultado foi tão gratificante que quero cursar o doutorado para realizar o sonho de dar aula em universidade ”, reforçou.

Para Camilo Darsie de Souza, orientador da dissertação, o estudo abrangeu temáticas muito relevantes, abordando a escrita – um dos principais problemas relacionados à educação dos surdos -, além de ter sido um processo inclusivo em todas as etapas, dando voz à essa comunidade. “Precisamos garantir não somente entrada de pessoas surdas no meio acadêmico, mas, também, a formação com qualidade no ensino. E, enquanto instituição, trabalhamos em conjunto para que isso fosse possível”, concluiu o professor.

A proposta da pesquisa era estudar Narrativas de professores surdos no Ensino Superior sobre os processos de produção acadêmica. Participaram da banca avaliativa os professores Cláudio José de Oliveira e Betina Hillesheim, da Unisc, além de Lodenir Karnopp, da Urfgs, e André Reichert, da Ufsc, ambos por vídeo conferência. Também estiveram presentes convidados especiais, entre eles mais de dez alunos surdos e ouvintes de Karoline.

“Fui muito acolhida na Unisc, com professores que se comunicam em Libras, tradutoras e intérpretes. O que eu quero mostrar é que a comunidade surda tem sua competência de evoluir e, para isso, precisamos encarar nossa forma de se comunicar como natural e lutar por ela”, afirmou Karoline.

A naturalização da comunicação em Libras, língua mãe para pessoas surdas, é essencial para que haja visibilidade e inclusão. Na Unisc, o Núcleo de Apoio Acadêmico (Naac) é o responsável por promover recursos de acessibilidade, auxiliando na eliminação de diferentes barreiras. “Desde a seleção da Karoline no Programa de Pós-graduação em Educação Stricto Senso, nós prestamos tradução e interpretação de Libras. Todo o período foi de muita aprendizagem para todos os envolvidos, pois, trabalhamos em parceria para viabilizar a comunicação dela ao longo de sua trajetória acadêmica”, contou Raquel Fialho, coordenadora do Naac.

Feevale

Laboratório móvel da Feevale trata efluente industrial do Polo Petroquímico de Triunfo

O Polo Petroquímico de Triunfo, complexo industrial articulado pelo Comitê de Fomento Industrial do Polo (Cofip), passou a contar, recentemente, com o primeiro laboratório de pesquisa da Universidade Feevale fora de seus câmpus. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Limpas da Instituição instalou uma unidade móvel do Laboratório Aquário na Superintendência de Tratamento de Efluentes Líquidos (Sitel) do polo, no âmbito do projeto Reuso. Coordenado pelo professor Marco Antonio Siqueira Rodrigues, o projeto é realizado por meio do Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais.

O estudo busca investigar tecnologias de tratamento de efluentes que proporcionem o reuso industrial do efluente do polo. Em parceria com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Cofip, no Laboratório Aquário é avaliada a aplicação do processo de separação por membranas para o tratamento do efluente. Os equipamentos operam 24 horas por dia, sete dias por semana. A ideia, após a determinação da eficácia dessa técnica, é aplicar essas tecnologias limpas aplicadas ao saneamento ambiental, bem como capacitar a Corsan. Com estrutura e equipamentos de ponta, a unidade de pesquisa móvel pode desenvolver, também, outros projetos aplicados nas empresas do polo.

Tratamentos utilizados na unidade móvel

Em relatório lançado mundialmente em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que a Terra enfrentará um déficit de água de 40% em 2030, caso a gestão desse recurso natural não seja melhorada. O reuso da água industrial tem se mostrado como uma alternativa viável, econômica e ambientalmente, como medida para reduzir a captação de água. No Laboratório Aquário da Feevale localizado no polo, são utilizadas as técnicas de Osmose Inversa, Eletrodiálise Reversa, nanofiltração, microfiltração, ultrafiltração e destilação por membranas. O laboratório móvel tem, ainda, sistema piloto de absorção com zeólitas, carvão ativado e microfiltros porosos. No que tange a análises de poluentes emergentes, conta com cromatografia acoplada a espectrômetro de massa e cromatografia líquida de alta resolução.

Parcerias com empresas

De acordo com Rodrigues, a ideia é que o PPG em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais leve laboratórios de pesquisa para mais empresas. Para isso, explica o professor, basta que as empresas interessadas entrem em contato com a Diretoria de Inovação da Universidade Feevale para agendar discussões para que possam ser desenvolvidos projetos em conjunto. Empresas interessadas podem entrar em contato pelos e-mails projetos@feevale.br e pgmateriais@feevale.br.

Foto: Marco Antonio Siqueira Rodrigues/Universidade Feevale

Foto: Eduardo Bettio/Universidade Feevale.
Foto: Eduardo Bettio/Universidade Feevale.

Feevale passa a oferecer exames toxicológicos para participantes de concursos

O Laboratório de Análises Toxicológicas da Feevale é o primeiro de uma universidade brasileira a obter credenciamento do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para testes toxicológicos de larga janela de detecção. Com isso, a Instituição poderá atender, por exemplo, participantes de concursos públicos, como o da Brigada Militar, que exige exame toxicológico na fase intermediária (investigação social do candidato e comprovação das condições de inscrição).

Os exames começarão a ser realizados nesta terça-feira, 18, no Laboratório de Análises Toxicológicas, localizado no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (CIES) da Feevale, na Rua Rubem Berta, 200, Vila Nova, Novo Hamburgo. Os agendamentos para coleta do material podem ser feitos pelo e-mail cies@feevale.br, pelo telefone (51) 3586-8813 ou presencialmente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30min.

O exame toxicológico vem sendo exigido em alguns processos seletivos, principalmente para a função militar, de segurança pública, aviação e saúde. Os testes têm caráter eliminatório se o resultado for positivo ou se o candidato se recusar a fazer a análise. Esta é feita a partir de uma pequena amostra de cabelos ou pelos, a qual poderá apontar drogas ilícitas, como maconha, crack, ecstasy e anfetaminas, entre outras substâncias e derivados.

Segundo o coordenador do mestrado em Toxicologia e Análises Toxicológicas da Universidade Feevale e diretor científico do Laboratório, Rafael Linden, as legislações exigiram que os laboratórios que realizam esses testes cumpram elevados requisitos de segurança e qualidade, expressos em uma norma específica do Inmetro, vinculada à ISO 17025, a mais rigorosa relacionada à qualidade de laboratórios de análise. “Atualmente, apenas 18 laboratórios brasileiros estão credenciados para a realização desses testes, todos vinculados a empresas”, afirma.

O professor ressalta que um diferencial do laboratório da Feevale é que seu corpo técnico é composto de mestres e doutores na área de Toxicologia e Análises Toxicológicas, os quais são pesquisadores de referência nacional, com autoria de publicações internacionais referentes à análise toxicológica em cabelo. Assim, os clientes do laboratório têm acesso a profissionais que estão na linha de frente do conhecimento nessa área, o que não acontece nos laboratórios comerciais.

Para a diretora de Inovação da Feevale, Daiana de Leonço Monzon, é relevante, para a Universidade, ser a primeira instituição de ensino a ter um laboratório credenciado pelo Inmetro para a realização de testes toxicológicos de larga janela de detecção. “É gratificante para nós, que temos profissionais qualificados e equipamentos de alta tecnologia, poder oferecer mais um serviço no Centro Integrado de Especialidades em Saúde e, assim, atender às necessidades da comunidade, para a qual a Feevale sempre está voltada”, diz a diretora.

Saiba mais:

Como é feito o exame toxicológico de larga janela de detecção?
O exame é realizado a partir de uma pequena amostra de cabelos ou pelos corporais. A presença de qualquer substância é detectada por meio de um instrumento chamado espectrômetro de massas. Esse equipamento possui elevada sensibilidade, detectando concentrações muito pequenas das substâncias e gerando informações para a identificação inequívoca. A coleta, o processamento e a análise são realizados em ambiente seguro e totalmente rastreável, através de uma cadeia de custódia documentada.

O que o exame toxicológico de larga janela detecta?
Esse teste detecta drogas que estão listadas nas portarias específicas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), incluindo cocaína, anfetaminas, opiáceos e canabinoides (marcadores do uso de maconha).

Sobre o Laboratório
O Laboratório de Análises Toxicológicas da Universidade Feevale está localizado no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (CIES), junto ao Câmpus II da Instituição, em Novo Hamburgo. No local são realizadas análises de identificação e quantificação de diversas substâncias de interesse toxicológico em amostras biológicas, por meio de técnicas de análises, como cromatografia líquida, cromatografia gasosa, espectrometria de massas e espectrofotometria atômica e molecular.

Novos acadêmicos de medicina tiveram seus cabelos cortados por pacientes da oncologia pediátrica do Hospital São Vicente de Paulo.



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Foto: Camila Guedes
Novos acadêmicos de medicina tiveram seus cabelos cortados por pacientes da oncologia pediátrica do Hospital São Vicente de Paulo. - Foto: Camila Guedes

Estudantes de Medicina da UPF dão lição de empatia com o Trote do Bem

Hoje é a entrada de vocês na faculdade. Como futuros médicos, a gente quer que vocês tenham mais humanidade, e nesse primeiro dia de aula vocês têm dois professores que, mais do que qualquer outro, podem ensinar muito à vocês”. Os professores a quem a acadêmica do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) Laura Skonieski se referia eram Alisson e Emanuel. Pacientes em tratamento oncológico no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). Com a ajuda deles, a equipe da Associação Atlética Acadêmica Gaúchos de Passo Fundo (AAAGPF)  recebeu os cerca de 50 novos acadêmicos do curso em mais uma edição do Trote do Bem.

 

Este já é o terceiro ano do projeto. Para marcar a entrada dos “bixos”, os pacientes do Centro Oncológico Infantojuvenil do HSVP são convidados a cortar os cabelos dos estudantes em uma tarde cheia de sorrisos. A atividade é, inclusive, o primeiro contato dos acadêmicos com o ambiente hospitalar e tem como principal objetivo promover a empatia nos futuros profissionais. “Acho que esse é o principal ponto desse Trote, instigar os estudantes a buscar serem médicos qualificados não só para obter o êxito no mercado de trabalho, mas também para serem o melhor profissional para o seu paciente, para trazer o bem para a pessoa que está na sua frente”, destacou o presidente da Atlética, o acadêmico Vicente Hauli.

 

Para a acadêmica recém-chegada Amanda Bortolini a estratégia de gerar empatia funcionou. Apesar de já ter o cabelo mais curto, ela se comoveu com a atividade e resolveu cortar o cabelo para doar. “É muito lindo ver os olhos deles brilhando e passa uma mensagem de empatia muito linda para a gente. Além disso, é uma transição. Parece que eu deixei o que eu tinha da Amanda para trás e agora estou entrando para me tornar uma médica”, comentou a estudante.

Na opinião da enfermeira responsável pelo Centro Oncológica Infanto Juvenil Edineia Carine Pastori o ato de se colocar no lugar do paciente é fundamental para uma equipe de saúde que está iniciando seus estudos. “Não é uma escolha do paciente estar aqui, é a única opção dele no momento poder realizar o tratamento e é inevitável a queda do cabelo em muitos casos, porém, é uma escolha e uma opção dos calouros estar aqui. Com certeza, com essa atitude, é possível ter um olhar humanizado, diferenciado com relação ao paciente, porque de certa forma, por um momento eles estão podendo se colocar no lugar do paciente”, ressaltou.

 

“Medicina tem a ver com ser humano”

Se para os estudantes é um aprendizado, para os pacientes o principal sentimento é o de mostrar aos futuros médicos como é estar do outro lado. “É uma coisa maravilhosa porque mostra para eles que a Medicina, mais do que tudo que eles aprendem, tem a ver com ser humano. A gente perde o cabelo com a quimioterapia e ver outras pessoas fazendo isso para fazer a gente mais forte é uma atitude muito bonita”, comentou Alisson Gaboardi Zuchi, de 16 anos. Diagnosticado com osteossarcoma, Alisson está em tratamento há 16 meses e nesse tempo já passou por cirurgias, quimioterapias e agora por radioterapias.
Natural do município de Marau, o jovem estava acompanhado da mãe Elinaura que também se emocionou com a atividade. “Isso tudo faz muito bem tanto para o Alisson como para todos os pacientes. Eles estão em tratamento, são pacientes que passaram por muitas dificuldades e estão aí firmes e fortes. E essa ação ajuda a superar o que eles estão passando. Então, a gente agradece do fundo do coração aos estudantes por darem essa alegria para os nossos filhos, porque isso faz muito bem”, comentou a mãe.
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Unisc recebe prêmio Conciliar é Legal na categoria Ensino Superior

A Unisc é a vencedora da categoria Ensino Superior do X Prêmio Conciliar é Legal 2019, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para estimular a cultura dos métodos consensuais de resolução dos conflitos. A cerimônia de premiação acontece em Brasília, nas dependências do CNJ, no dia 18 de fevereiro.

O Projeto de extensão vencedor é intitulado A crise da jurisdição e a cultura da paz: a mediação como meio democrático, autônomo e consensuado de tratar dos conflitos, coordenado pela professora Fabiana Marion Spengler. Também fazem parte do projeto o professor Eduardo Steindorf Saraiva, as mestrandas Amanda da Cruz Saraiva e Rafaela Matos Peixoto Schaefer, e as graduandas Jordana Schmidt Mesquita e Letícia Reichert de Oliveira.

O projeto iniciou no Fórum da Comarca de Santa Cruz do Sul em 2009. No ano 2013 passou a acontecer na Defensoria Pública e, atualmente, o interessado busca a Defensoria Pública e é atendido por um servidor que verifica as características do conflito. Se o conflito comporta a composição e a parte concorda em participar, ela será encaminhada ao projeto de extensão.  O outro conflitante é convidado a comparecer à sessão. A mediação realizada é um procedimento informal, desenvolvido em ambiente preparado para que os participantes sintam-se seguros e tranquilos para expressar seus sentimentos. Se existir consenso, elabora-se acordo que poderá ser homologado. “O projeto de extensão em mediação é um exemplo do trabalho comunitário desenvolvido pela Unisc, pois possui conexões com o ensino, com a pesquisa e com a extensão, sendo um referencial nesse tripé que sustenta as atividades acadêmicas”, disse a professora Fabiana Spengler.

Como principais resultados obtidos até o ano de 2018, houve cerca de 2.400 atendimentos, beneficiando mais de 3.500 pessoas. Foram realizadas 928 sessões de mediação, sendo que em torno de 80% (738) resultaram em acordo. Destes, o índice de cumprimento pelos mediandos é de 85%.

*Esq. para dir.: Amanda da Cruz Saraiva, Eduardo Steindorf Saraiva, Rafaela Matos Peixoto Schaefer, Letícia Reichert de Oliveira e Fabiana Marion Spengler.

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Escola de Aplicação Feevale inicia o ano letivo com novidades

O ano letivo da Escola de Aplicação Feevale começou com diversas novidades, como por exemplo, os novos modelos de uniformes para os estudantes. Criados em parceria com o Centro de Design e o Laboratório de Moda da Universidade Feevale, a coleção foi desenvolvida por Kimberly Wronski Zappani e Matheus Quadros, alunos do curso de Moda, e Carolina Sabo, egressa de Moda da Instituição, com orientação da professora Joeline Lopes. “Foi um grande desafio participar desse processo. Fico muito feliz em ver que todos eles gostaram muito e não veem a hora de usar”, destaca Kimberly.

Os modelos foram pensados com o propósito de torná-los mais divertidos, coloridos e diferentes, para que as crianças e adolescentes possam se identificar e montar seus próprios looks.  Para a idealização do conceito, foram feitas pesquisas com os estudantes da Instituição e momentos de observação para saber quais peças-chave, cores ou materiais deveriam ser utilizados. As peças foram pensadas em referências de moda e sugestões vindas dos próprios alunos da Escola. No desenvolvimento da coleção, os produtos foram separados por linhas:  clássica, com os uniformes básicos; esportiva, com alguns detalhes em destaque; e especial, a qual possui peças divertidas e descoladas.

A diretora da Escola de Aplicação Feevale, Janine Vieira, afirma que está muito feliz com o resultado. “Os alunos, desde os pequenos até os maiores, participaram ativamente da criação e ajudaram a materializar esse projeto. Agora nossos uniformes são a cara da nossa Escola e de acordo com a metologia que a gente aplica no dia a dia”, afirma. “Achei a nova coleção linda, cheia de cores e modelos diferentes. Eu já gostava de usar antes e agora vou gostar ainda mais”, afirma Helena Braz Reis, aluna da segunda etapa do segundo ciclo do Ensino Fundamental.

Foto: Camila Guedes
Foto: Camila Guedes

O ensino universitário brasileiro precisa viver uma ruptura

Atividades em grupos, multidisciplinariedade, diferentes avaliações e o desafio de buscar conhecimento para resolver problemas reais. É com base em algumas dessas metodologias, que o professor Dr. Messias Borges Silva vem transformando as salas de aula do Brasil. Doutor em Engenharia Química e docente na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Silva atua há cerca de dez anos desenvolvendo ações voltadas à melhoria da qualidade do ensino superior no país. Na noite de quarta-feira, 12 de fevereiro, o professor conversou com os docentes da Universidade de Passo Fundo durante a Aula Magna, atividade que integra a ação de formação Presença UPF, marcando o início do ano letivo na Instituição.

O trabalho desenvolvido por Silva é baseado nas experiências adquiridas em universidades internacionais, como, por exemplo, a Universidade de Harvard – onde atua como visiting scientist – o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Universidade de Stanford e a Olin College. Além disso, o professor também atua como consultor de empresas e é acadêmico da Academia Brasileira de Qualidade (ABQ). Na UPF, o pesquisador abordou o tema “Experiências universitárias transformadoras”.

Professor há 38 anos, Silva contou que levou 25 para mudar sua postura como docente. “Pelo menos 40% dos meus alunos levavam bomba nas minhas disciplinas. Alguns, inclusive, foram embora por minha causa”, contou. A mudança veio após conhecer o pesquisador Richard Feynman, considerado o educador do século. “Ele disse uma vez que, partindo da ideia de que o aluno quer aprender, se ele não aprende, a culpa do professor. A partir daí eu comecei a pensar melhor na educação”, lembrou.

Coração aberto

Desde esse momento e ao longo dos últimos anos, Silva visitou algumas das melhores universidades do mundo buscando experiências transformadoras. De acordo com ele, o aluno hoje não consegue prestar atenção e a aula se tornou algo desinteressante, chato. “O ensino superior brasileiro está em um momento em que precisa haver uma ruptura. No próximo ano, vamos começar a receber a geração centennial na sala de aula, uma geração mais responsável, mais focada, o público será diferente e esse modelo educacional universitário não funciona com eles”, pontuou.

Para o professor, uma das alternativas, é abrir as universidades para o mundo externo. “A universidade brasileira é fechada ao extremo. No MIT, por exemplo, há uma interação gigante com o mundo externo, uma interação que flui o ano inteiro. Eles têm linhas de pesquisa que atendem às demandas externas. Quando você dá um problema real para os alunos, a coisa muda de figura. Nós estamos produzindo profissionais para o mercado”, ressaltou.

Inclusive, a utilização de problemas reais é uma de suas apostas em sala de aula. Na opinião do professor, é preferível enxugar o currículo e ter mais tempo para explorar as competências de cada estudante. Outra metodologia usada pelo docente é a de não aplicar provas. Em algumas de suas disciplinas, a avaliação é feita por meio de atividades em grupos em toda as aulas e a nota é dada tanto pelo professor, quanto pelo próprio acadêmico, que precisa avaliar com os colegas quem mais contribuiu para o resultado final. “Tudo que o estudante faz pontua positivamente”, completou.

Apesar de já ter colocado em prática muitas dessas metodologias, o professor ressaltou que ainda existem mais dúvidas do que soluções práticas para compartilhar. “Precisamos construir juntos. As nossas experiências estão sendo construídas ainda e nós temos muito mais perguntas do que respostas, mais desafios do que soluções. Cabe a nós começar a construir essas soluções e compartilhar com os demais”, frisou. O primeiro passo, na avaliação de Silva, está em o professor buscar inspiração e formação para fazer essa transformação. “O Brasil precisa de mais gente bem formada e, para isso, o professor precisa estar de coração aberto e descer do pedestal”, concluiu.

Caminhada coletiva

Além de dar início ao semestre, a Aula Magna de 2020 marcou a abertura do Presença UPF, evento que também oferecerá um espaço de discussão, interação e proposição de soluções pedagógicas para os professores. Nesta quinta-feira, 13, ocorrem atividades ao longo de todo o dia com foco nas relações ensino-aprendizagem e inovações metodológicas. Já na sexta, dia 14, serão realizados trabalhos em grupos sobre currículos e reformas curriculares.

Na abertura, a reitora professora Dra. Bernadete Maria Dalmolin definiu o evento como uma caminhada coletiva. “O Presença UPF inicia nesse momento formalmente, mas ele já iniciou há algum tempo com a escuta sensível de vocês, com vocês, com nossos estudantes, e ele continuará. A proposta é que tenhamos um programa continuado que vai dialogar com nossos currículos e também com toda essa interação que fazemos nesse grande espaço de desenvolvimento da educação no norte do estado”, disse acrescentando que o termo presença representa a existência, a necessidade. “Significa dizer que todos e cada um é imprescindível para que esse momento de formação e de qualidade acadêmica aconteça da melhor maneira possível”, completou.

O evento também foi o momento escolhido para apresentar o novo Programa de Formação Docente da UPF. O programa tem como principal finalidade a reflexão sobre a prática educacional e a busca de aperfeiçoamento, seja ele de natureza técnica, pedagógica, ética ou política. “A questão é: como é possível pensar a formação de professores a partir de um método que prima pela reflexão sobre a prática? Que sejamos contaminados pelo espírito da interdisciplinaridade, da multiprofissionalidade, da integralidade e da ação docente qualificada”, destacou o vice-reitor de Graduação professor Dr. Edison Alencar Casagranda.

Também estiveram presentes no evento os vice-reitores de Pesquisa e Pós-Graduação professor Dr. Antônio Thomé; de Extensão e Assuntos Comunitários professor Dr. Rogerio da Silva; e Administrativo professor Dr. Cristiano Cervi, além do presidente da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) professor Me. Luiz Fernando Pereira Neto.

 

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UPF na maior competição de Direito Internacional do mundo

Cinco acadêmicos do curso de Direito da Universidade de Passo Fundo (UPF) representarão a Instituição na maior competição de Direito Internacional do Mundo: a Philip C. Jessup International Law Moot Court Competition. Anualmente, a competição reúne milhares de estudantes de mais de 680 universidades localizadas em 100 países e jurisdições. Neste ano, a 22ª Jessup ocorre entre os dias 13 e 15 de fevereiro, em Florianópolis, Santa Catarina, com a participação de 12 equipes de todo o Brasil.

A equipe que representará a UPF é formada pelos acadêmicos Ana Caroline Fassina, do X nível; Daniel de Souza Vicente, Marina Sbardeloto Duart e William Guimarães Sgarbossa, do VII nível; e pela egressa Bianca Farenzena, que participa da competição pela segunda vez. Os estudantes serão acompanhados e orientados pela professora Dra. Patricia Grazziotin Noschang.

Organizada pela International Law Students Association (ILSA), a competição simula um julgamento perante a Corte Internacional de Justiça, principal órgão judiciário da Organização das Nações Unidas (ONU).  Durante a competição, os acadêmicos devem apresentar suas defesas do caso hipotético entre nações, o qual é chamado de “Compromis” ou “Special Agreement”. Escrito por profissionais especialistas na área do direito internacional, o Compromis é um compilado de fatos acordados entre as partes que serão submetidas à Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Após a divulgação do Compromis, estudantes começam as pesquisas e preparações de argumentos para ambos os lados da demanda, elaborando os memoriais e praticando as apresentações orais que serão expostas perante os juízes. Para isso, os estudantes devem dominar as áreas de pesquisa, redação e sustentação oral. Toda a competição é em língua inglesa e as equipes campeãs das rodadas nacionais participam da rodada internacional que acontece todos os anos em Washington D.C.

Considerada uma experiência enriquecedora, a Jessup tem como principal objetivo unir estudantes de direito ao redor do mundo, promovendo com respeito e dignidade os princípios do direito internacional. “É um desafio sem igual para esses acadêmicos que já saem da Universidade com uma experiência que os diferencia dos demais no mundo profissional e abre portas em âmbito nacional e internacional”, destacou a professora Patrícia.
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Ano letivo 2020 na Unisc inicia no dia 26 de fevereiro

Com foco na Reinvenção Pedagógica, a Instituição vem implantando gradativamente novos cenários de aprendizagem para os estudantes

Os estudantes da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) iniciam no dia 26 de fevereiro as atividades relativas ao primeiro semestre de 2020, nos campi de Santa Cruz do Sul, Capão da Canoa, Montenegro, Sobradinho e Venâncio Aires. Colocando em prática a proposta de Reinvenção Pedagógica, a Instituição vem implantando gradativamente os novos desenhos curriculares, conteúdos e competências, com foco no desenvolvimento de competências essenciais ao profissional do futuro, baseada na autonomia, na colaboração e na solução de problemas reais, incentivando o DNA empreendedor do estudante e sua conexão com o mercado de trabalho para potencializar sua formação superior.

As vivências de aprendizagem em cenários reais e simulados ocorrem desde o primeiro mês de aula, sendo fundamentais para desenvolver as competências esperadas. Um dos espaços destinados a essas experiências é o Laboratório de Empreendedorismo e de Práticas Comunitárias, no qual o estudante atua em equipes multidisciplinares, a fim de criar soluções de problemas e propor melhorias à comunidade. “Tendo a aprendizagem como foco, o acadêmico é capaz de construir o conhecimento de forma contínua durante sua trajetória na Unisc. Esse é o perfil do profissional que produz ações capazes de impactar positivamente muito além do meio em que vive”, salientou a reitora Carmen Lúcia de Lima Helfer.

Investimento em infraestrutura

Com a proposta de incrementar ainda mais a qualidade do ensino, juntamente com os novos desenhos curriculares, a Unisc também está investindo na infraestrutura adequada aos novos tempos. Dessa forma, preparou uma série de melhorias em obras que estão a todo o vapor para o volta às aulas. Entre elas, estão sendo implantadas salas de aula de uso interativo (102, 106, 107, 409, 503, 504, 201 e 5217), bem como estão ocorrendo diversas obras de manutenção em todo o campus universitário.

Recepção, show e trote solidário

Nas semanas seguintes ao início das aulas ocorrerão atividades especiais propostas pela Instituição para receber os acadêmicos. A recepção aos novos estudantes ocorre no dia 11 de março, às 19h15, no Auditório Central, com a presença da reitora Carmen Lúcia de Lima Helfer, do pró-reitor Acadêmico Rolf Fredi Molz e dos demais integrantes da Reitoria. Logo após a recepção, haverá a tradicional Festa dos Bixos, no Centro de Convivência, destinada aos estudantes calouros e veteranos, e às 20h45 inicia o show com a banda Kayana.

Já o Trote Solidário consistirá em uma edição comemorativa de volta às aulas do Reconecte, com o objetivo de unir bixos e veteranos. A proposta é aproximar pessoas através do compartilhamento de ideias por meio da aprendizagem em rede, sendo a oportunidade de já chegar na Universidade conhecendo colegas e professores de diversas áreas, debatendo ideias e ampliando o network. O evento tem seu primeiro encontro no dia 13 de março, às 19h15, no Auditório do bloco 19. Mais informações, assim como o regulamento e a forma de participação, estão disponíveis em http://www.unisc.br/site/reconecte/index.html

*Foto: Josemar Santos

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Vestibular de Medicina e Complementar movimenta estudantes na Unisc

A tarde deste sábado, 11 de janeiro, foi de Vestibular em todos os campi da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O Processo Seletivo para o curso de Medicina ocorreu em Santa Cruz do Sul, enquanto a prova do Vestibular Complementar foi realizada também em Capão da Canoa, Montenegro, Sobradinho e Venâncio Aires. A abstenção para Medicina foi de 16% e de 26% para a seleção complementar, destinada aos demais cursos.

Foram três temas para a prova de proficiência em Língua Portuguesa – Redação no curso de Medicina. O primeiro era sobre Movimento antivacina, baseado na resistência à vacinação listada pela Organização Mundial da Saúde como uma das 10 maiores ameaças à saúde global no ano de 2019. O segundo tema teve como título O paciente vem primeiro!,  a partir de um seriado americano da rede NBC, em que o um jovem médico ensina que a saúde pública e os serviços de saúde, de modo geral, deveriam ter uma preocupação essencial com a saúde e com o bem-estar do paciente. Já a terceira temática tratou da Opioides (e outras drogas) e exercício da profissão, também baseada no mesmo seriado, onde uma médica, sob pressão e com fantasmas de sua infância, abusa do uso de uma substância (um opioide, com nome comercial de Adderall). Já os temas trabalhados para a prova do Vestibular Complementar foram: Religião e subserviência, alienação e exploração (crença e fé da população sendo manipulada em benefício de enriquecimento pessoal); e Previdência privada – um futuro seguro?

Como parte das atividades oferecidas aos acompanhantes dos vestibulandos, houve um bate-papo sobre a Reinvenção Pedagógica da Unisc, no salão de estudos da Biblioteca Central, com o reitor em exercício, Rafael Frederico Henn. “O Vestibular é sempre um momento significativo para a Instituição. No caso da Medicina, por exemplo, recebemos estudantes de diversas partes do país. Prova disso é que somente aqui são mais de 150 pessoas, onde nenhuma é de Santa Cruz do Sul”, salientou o professor Rafael. O encontro serviu para sanar dúvidas dos visitantes sobre a Unisc e as linhas de financiamento que são ofertadas para facilitar o acesso ao ensino superior.

A lista dos classificados do Vestibular Complementar será divulgada no dia 13 de janeiro, às 15 horas, pelo site www.unisc.br. Já para o curso de Medicina, será no dia 21 de janeiro, a partir das 15 horas, porém, caso a nota do Enem de 2019 seja disponibilizada após o dia 16 de janeiro de 2020, a divulgação dos classificados será em até três dias úteis após a liberação da nota desse exame.

 

Foto: Josemar dos Santos