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Reitor Rafael Frederico Henn, da Unisc, é o novo presidente do Comung

 

 

O presidente da Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul (Apesc) e reitor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Rafael Frederico Henn, é o novo presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung). A eleição aconteceu no dia 29 de novembro, com a participação dos reitores das 14 Universidades comunitárias e que compõem o Comung. Em assembleia, os presentes decidiram pela antecipação da posse, considerando a saída da presidente em exercício, tornando o reitor Rafael Henn presidente do Comung já desde o dia 1º de dezembro.

 

A nova diretoria leva ainda em sua constituição o nome do reitor da Feevale, Cleber Prodanov, como 1º vice-presidente da reitora da UPF, Bernadete Dalmolin, como 2ª vice-presidente. O reitor Gelson Leonardo Rech (UCS) assume o cargo de secretário e a reitora da Unijuí, Cátia Maria Nehring é a tesoureira da chapa que deve ficar à frente do Comung até 2024. 

 

Além da diretoria, foi eleito o presidente e o vice-presidente do Conselho Fiscal. Assumem os cargos o Reitor Fábio Dal-Soto, da Unicruz e o Reitor Arnaldo Nogaro da URI, nos respectivos cargos.  

Na ocasião, o presidente eleito agradeceu a confiança dos colegas e se colocou à disposição para trabalhar colaborativamente fortalecendo o Comung ainda mais. Dentre os desafios da nova gestão está a busca ativa por políticas públicas de bolsas e financiamentos, como a garantia do repasse de 0,5% previstos na Constituição Estadual.

 

Crédito: Jéssica Pacheco
Crédito: Jéssica Pacheco

Lia Quintana entrega gestão de 12 anos que salvou a FAT, Urcamp e o Hospital Universitário

O ano era 2009, e o noticiário publicava rotineiramente a situação crítica da Urcamp, que beirava a falência, evidenciando que professores e funcionários viviam na incerteza dos salários, ao passo que a equipe diretiva realizava viagens. Acordos Coletivos não eram cumpridos e gradativamente os colaboradores foram perdendo sua dignidade e aumentando suas dívidas advindas da falta de remuneração. Quando parecia não haver mais esperança, a professora e engenheira civil Lia Maria Herzer Quintana aceitou o desafio de concorrer e conquistar a reitoria. Sua missão apenas começava e, com ela e em suas mãos, junto aos professores e funcionários, transformar em possível aquilo que se dizia ser improvável: refundar a Urcamp.

Quem trabalhava ou tinha familiares, amigos ou conhecidos na então Universidade da Região da Campanha, testemunhou essa triste história naquela época. Na edição de março de 2009 do Período Livre – do Sindicato dos Professores (Sinpro/RS), foi divulgada uma avaliação pela Assessoria Financeira e Contábil do Sindicato que finalizou com a seguinte afirmação: “Diante das análises realizadas, fica evidente que a Urcamp apresenta dificuldades históricas, sobre o que se permite concluir ser improvável a sua recuperação econômica-financeira diante das circunstâncias em que se encontra”. Na mesma matéria, as demonstrações apontavam que no balanço daquele ano a Instituição tinha disponível, a longo prazo, R$ 0,14, para cada R$1,00, devido; e a curto prazo, tinha R$0,06, para cada R$1,00, de endividamento.

Liderada por Lia Quintana, a gestão desafiou esse terrível prognóstico, recuperou a Urcamp e inaugurou um novo cenário administrativo e acadêmico, evidenciada pela demonstração financeira do período compreendido entre 2010-2022, tendo como déficit os anos de 2010, 2011 e 2012 – início de sua gestão, e, a partir de 2013, o superávit até os dias atuais. No entanto, as conquistas em nome da Instituição de Ensino são traçadas na seguinte linha do tempo: em 1989, a Urcamp foi reconhecida como Universidade; entre 2010 e 2012, houve o redimensionamento educacional; de 2010 a 2018, a reorganização acadêmica e o recredenciamento no MEC; em 2018, a visita institucional com nota máxima do Ministério da Educação – Conceito 5, que autorizou o recredenciamento; ainda em 2018, o reposicionamento acadêmico – lançamento da Graduação i; em 2019, o credenciamento do Ensino a Distância com nota máxima, novamente, junto ao MEC, e início da Graduação i; em março de 2020, pandemia da Covid-19; em janeiro de 2022, implantação da Graduação i Flex.

Na reunião de prestação de contas da Gestão 2010-2022, apresentada no Salão de Atos do Campus Central e ao vivo pelo Meet com os demais campi, na manhã da última segunda (28/11), Lia mostrou o resumo total de pagamentos de passivos de R$196.002.776,05; nestes quase 12 anos, foram quitados R$121.310.490,29. O saldo, portanto, é de R$74.692.285,76. Os destinos foram: [1] repasse – expediente TRT; [2] bloqueio bancário de ações trabalhistas 2011-11/06/2013; [3] acordos rescisórios verbas + FGTS de setembro de 2013; [4] acordo rescisórios Sinpro/Sintae – 6% dos títulos pagantes; [5] acordos rescisórios Urcamp Sintae e Sinpro; [6] salários atrasados 2005/2006/2007/2008/2010/2012; [7] empréstimos balanço 2010 – quitado em 2015; [8] juros e encargos pagos – sobre empréstimos; [9] contas a pagar – fonte balanço 2010 – liquidado em 2011; [10] renegociações – fornecedores e funcionários; [11] 13º salário – 20 e 21 e ⅓ férias – 20/21 (professores); [12] rescisórias – Urcamp parcelas atrasadas; [13] fornecedores/prestadores em atraso ‘não negociados’; [14] Proies previdenciário; [15] FGTS ativos e rescisórios.

O Hospital Universitário (referência regional), também foi amplamente recuperado pela gestão de Lia Quintana, com a seguinte cronologia: [1] revitalização e redimensionamento; [2] implantação do Hospital Escola – vivência e prática dos alunos em soluções de problemas reais, curricularização da extensão; [3] reformas na unidade 3; [4] fechamento da CTI – após auditoria de serviço deficitário em função da tabela SUS e as exigências legais; [5] reforma da lavanderia, CME; [6] unidade autônoma de oxigênio; [7] construção e instalação do tomógrafo; [8] digitalização do raio X; [9] implantação e construção da oftalmologia, aumento de contratualização; [10] reforma e instalação dos elevadores – acessibilidade total; [11] setor administrativo – reforma e reaproveitamento antigo bloco cirúrgico; [12] pintura externa e revitalização; [13] construção e instalação de gerador que atende todo o hospital; [14] reformas diversas para adequação dos apontamentos da vigilância; [15] e em aprovação unidade de cuidados prolongados – recurso emenda liberado – aguardando aprovação de projeto no órgão fiscalizador vigilância da saúde (de acordo com as normas da Anvisa). No âmbito tecnológico, os avanços foram: [1] sistema de gestão hospitalar SIGH; [2] sistema de controle de medicamentos – checagem à beira leito, rastreabilidade e controle de lote; [3] integração do sistema de cômpeto FAT-Urcamp-HU; [4] fluxo de processos; [5] sistema de telelaudos e radiologia; [6] em implantação da funcionalidade: sistema de assistência enfermagem no Sigh.

Por falar em saúde, durante a pandemia da Covid-19, a gestão pontua: [1] laboratório Covid – implantação de exame PCR – diagnósticos em 12 horas; [2] atendimento e testagem de todos os prestadores da Fundação Attila Taborda, com atendimento médico, psicológico e fisioterápico, mesmo aos prestadores que, em grande maioria, estavam em home office; [3] aquisição de duas máquinas e doação de uma pelo Banrisul – indicação Secretaria de Saúde; [4] unidade Covid – adaptação das instalações da CTI; e [5] agendamento digital para os atendimentos covid, sem necessidade de deslocamento, com laudo por e-mail/WhatsApp e envio para controle sanitário.

A gestão liderada por Lia Quintana, encerrada neste dia 30/11, em cumprimento de decisão liminar processo n° 5013434-31.2022.8.21.0004/RS, em relação aos avanços tecnológicos na Urcamp, destacou: [1] sistema acadêmico segue; [2] sistema de fluxo de processos – Cômpeto; [3] sistema de plano de trabalho dos professores; [4] sistema de atas; [5] sistema de diplomas digitais – cumprimento exigência do MEC; [6] bibliotecas e laboratórios virtuais; [7] atendimento digital – Omnichannel – FAT/Urcamp nas redes sociais; [8] Plataforma de projetos integradores – projeto Pampa + Inovador, aprovado no edital nº 01/2021 do Programa Inova RS, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia -SICT, no valor de R$500.000,00 para escala e implementação do sistema de conexão das hélices do ecossistema de inovação do pampa.

A plataforma de projetos chama-se Sou I Urcamp e é própria da Instituição, e através dela, os números são os seguintes: 20 cursos de graduação presencial; 15 cursos de graduação EaD; 27 cursos de pós-graduação; 3119 estudantes; 227 professores; 214 técnicos administrativos; 2004 demandas registradas; 9214 pessoas impactadas; 2220 projetos realizados; 430 empresas conectadas; 923 mentores colaborando e 11 cidades abrangidas.

Na semana anterior, cumprindo com o desejo antigo dos alegretenses, a Gestão de Lia realizou o sonho de pintar a fachada do campus Central e entregar esta obra era uma questão de compromisso com a cidade. “Nós passamos por anos muito difíceis, quando assumimos a Instituição, em 2010, a situação financeira era muito grave, além dos inúmeros passivos e dívidas trabalhistas. Com muito trabalho, ao longo desses anos, muita negociação, conseguimos equilibrar as contas, recolocar os salários em dia, alavancar inúmeras parcerias que estimularam o desenvolvimento regional, ampliar a grade de cursos, e hoje, Alegrete e os demais Campi, têm acesso às 20 graduações que ofertamos, e este prédio era um pacto nosso, uma meta, eu estou feliz em poder entregar esta obra pronta, tão importante para a comunidade, como última grande ação desenvolvida pela nossa gestão”, pontua Lia Quintana em entrevista recente. As tratativas para pintura já vinham em andamento desde 2019, mas em razão da pandemia, o projeto precisou ser interrompido. Só agora, através de cooperação e algumas negociações, o plano pode ser executado.

Desde o início de 2019, o novo modelo de ensino da Urcamp é a Graduação I, que é baseada no ensino por competências, gestão da aprendizagem, projetos práticos que são desenvolvidos a partir de demandas reais de empresas, instituições e membros da comunidade, além de competências pessoais e profissionais. Essa metodologia implantada pela Urcamp é, na verdade, o futuro da educação – como retratam diversas matérias veiculadas nacionalmente. Na edição de 18 de novembro de 2022, o artigo de opinião veiculado na Zero Hora, por Adriane Kiperman, diretora editorial da Edtech para o Ensino Superior e profissional +A Educação, e Gustavo Hoffman, especialista em gestão de instituições educacionais e fellow da Universidade de Harvard, ‘A cruzada do Ensino Superior’, pontua cada detalhe como um sinal de alerta para as Instituições que ainda não se adequaram – algo que já está consolidado na Urcamp há 4 anos. Cabe destacar o trecho: “Neste momento, fica evidente que o modelo tradicional expositivo, massivamente usado no Brasil, não atende às expectativas. Para um futuro próximo, as duas modalidades regulamentadas vigentes deverão se combinar organicamente, e o que precisa ser combatido são os modelos que não funcionam. As metodologias ativas, que colocam o aluno como ponto central do processo, impulsionando seu desenvolvimento e autonomia, ganham espaço”.

A CPP da Urcamp (Competências Pessoais e Profissionais), ministradas nas sextas-feiras, correspondem ao que o mercado de trabalho exige. No mesmo artigo, foi pontuado que: “Como não se sabe quais serão as competências do engenheiro ou do advogado do futuro, precisamos preparar todos os profissionais para essas novas exigências. O aluno precisa ser exposto a problemas factíveis do mundo real e desenvolver a capacidade de resolvê-los. O Massachusetts Institute of Technology (MIT), que investe nessa dinâmica, é reconhecido como um dos melhores formadores de profissionais de tecnologia. […] Ressalta-se que 80% das competências profissionais do século 21, listadas pelo Fórum Econômico Mundial, são soft skills, como capacidades de resolução de problemas, criatividade, comunicação, empatia e liderança. São características que independem das mudanças profissionais”.

O Dr. Geraldo Campos publicou no Linkedin o texto ‘Ambidestria Universitária: o desafio de ser relevante para a ciência e para o mercado’, no dia 26 de novembro de 2022. Neste, assim como o artigo da Zero Hora, fica evidente a capacidade visionária da gestão da Urcamp ao apostar na Graduação i. “O desafio da inovação universitária para uma ambidestria está na construção de uma organização inovadora e empreendedora; um processo de ensino-aprendizagem inovador; e, uma interação com ecossistema de forma empreendedora. […] Na perspectiva de um processo de ensino-aprendizagem inovador, a ambidestria está na construção de estratégias de aprendizagem de ensino, na pesquisa e na extensão, por meio de uma aprendizagem baseada em desafios e na experiência, a partir de ambientes de Ba; e da interação entre os atores, transformando o campus em um lab de experimentação para formação de competências”. Geraldo também arrisca dizer que: “[…] se ensinarmos apenas para o trabalho, estaremos criando robôs, pois todos terão as mesmas habilidades, saberão fazer as mesmas tarefas repetitivas e, em menos de 2 anos, não saberão o que fazer”.

Entrevista com Lia Quintana

Como era a Urcamp há 12 anos e como ela está hoje?

Há 12 anos ela estava passando por extremas dificuldades. Nós tínhamos frequentes perdas, não recebíamos salários; quatro meses era normal, e passamos por fases de seis meses de salários atrasados. Em julho de 2010 o reitor pediu para sair e assumiu a vice-reitora, professora Virgínia, e ela entendeu que teria dois anos de mandato, mas não queria, e convocou as eleições. As eleições começaram com um candidato único, o da atual gestão, e quando, num momento lá, a gente entendeu que tinha que colocar uma outra opção para, pelo menos, tentar mudar a instituição, montamos a nossa chapa em outubro. O plano estratégico foi construído no feriado de 2 de novembro, para as eleições que ocorriam no meio de novembro com posse em primeiro de dezembro. Logramos êxito, conseguimos mais de 70% dos votos em todas as categorias e começamos um trabalho de reconstrução na Urcamp. Existia, no balanço de 2009, que foi apresentado em julho de 2010, um boletim – uma consultoria encomendada pelo Sindicato dos Professores – dizendo que a Urcamp estava falimentar se não mudasse algumas situações. O índice de liquidez era de R$ 0,06, centavos a curto prazo e a longo prazo, R$ 0,14, centavos. Isso significava dizer que, a curto prazo, a cada R$ 1,00, que nós devíamos, nós tínhamos R$ 0,06, para pagar; da mesma forma, o índice de liquidez a longo prazo que, a cada R$ 1,00, nós tínhamos R$ 0,14, centavos para pagar. E essa foi a situação que nós recebemos a Urcamp, todos os computadores apagados – sem nenhum dado, um sistema acadêmico não confiável porque ele era manipulado, dependendo dos resultados que interessavam, fornecia. E começamos um trabalho de reconstrução. A primeira etapa foi muito difícil, quatro meses de salários atrasados; fomos bater na porta do banco Banrisul, que normalmente financiava o 13º, e ele não financiou. Naquela época, os campi tinham autonomia, conseguimos repartir as operações locais com o Banrisul nos outros campi, e fizemos o pagamento do décimo terceiro e, em uma credibilidade da Unicred, nós recebemos os valores para pagar o décimo terceiro de todos – que foi pago entre Natal e Ano novo – pois não conseguimos pagar no tempo correto. Pagamos nos primeiros dias de dezembro, o salário de novembro. E seguimos tocando o barco – tínhamos um valor de folha extremamente alto – na época tínhamos aproximadamente 7 mil alunos e 1,2 mil funcionários e professores – porém, a receita não cobria a despesa e começamos um trabalho muito forte. Tínhamos uma dívida de FGTS não recolhido que era muito alta, não tínhamos nenhum tipo de certidão negativa, dívida muito alta tributária e demais débitos, dívidas de banco, dívidas com pessoas desligadas, que simplesmente eram desligadas e não recebiam. Atrasamos os salários, também, porque quando nós pagamos o salário de novembro, que não era devido na nossa gestão, a gente fez um descompasso, então nós tivemos, sim, dois meses de salários atrasados, que, ao longo desses anos, a gente conseguiu organizar. Fizemos um movimento para uma negociação tributária, que foi o Proies – que trocava dívidas por bolsas, sendo pioneiros, então, em 2012, nós ingressamos neste Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior. Construímos, por conta de constantes bloqueios em contas da Instituição, um expediente administrativo no Tribunal da 4ª Região (TRT4), porque nós tínhamos várias comarcas trabalhistas. Então, nós construímos um tribunal de conciliação, onde entramos em um acordo que parte da arrecadação dos boletos operados pelo Banrisul iam para o pagamento das rescisórias. No ano de 2016, nós tivemos um problema com as ações de fundo de garantia, porque não tínhamos as negativas do Fundo e não recolhíamos o Fundo, e fizemos um acordo, também no Tribunal de Justiça, de que seriam compensados todos os valores pagos aos funcionários desligados pertencentes ao quinhão de fundo de garantia e, nesse sentido, começou a se operar, fizemos a confissão do fundo de garantia com o seguinte compromisso de que, a partir daquela data, não atrasaríamos mais o corrente do FGTS, o que ocorre até os dias de hoje, pois não temos nenhuma parcela em aberto do FGTS. Temos, na Instituição, várias camadas: os ingressantes (antes de setembro de 2016), que têm parcelas de FGTS não recolhidas; e os ingressantes após, que não têm nenhuma parcela de FGTS não recolhidas.

Tínhamos uma instituição que não tinha sofrido, em nenhum momento, uma avaliação a declaração de universidade em 1989; não tínhamos Conceito Institucional e começamos um trabalho de fazer o Credenciamento e a Avaliação in loco para ter o Conceito Institucional, porém, ao longo desse tempo, percebemos que não preenchíamos os requisitos de universidade, e fizemos a opção, portanto, em fazer um Recadastramento de Centro Universitário, para assegurar parte de nossa autonomia universitária. Trabalhamos, preparamos a casa e logramos a nota máxima no Recredenciamento. Hoje somos um Centro Universitário Conceito 5. Da mesma forma, quando trabalhamos para o cadastramento do EaD que tem Nota 5.

Ao longo dos anos, fomos adaptando e reduzindo o inchaço da instituição, reduzimos campi (Caçapava do Sul, Itaqui e São Borja), por conta da expansão da Unipampa, que se instalou em todos os lugares onde estavam os nossos campi e, principalmente, pela redução populacional dos locais onde nós tínhamos cursos e que não tinham ingresso. Hoje, a gente tem os campi de Bagé, Alegrete, Santana do Livramento e São Gabriel, com educação superior e o campus de Dom Pedrito com ensino básico e polo EaD.

Qual foi o maior, se é possível destacar apenas um, marco em toda a sua história de gestão?

O marco maior foi entrar na Urcamp com uma espada na cabeça, que todo mundo dizia que ela ia fechar e chegar aqui, há 12 anos, sendo 2 deles de pandemia. Se pegarmos toda a receita destes 12 anos e colocarmos o passado que a gente pagou, a gente trabalhou com 10 anos de receita; 2 anos de receita foram para pagar dívidas passadas que estão sempre demonstradas e representadas na nossa prestação de contas.

Não diria um marco, mas a gente puxou a Urcamp para fora dos muros. A gente participa de todas as associações que pertencem as instituições de educação superior: fomos na primeira reunião do Comung, em que fomos convocados e muito bem acolhidos e, daí para frente, participamos da Diretoria do Comung; comecei pelo Conselho Fiscal e agora presido o Comung em função da vacância do presidente em maio deste ano. Também fiz parte da Diretoria da Abruc e, em 2019, começamos a compor a Diretoria do Crub, como vice-presidente, e, atualmente, presido o Crub. A nossa gestão adquiriu um protagonismo muito importante durante a pandemia e conseguimos ser, hoje, pelo Crub, legitimados para interpor recursos no STF. Hoje estamos com uma matéria muito importante no Supremo que é o curso de medicina. Participamos de uma audiência pública no STF em outubro deste ano para elucidar os Ministros do STF, e suas assessorias técnicas, do alcance que a expansão e abertura de novos cursos de medicina representa para o país.

Conceito máximo pelo Ministério da Educação, oferecimento de cursos a distância, implantação de um modelo de ensino reconhecido internacionalmente, Hospital Universitário referência no estado; são inúmeras as conquistas da sua gestão. Quais os próximos desafios para a Urcamp?

Em 2018, já estávamos percebendo a crescente redução de alunos, principalmente por conta da insuficiência de políticas públicas de financiamento para a educação superior. Porém, também porque o ensino e os alunos estavam mudando. Fomos atrás de modelos e exemplos praticados com sucesso, e ao visitar duas Instituições do Paraná, entendemos o modelo exitoso e começamos a preparar o nosso, que é o modelo praticado na maioria das instituições do mundo, principalmente as norte americanas e na europa, que é a aprendizagem através de projetos, competências pessoais e profissionais, uma vez que essas competências, principalmente as pessoais, não eram entendidas como integrante da formação profissional. A gente constrói todas, inclusive as competências comportamentais. O nosso PI (projeto integrador), que é uma aprendizagem a partir de projetos reais, em uma plataforma que desenvolve todos esses segmentos é para o aluno, além da sua prática durante o seu exercício profissional, entender também a comunidade, o seu papel na sociedade e tentar fazer entregas, dentro do possível, das soluções encontradas perante as demandas.

Entender o seu tamanho, o momento que está sendo vivenciado, ficar conectada nas mudanças, porque muitas delas vieram durante os dois anos de pandemia, a reconstrução, o perfil do aluno que entra para estudar, a entrega que a sociedade está necessitando, em todos os âmbitos, graduação, pós-graduação, pesquisa e inovação, o aluno como seu protagonista, aprendizado e o que ele precisa, existe, sem sombra de dúvidas, uma certeza: o Brasil não alcançou as metas do Plano Nacional de Educação sobre formação superior. Na América do Sul, nós perdemos para todos os países nos índices de formação de ensino superior. Precisamos, sim, continuar estudando, incluindo, tendo formação. Pensar sobre essa questão de que as profissões vão ser diferentes, outras estão sendo revisitadas em função das mudanças.

Devolvestes a dignidade para funcionários e professores e seus familiares ao colocar o salário em dia. Essa realidade é conhecida pela grande maioria, mas para quem entrou na Urcamp a partir de 2010, ela é só uma história. Qual e como foi a pior fase daquela época?

Vamos dizer que eu sou egoísta, porque eu queria o meu salário em dia. Só que para eu ter o meu salário em dia, para eu ter dignidade e conseguir colocar a minha cabeça no travesseiro, todo mundo tinha que ter o salário em dia. Em outros momentos, na Instituição, isso não acontecia. Então, neste sentido, eu entendo que todas as pessoas, e aqui vem um recado para a nova gestão, todas as pessoas na Urcamp, mesmo os que votaram contra, a favor, os que fizeram opções – porque as opções fazem parte da democracia, precisam entender que isso foi um trabalho conjunto. Muitas vezes, quem tem a gestão não agrada a todos, as medidas não são para alguns, mas para todos. Em alguns momentos, algumas pessoas não conseguem entender.

Aqui eu registraria o grande descontentamento dos professores com relação às reduções de cargas horárias, que aconteceram, de fato, mas elas foram, durante toda a pandemia, mantidas, porque entendemos que não poderíamos deixar as pessoas fragilizadas em um momento muito ruim que o mundo inteiro vivenciou. Não praticamos nenhuma redução salarial, permitida por Lei, como foi amplamente divulgado nos meios de comunicação e mantivemos as cargas horárias dos professores também. Na virada da pandemia, o que aconteceu foi uma redução brusca de alunos, e uma redução muito grande de alunos pagantes; nós tínhamos, na proporção, os alunos com bolsas e os pagantes – mas continuamos, por obrigação e compromisso, de formar os alunos bolsistas. Essa redução fez um aporte financeiro menor e precisamos, sim, fazer redução de carga horária porque não tínhamos alunos e as disciplinas não ocorriam. Essa redução causou desconfortos e descontentamentos, mas em nenhum momento nós fizemos a opção tomada por outras instituições, que se viu e se noticiou, que eram as demissões em massa, de 300, 200, 100 professores e funcionários. Nós entendemos que naquele momento, no interior, onde nós estávamos vivendo demissões em massa de professores, que estes nossos professores, com redução de carga horária, ainda era uma realidade melhor do que as demissões.

Nestes 12 anos, conquistaste muitos méritos de liderança. Além da reitoria da Urcamp, acumulou cargos na Fundação Attila Taborda, Corede Campanha, Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – Comung, Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras – Crub e Associação Brasileira das Universidades Comunitárias – Abruc. Através do teu nome, a Urcamp alcançou frentes jamais vistas. Qual o impacto que a tua saída faz para a Instituição em níveis estadual e nacional?

Tem que ser dada a continuidade, as associações continuam vivas e orgânicas, coordenadas por outros colegas. Existe um momento de transição, por óbvio eu tenho um trânsito político, apartidário, e ele é institucional. O meu partido é a Urcamp, o meu partido é o Comung, o meu partido é a Abruc, o meu partido é o Crub. Como todas essas entidades não precisam de posições partidárias, mas sim de redes com governos do executivo e do legislativo, é esse trabalho que se faz e ele tem que ser continuado e conquistado. Em algum momento vem o perfil e a forma de abordagem e o entendimento que os novos gestores farão sobre isso.

Uma situação muito evidente nesse pleito eleitoral e que eu entendo não ter sido necessária, foi tentar desconstruir a minha imagem. Só que a minha imagem não tem 12 anos, ela tem 62 anos. São 36 anos de trabalho e a minha imagem é deste tempo. Por óbvio que a Urcamp me trouxe, e eu não diria que levei sozinha a Urcamp para estes lugares, não; foi um trabalho conjunto porque num determinado momento nós nos abraçamos, as instituições necessárias lá do Proies, com Santa Catarina e outras tantas, e ali nos conhecemos e ali nos tornamos redes, muitos reitores não fazem mais parte, outros chegaram, mas sempre com o princípio da coletividade, do bem de todos.

Durante o pleito, nós conversamos com todos os candidatos ao Governo do Estado pelo Comung, em uma série denominada Diálogos. Agora, no dia 17 de novembro, fomos recebidos pelo vice-governador eleito, e dialogar nosso maior legado: a conquista de todas as comunitárias e seus reitores, de recursos da ordem de 0,5%, previsto na Constituição Estadual do Rio Grande do Sul, para investir na educação comunitária, no qual eu tenho o orgulho de ter participado e ter sido interlocutora até 30 de novembro.

Trabalhar em uma instituição de ensino é contribuir com o futuro do país. No entanto, lutar pela educação em tempos de crise, pandemia e altos índices de evasão, é desafiador. Essa tua garra e comprometimento mantiveram viva a Urcamp. A Lia mudou a Urcamp; como a Urcamp mudou a Lia?

Todos dizem que a Lia está mais mansa, mais abrandada. Aprendi o momento de ouvir, de não rebater tudo e ouvir calada algumas coisas. Se todos observaram o pleito eleitoral, em nenhum momento eu ofendi alguém ou precisei de algum subterfúgio que não fosse o meu trabalho para fazer a campanha eleitoral. Fique bem evidente, sem qualquer dúvida, que a gestão que está assumindo agora, está assumindo com uma decisão judicial precária, porque uma decisão liminar é uma decisão precária – por entendimento de juiz e como todos nós sabemos, decisão de juiz não se discute, se cumpre. O entendimento dele foi esse. Então, essa gestão que assume tem que ser cuidadosa com as pessoas que estão dentro da Urcamp. Em nenhum momento, desde que eu entrei na instituição, eu tive algum tipo de animosidade pessoal, alguma situação de alguém fazer campanha para outro e dizerem ‘ele não pode mais continuar na instituição’ e isso nunca ocorreu; os desligamentos que ocorreram na Instituição foram feitos dentro da normalidade e do tamanho da instituição que reduziu. Se pudesse deixar um conselho para a nova gestão diria: cuidar das pessoas que estão na instituição, porque eu fui a timoneira, estava lá, vamos dizer assim, para a coordenação da situação. Aqui vou nominar duas pessoas, não para despreterir as outras, mas entender o respeito que nós temos que ter por todos: o primeiro é o Virgílio, o motorista que me conduziu por bastante tempo, e por conta de situações de idade e que ele vivenciou, ele não acompanha mais, mas tem o meu profundo respeito; e a Gildinha que sabia que eu era bariátrica e não esquecia do meu lanche, cuidando continuamente de minha saúde. E tenho profundo respeito por todos os professores e por todos os funcionários – e isso independe de quem votou a favor ou contra. Estende-se esse respeito à todas as mantidas (Hospital Universitário, Casa da Menina, Jornal Minuano, Museu Dom Diogo, Museu da Gravura), todos os segmentos que a gente trabalhou junto. Então, todos são responsáveis por trazer a Urcamp até aqui. Por óbvio que, quem conduz, quem puxa, quem é o gestor tem a obrigação de trazer todo mundo junto e unido para continuar. O maior cuidado que tem que ter é que a redução de alunos é grande e a retomada será muito lenta.

O nosso orçamento previsto para 2022 está com o déficit de 4%; nós conseguimos, entre o previsto e o realizado, executar 96% dele. Essa, digamos assim, é a melhor peça para ser trabalhada na gestão.

Créditos: Jéssica Pacheco
Créditos: Jéssica Pacheco

Comung é recebido pelo vice-governador eleito do Rio Grande do Sul

Dentre as pautas sobre educação, reitores trataram novamente sobre a campanha do meio por cento

A educação é a principal pauta do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas que, sexagenárias, iniciaram, em grande maioria, suas formações com o oferecimento de licenciaturas. Na manhã desta quarta-feira, 16, as 14 Instituições do Comung participaram de uma reunião junto ao deputado estadual e vice-governador eleito do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza. O encontro é reflexo da parceria já existente e prevê possíveis agendas mais frequentes que tenham por objetivo contribuir com o Governo do Estado.

O Comung realizou reuniões na série Diálogos com os pré-candidatos. Na ocasião em que o encontro foi com Eduardo Leite e Gabriel Souza, foi apresentado o plano de governo dos agora eleitos. Dentre as propostas, Gabriel destacou o incentivo às Instituições Comunitárias e, pós-eleições, abriu agenda para os reitores. Para Lia Maria Herzer Quintana, reitora da Urcamp e presidente do Comung, o vice-governador eleito conhece e é participativo para com as lutas das Comunitárias. “A nossa reunião com o vice-governador eleito foi sensacional; primeiro porque ele nos conhece e trabalha conosco, conhece as instituições comunitárias, mas o que eu considero mais importante é ele dedicar o seu tempo que, neste momento na transição, está com muitas agendas, entender a relevância e a importância que o Comung tem para o estado e a contribuição para a educação. Não posso dizer que fiquei surpresa porque eu conheço o Gabriel e esta é a forma dele trabalhar. Então eu tenho certeza que essa foi a primeira de várias reuniões que teremos para uma parceria em prol do desenvolvimento do estado com Eduardo Leite e Gabriel Souza”.

Com a presença das 14 Instituições do Comung, os reitores e seus representantes se manifestaram abordando diversas temáticas com as quais as universidades podem contribuir, além da educação. Distribuídas por todo estado, buscam enaltecer as vocações de cada região, pois entende-se que o desenvolvimento nasce a partir da organização regional. Desta forma, cada Instituição Comunitária tem o seu perfil e respeita o espaço territorial das co-irmãs. Enquanto parceiras, lutam juntas na campanha #MeioPorCentoJá!, que solicita que o Governo do Estado destine às Instituições Comunitárias 0,5% da receita líquida de impostos próprios, conforme previsto no artigo 201 da Constituição Estadual do Rio Grande do Sul e que já possui Lei Complementar que reforça este direito.

Durante a reunião, o vice-governador, que preside, na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas, Privadas e Comunitárias, diz entender que deve haver o cumprimento da Constituição, em relação ao 0,5%, e que o governo iniciará este repasse através de um edital, que está em construção, que afina parcerias para o fortalecimento da educação no Estado. “Temos dito que depois de oito anos ‘arrumando a casa’, agora o nosso próximo governo é para ‘arrumar a escola’.E quando digo escola, me refiro à educação como um todo. Essa é a nossa prioridade. Me considero um padrinho das universidades comunitárias e é fundamental seguirmos atuando com conjunto e construindo em parcerias conquistas para o ensino dos gaúchos”, declarou Gabriel Souza, que foi batizado de padrinho no Diálogo com os pré-candidatos pela presidente do Comung, Lia Quintana.

À tarde, os reitores reuniram-se com o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul, Alsones Balestrin, para falar sobre o projeto da SICT que tem por objetivo a formação de professores junto às universidades comunitárias. Atualmente, o processo está no Comitê que trata do regime de recuperação fiscal do Estado. Até o fim do ano, tem-se a previsão de ser lançado o edital, que já está em construção. Durante o encontro, Balestrin convidou o Comung para ser parte deste time, através da criação de um núcleo com a participação de reitores. Este grupo irá se reunir regularmente com a Secretaria na construção de especificidades do projetos para montar o edital.

A presidente do Comung não só concordou como também frisou que as Instituições têm ligações e parcerias com as Coordenadorias Regionais de Educação, portanto, estão focadas em continuar lutando pela educação. Na oportunidade, Lia Quintana lembrou o curso de Formação de Professores e Gestores Escolares, realizado em duas etapas no ano de 2018, que aconteceu graças à parceria entre as universidades do Consórcio, Coredes e Secretaria de Educação do Estado.

Participaram das agendas: Reitora Lia Maria Herzer Quintana – Urcamp – Presidente do Comung; Reitor Cleber Prodanov – Feevale – Vice-Presidente do Comung; Reitora Cátia Maria Nehring – Unijuí – Tesoureira do Comung; Reitora Bernadete Maria Dalmolin – UPF – Secretária do Comung; Reitora Ir. Iraní Rupolo – UFN; Reitor Rafael Frederico Henn – Unisc; Reitor Gelson Leonardo Rech – UCS; Reitor Ir. Evilázio Francisco Borges Teixeira – PUC-RS; Reitor Fábio Dal-Soto – Unicruz; Vice-reitora Fernanda Storck Pinheiro – Univates; Pró-reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-graduação Neusa Maria John Scheid – URI; Pró-reitor Acadêmico Ezequiel Insaurriaga Megiato – Ucpel; Chefe de Gabinete Renaldo Souza – Unilasalle; Carlos Alberto de Oliveira Cruz – Chefe de Gabinete Unisinos; Marcelo Faoro – Chefe de Gabinete UCS; Carlos Robalo, Diretor de Patrimônio da UFN; e Alam de Oliveira Casartelli – Pró-Reitor Administração e Finanças da PUC.

Créditos fotografias: Joel Vargas
Créditos fotografias: Joel Vargas

REITORES DE UNIVERSIDADES COMUNITÁRIAS SE REÚNEM COM VICE-GOVERNADOR ELEITO

Fonte: site Gabriel Souza.

Com uma relação de anos com o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – Comung, o deputado estadual e vice-governador eleito, Gabriel Souza (MDB), recebeu nesta quarta-feira (16), representantes das 14 instituições que integram o Consórcio. No encontro, os reitores reforçaram a parceria construída com o parlamentar e sua representação em defesa das universidades, além de se colocarem à disposição do novo governo eleito para auxiliar em questões relacionadas ao ensino superior, à inovação e à economia do conhecimento.

Gabriel, que preside na Assembleia Legislativa a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas, Privadas e Comunitárias, conheceu ao longo dos seus mandatos todas as instituições que fazem parte do Comung e destacou a excelência dos campus e dos profissionais que atuam nas instituições. “Temos dito que depois de oito anos ‘arrumando a casa’, agora o nosso próximo governo é para “arrumar a escola”. E quando digo escola me refiro à educação como um todo. Essa é a nossa prioridade. Me considero um  padrinho das universidades comunitárias e é fundamental seguirmos atuando em conjunto e construindo em parceria conquistas para o ensino dos gaúchos”, destacou o vice-governador eleito.

A reitora da Urcamp e presidente do Comung, Lia Maria Herzer Quintana, agradeceu a disponibilidade do vice-governador eleito em receber as demandas universitárias e elogiou seu conhecimento e contribuições para o ensino gaúcho. “Importante destacar que Gabriel conhece nossas instituições, compreende a relevância do Comung para o Estado e sua colaboração para a educação. Foi a primeira de muitas reuniões que teremos em parceria pelo desenvolvimento do Estado”, complementou a educadora. Lia também brincou com Gabriel ao pedir a benção do “padrinho”, reforçando o pedido que ele mantenha o seu empenho pelas universidades.

Além da presidente do Comung, também participaram os reitores Cleber Prodanov, vice-presidente do Comung e representante da Feevale; a reitora da Unijuí e tesoureira do Comung, Pe. Sérgio Mariucci, reitor da Unisinos; Cátia Maria Nehring; a reitora da UPF e secretária do Comung; Bernadete Maria Dalmolin; a reitora da UFN, Ir. Iraní Rupolo; o reitor da Unisc, Rafael Frederico Henn; o reitor da UCS, Gelson Leonardo Rech; o reitor da PUCRS, Ir. Evilázio Francisco Borges Teixeira; o reitor da Unicruz, Fábio Dal-Soto; a vice-reitora da Univates, Fernanda Storck Pinheiro; a pró-reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-graduação da URI, Neusa Maria John Scheid; o pró-reitor Acadêmico da UCPEL, Ezequiel Insaurriaga Megiato; e o chefe de Gabinete da Unilasalle, Renaldo Vieira de Souza.

Fotografia: Assessoria Univates
Fotografia: Assessoria Univates

Os desafios do Comung – Assembleia Geral Extraordinária reúne reitores do Consórcio Gaúcho e o Sistema Acafe de Santa Catarina

Desafios do Comung para o próximo ciclo. Este foi o tema da Assembleia Geral Extraordinária do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, presidido pela reitora da Urcamp, professora Lia Maria Herzer Quintana, que aconteceu na tarde de ontem, 03, na Universidade do Vale do Taquari, em Lajeado. Na Univates, os reitores das Instituições estiveram reunidos de forma híbrida e contaram com a participação da reitora da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina – Unesc e vice-presidente do Sistema Acafe.

O encontro dos reitores das 14 Instituições Comunitárias que compõem o Comung foi segmentado em dois momentos importantes. O primeiro, com o título “Superação de desafios enquanto rede”, contou com a participação especial da professora Dra. Luciane Bisognin Ceretta, reitora da Unesc e também vice-presidente da Acafe. “A Acafe atualmente distribui 63 mil bolsas para as Instituições Comunitárias de Ensino Superior e está trabalhando para aumentar para 142 mil bolsas financiadas pelo governo do Estado de Santa Catarina”, comentou.

A Acafe é considerada coirmã do Comung, uma vez que ela integra as Instituições de Ensino Superior catarinense e cujo estado tornou-se referência no incentivo à educação por meio de seu governo. No Sul, o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas vem trabalhando integralmente na campanha #MeioPorCentoJá!, que solicita que o governo do Rio Grande do Sul cumpra a legislação e repasse o 0,5% da receita líquida de impostos próprios, previsto no artigo 201 da Constituição Estadual do RS. No entanto, diferente de SC, as Comunitárias gaúchas seguem em busca deste repasse que nunca fora feito, cumprindo uma série de agendas e reforçando a importância integral destas Instituições para a educação e, a partir dela, para o desenvolvimento do estado.

No segundo momento, os participantes realizaram o debate “O posicionamento do Comung no contexto de Educação Superior”, além de encaminhar agendas prioritárias do Consórcio. Os reitores foram convidados a refletir acerca das convergências e desafios que se apresentam no cotidiano das instituições e como o Comung, com seus 25 anos, pode ser catalisador e propulsor nesse novo contexto da Educação Superior, a partir do potencial associativo e identitário das ICES.

Estiveram presentes na Assembleia Geral Extraordinária [1] a anfitriã – reitora da Univates, professora Evania Schneider; [2] a presidente do Comung e reitora da Urcamp, professora Lia Quintana; [3] o reitor da Feevale, professor Cleber Prodanov; [4] a reitora da UPF, professora Bernadete Maria Dalmolin; [5] a reitora da Unijuí, professora Cátia Maria Nehring; [6] o reitor da URI, professor Arnaldo Nogaro; [7] o reitor da Unicruz, professor Fábio Dal-Soto; [8] o reitor da Unisc, professor Rafael Frederico Henn; [9] o pró-reitor de Administração da PUC-RS, professor Alam de Oliveira Casartelli; [10] o reitor da UCS, professor Gelson Leonardo Rech; [11] chefe de gabinete da UCS, Marcelo Faoro; [12] o pró-reitor de Administração da Unilasalle, professor Vitor Augusto Costa Benites; [13] a vice-reitora da UFN, professora Solange Binotto Fagan; [14] e a gestora de comunicação e marketing da UFN, Carina Bohnert. Remotamente, participaram, ainda, [1] o reitor da Ucpel, professor Bachettini; [2] a reitora da Unesc e vice-presidente do Sistema Acafe, professora Luciane Ceretta; [3] e o assessor da Acafe, Adriano Rodrigues.

Crédito: Felipe Valduga
Crédito: Felipe Valduga

Reitora Lia Quintana recebe Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul

Lutar pela campanha #MeioPorCentoJá, do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, e dar sequência aos projetos de inovação da Urcamp. Na manhã desta quinta-feira, 13, estas duas pautas importantíssimas foram tratadas no gabinete da reitora do Centro Universitário da Região da Campanha, professora Lia Maria Herzer Quintana, que recebeu o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul, Alsones Balestrin.

Lia Quintana é atuante na área da educação, não apenas por ser professora e reitora da Urcamp, mas por presidir a Fundação Attila Taborda, o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas e o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. Uma das principais lutas da gestora é sobre o crescente apagão de professores, que atinge não só o estado, mas o Brasil como um todo. Representando as 14 instituições que compõem o Comung, Lia recebeu o secretário Balestrin em seu gabinete e enfatizou a importância da destinação do 0,5% da receita líquida de impostos do governo do estado, como previsto na Constituição Estadual – campanha #MeioPorCentoJá às Comunitárias.”Todas as instituições, principalmente as do interior, como a nossa, iniciaram pela formação de professores. Hoje, quando um jovem acredita que educar é o melhor caminho, sabemos que, principalmente na nossa região, eles só conseguem estudar com auxílio, além do auxílio de permanência para que, futuramente, seja um professor”.

Balestrin, que já conhece a campanha, afirma: “Quanto ao 0,5%, é uma questão importante, que o Comung vem discutindo com o governo. Nós temos já um comprometimento político do governador Ranolfo que é o de começar, ainda este ano, a desenvolver um projeto que é uma necessidade muito grande do Governo do estado de formar professores para o ensino básico, utilizando toda essa infraestrutura de bons cursos de licenciatura instalados nas Universidades Comunitárias. Então, a ideia é que, ainda em 2022, venha uma boa notícia, usando as Comunitárias para formar professores – que é algo extremamente estratégico para o estado”.

A reitora recebeu a notícia como um grande avanço. “Isso é sensacional e vai ficar para a história, principalmente neste momento em que estamos vivendo um apagão de ensino, que não vai ter professor do ensino médio e básico”. A presidente do Comung também alertou que esta deve ser uma forma de começar a destinação dos recursos, que são um direito constitucional das Comunitárias. “Eu vejo o Comung como a solução para o problema da formação de professores. O diagnóstico prevê que, até 2030, o estado terá 22 mil professores se aposentando. Existe um apagão, principalmente,  nas áreas de matemática e português, por mais que abra concursos, são profissões em extinção, a nível nacional”, complementou o secretário sobre a tramitação para aplicar parte do recurso na formação de professores. “O professor é a pessoa que constrói a nação. Não existem outras profissões sem o professor”, enfatizou Balestrin.

 

Inovação

Aproveitando a agenda do secretário, o gerente de Campus e Inovação da Urcamp, Leandro Pires, acompanhou a reunião junto à reitora Lia Quintana para conversar sobre alguns projetos já aprovados, mas que precisam ter sequência, como o Pampa + Inovador, desenvolvido pelo Ecossistema Regional de Inovação da Fronteira Oeste e Campanha – Erifoc. Encabeçado pela Urcamp, que é a Instituição de ciência e tecnologia proponente, o Pampa + Inovador foi submetido no ano passado, através do edital da SICT nº 01/2021 e aprovado com mérito.

Leandro também apresentou os números atualizados da Plataforma de Projetos Integrados da Urcamp, denominada Sou I. Através dela, comunidades, empresas, instituições, alunos, professores e mentores são entrelaçados a cadastrar demandas e desenvolver soluções, impactando, até agora, quase 10 mil pessoas. A Sou I faz parte do Ecossistema desenhado que tem como objetivo iniciar com os projetos integradores até a criação de startups daqueles que tiverem êxito.

 

Créditos: Felipe Valguda
Créditos: Felipe Valguda

Urcamp é a Universidade mais lembrada pelos bajeenses na pesquisa Distinção Empresarial

São mais de seis décadas dedicadas à educação. O Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp) é uma Instituição de Ensino que, além de ter conceito máximo junto ao Ministério da Educação, é reconhecida por sua tradição em formar profissionais capacitados cujos egressos vêm de geração para geração. Em 2022, um novo título foi destinado pela comunidade que, de acordo com a pesquisa realizada pela Associação Comercial e Industrial de Bagé (Aciba), apontou a Urcamp como a universidade mais lembrada pelos bajeenses.

Na tarde de segunda-feira, 10, a reitora da Urcamp, professora Lia Maria Herzer Quintana, recebeu o presidente da Aciba, Ricardo Souza, e os convites com a notícia de que a Instituição conquistou o primeiro lugar na pesquisa de amostragem do prêmio Distinção Empresarial. A análise, que iniciou em julho, foi desenvolvida em 80 regiões de Bagé, contemplando todos os bairros do município, e entrevistou 1,3 mil pessoas. Além do segmento Universidade, a Urcamp também foi contemplada na categoria jornal, através do Jornal Minuano.

“Toda vida os nossos dois segmentos foram pesquisados e sempre ganhamos. Porém, esta é a primeira vez que somos chamados para receber o prêmio. A Urcamp ser lembrada pela comunidade é o reflexo do nosso compromisso de Instituição Comunitária que atua diariamente se dedicando ao ensino, à saúde, à pesquisa, à cultura, à assistência social, à inovação, ao empreendedorismo e, sobretudo, a nossa contribuição com o desenvolvimento regional nas localidades onde estamos inseridos, principalmente aqui, em Bagé, que é a nossa sede”, enfatiza Lia Quintana.

A reitora, que além de presidir a Fundação Attila Taborda, é presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), em todas as agendas que cumpre, busca fomentar a importância de um ecossistema de inovação por meio das Instituições de Ensino que tenham como foco a contribuição para que as regiões se desenvolvam e que os profissionais formados e qualificados por estas universidades tenham mercado de trabalho em suas cidades/regiões para que sejam partes desta engrenagem que se desenvolve. Portanto, Lia Quintana, desde o início de sua gestão frente à Urcamp, tem estimulado a inovação para todas as profissões que são parte do quadro de ofertas da graduação, além de atentar para as novas, que surgem a partir das expertises e necessidades locais.

O resultado deste trabalho é reconhecido pelos bajeenses, assim como já garantido pelo MEC – quando concedeu o conceito máximo à Instituição -, e a Urcamp e Jornal Minuano são apontados em primeiro lugar em seus respectivos segmentos, dentre os 133 pesquisados. “A minha satisfação de poder entregar para a Universidade é muito grande. A gente tem que ter respeito pela pesquisa, que inclusive é realizada com parcela significativa da população de Bagé, entrevistando 1.300 pessoas. No evento, as empresas e pessoas poderão desfrutar deste momento, que é tão particular, de receber um prêmio onde ele é reconhecido pelo seu consumidor. […] o maior desejo é justamente estar na cabeça do seu consumidor e é isso que o prêmio reflete: estar na lembrança do seu consumidor”, comenta o presidente da Aciba.

Também acompanhou o encontro com Lia Quintana o futuro presidente da Aciba, para a gestão 2023-2024, Eduardo Soares, que considera o Prêmio Distinção Empresarial ‘o nosso Oscar de Bagé’. Para ele, é fundamental dar continuidade à divulgação durante o processo da pesquisa, que é realizada pela Consultoria Jr. da Urcamp, pois enfatiza a seriedade e transparência do Distinção Empresarial.

 

O Prêmio

A grande cerimônia será realizada no dia 17 de novembro, no Clube Cantegril. Esta já é, desde agora, a maior de todas as festas do Distinção Empresarial, tendo em vista que já têm 85 segmentos confirmados, dos 133 vencedores. Com pouco mais de um mês da festa, Ricardo Souza acredita que os ingressos serão esgotados bem antes da noite de premiação.

Para 2022, será a primeira vez que o Jantar tem um patrocinador; a primeira vez que a Urcamp e Jornal Minuano recebem o prêmio – apesar de serem vencedores em todas as outras edições, também -; a primeira vez que o evento ocorrerá no Cantegril; além de um staff de 50 profissionais de cozinha envolvidos na festa.

Diálogos - Onyx - Comung 2

Comung realiza diálogo com candidato ao Governo do Estado Onyx Lorenzoni

A última agenda da série Diálogos com os candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul, do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – Comung, foi realizada na manhã desta sexta-feira, 30, junto a Onyx Lorenzoni, do Partido Liberal – PL. O encontro, via Google Meet, teve início às 8 horas e reuniu representantes das 14 Instituições.

Lia Maria Herzer Quintana, reitora da Urcamp e presidente do Comung, fez seu pronunciamento de abertura e frisou, mais uma vez, que o Consórcio é um grande parceiro do Estado do Rio Grande do Sul. “Estamos à disposição para construir com o governador. Neste momento, as Instituições Comunitárias estão sendo sangradas, mas, ainda assim, somos resistência”. Quanto à pauta principal desta agenda de Diálogos, Lia continuou: “Precisamos do apoio do Governo. Estamos há mais de dois anos fazendo este trabalho e lutando pelo meio por cento. Este aporte, previsto na nossa Constituição Estadual, é fundamental, principalmente para a educação pós-pandemia”.

Todos os reitores e representantes fizeram sua apresentação e explanaram seus anseios quanto à educação do Estado, reforçando, assim como feito em todas as reuniões, o papel primordial das Comunitárias em todas as regiões do Rio Grande do Sul, com sedes em mais de 40 municípios. As Comunitárias – Instituições reconhecidas pela qualidade de ensino – enfrentam, além do apagão nas licenciaturas e evasão estudantil, a situação de ver a educação ser mercantilizada. É crescente a expansão de instituições de qualidade duvidosa, muitas sem endereço no RS, e que disputam com marketing forte, sem pesquisa e sem extensão.

“O nosso estudante, a grande maioria, só estuda com ajuda financeira ou com financiamento. Portanto, é muito importante que ele tenha continuidade, principalmente porque ele irá permanecer e contribuir com o desenvolvimento da região onde está inserido”, complementou Lia Quintana sobre a urgência de ser cumprido o que está previsto na Constituição Estadual. Em seu artigo 201, parágrafo terceiro, a legislação prevê: “O Estado aplicará 0,5% (meio por cento) da receita líquida de impostos próprios na manutenção e desenvolvimento do ensino superior público e, através de crédito educativo e de bolsa de estudos, integral ou parcial, no ensino superior comunitário, cabendo à lei complementar regular a alocação e fiscalização deste recurso.”. No entanto, esse aporte nunca chegou às Comunitárias e o Comung vem lutando veementemente para que seja cumprido.

Pelo Comung, participaram da reunião desta sexta-feira: Lia Maria Herzer Quintana, reitora da URCAMP e presidente do Comung; Cátia Maria Nehring, reitora da UNIJUí e tesoureira do Comung; Bernadete Maria Dalmolin, reitora da UPF e secretária do Comung; Fábio Dal-Soto, reitor da UNICRUZ; Andreia Rosane de Moura Valim, vice-reitora da UNISC; Solange Binotto Fagan, vice-reitora da UFN; Gabriel Grabowski, representando a Feevale; Givanildo Garlet, representando a UCS; Junior Roberto Willig, representando a Univates; Renaldo Vieira de Souza, representando a Unilasalle; e Demócrito Santos, representando a UCPEL.

UFN é reconhecida como Universidade Católica

UFN é reconhecida como Universidade Católica

Uma Universidade Católica por excelência, é assim que a Universidade Franciscana (UFN) fica sendo reconhecida a partir da assinatura do Decreto de Instauração, realizada no último sábado (17), em uma Celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Santa Maria, Dom Leomar Antônio Brustolin. Este título evidencia a catolicidade da Instituição que, em seus 67 anos, esteve alinhada com os propósitos de uma educação humanista voltada para a produção do conhecimento e do desenvolvimento da sociedade.

Dessa forma, continuaremos sendo Universidade Franciscana que nasceu com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição (FIC) e a Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira (FACEM) e que, ao longo de sua trajetória, evoluiu para Faculdades Franciscanas (FAFRA) e depois para Centro Universitário Franciscano chegando, por fim, à sua estrutura atual como UFN em um percurso dinâmico e progressivo. Receber o título de Universidade Católica é um coroamento de todos estes ciclos construídos em conjunto com a Reitoria, corpo docente, técnicos-administrativos e estudantes.

Os princípios franciscanos e o comprometimento de formar profissionais éticos são o cerne de uma rica história que iniciou em 1955, com a criação da FIC e da FACEM. Assim, a Arquidiocese de Santa Maria reconhece a UFN como Universidade Católica de Direito Diocesano em acordo com os documentos das Constituições Apostólicas Ex Corde Ecclesiae (de 1990), Sapientia Christiana e Veritatis Gaudium (de 2017) que conclama as Universidades Católicas a elevar a qualidade da investigação científica e o avanço progressivo dos estudos teológicos e ciências correlatas dentro de uma sociedade multicultural e multiétnica. E em consonância com as orientações do Direito Canônico e alinhada às Diretrizes e Normas para as Universidades Católicas (de 1999) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A cerimônia de reconhecimento foi realizada na Capela São Francisco de Assis, localizada no Conjunto III da Universidade, e contou com a presença de autoridades eclesiásticas, educacionais, políticas, militares e empresárias; além de integrantes da comunidade acadêmica, imprensa e convidados. As diversas paróquias santa-marienses também estavam representadas como também a Irmã Nilvete Soares Gomes, Ministra Provincial das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã – Província do Imaculado Coração de Maria; a Irmã Inês Alves Lourenço, Diretora Presidente da Sociedade Caritativa e Literária São Francisco de Assis – Zona Norte (Rede SCALIFRA-ZN); o Bispo de Cachoeira do Sul, Dom Edson Melo e o Diácono Ricardo Rossato, Chanceler da Cúria Metropolitana de Santa Maria.

“De fato nós temos um perfil de Universidade Católica, mas o reconhecimento pela Igreja, por meio da Arquidiocese de Santa Maria, é algo que nos gratifica e nos emociona. E que também e nos compromete na continuidade desse processo educativo, prosseguindo no modo franciscano do processo educativo. De modo rigoroso, acadêmico e firme, mas também afetuoso e de acolhimento”, destaca a Reitora da UFN, professora Iraní Rupolo, a respeito de este ser um local de estudos e oportunidades que sempre esteve comprometido com a formação de lideranças e com a construção séria do conhecimento para uma sociedade mais solidária e preocupada com as gerações futuras.

Com uma vasta trajetória acadêmica, o Arcebispo de Santa Maria se agrega à proposta institucional como Chanceler da UFN e reconhece sua qualidade acadêmica e o projeto educacional coerente à formação humana, ética e cristã. Dom Leomar foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), onde também atuou como coordenador do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Teologia. Além de possuir experiência no ensino, pesquisa e extensão com Antropologia Teológica, Catequética e Pastoral Urbana. Dentre as principais funções atribuídas ao Chanceler, está o relacionamento da Universidade junto à Igreja Católica e sua sede em Roma.

“A figura do Chanceler, como a própria palavra diz, é mais espiritual ao continuar zelando pelo bom êxito da Universidade e para divulgar sua missão. Não há aqui uma função administrativa e nem acadêmica. Mas sim, ser aquele que representa a Igreja dentro de uma Universidade Católica de forma a manter a unidade e a comunhão”, esclarece Dom Leomar sobre o papel que desempenhará, a partir de agora, na Universidade santa-mariense. Segundo ele, estima-se que no mundo haja a presença de 998 Universidades Católicas, sendo que a UFN agora se soma a este número como a 999ª Instituição de Ensino com esta titulação e importância.

Dom Leomar ainda reitera que o fato de ser uma Universidade Católica de Direito Diocesano, de nada a Arquidiocese e o Arcebispo interferem na sua gestão ou na organização acadêmica já que não se trata de uma Universidade Eclesiástica, onde o Bispo é o moderador. Mas sim de uma Universidade Católica onde o Bispo é tão somente o Chanceler, um diplomata que trabalha em favor da Universidade. “A Universidade será pensada e administrada pelas Irmãs Franciscanas da Penitência em Caridade Cristã e o seu Conselho Universitário. Essa autonomia é necessária para manter e cumprir suas funções institucionais com eficácia e garantir aos seus membros a liberdade acadêmica”, aponta sobre o sentido de excelência científica, acadêmica, pesquisa, ensino e extensão que já são aplicados dentro e fora das salas de aula da UFN.

“É sentir o avanço da missão franciscana na área da educação. Todo o processo que vem se fazendo desde a FIC, nos engrandece muito e engrandece a Igreja e a sociedade. Sobretudo este sentimento de extensão e de nunca parar no tempo, avançando sempre no progresso da educação. E para nós, Irmãs Franciscanas que seguimos a missão de Madre Madalena Damen, acreditamos que ousar é o caminho. Pois nós confiamos e acreditamos que ela mesma foi aquela mulher que, no seu tempo, foi ousada. Ela teve uma ousadia evangélica e nós, filhas dela, temos que seguir seus passos neste sentido que precisamos dar continuidade à obra educadora iniciada com ela em 1835″, destaca a Ministra Provincial, Ir. Nilvete Soares Gomes. A UFN é a única universidade de confissão franciscana com gestão essencialmente feminina e, agora, é a primeira Universidade Católica da Região Central do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Reitora, historicamente a Igreja Católica exerceu papel fundamental para o desenvolvimento da pessoa em sua dignidade e para a evolução das organizações sociais, tendo inclusive, colaborado substancialmente para o surgimento das primeiras universidades: “Nesse sentido, não há estranheza na convergência entre Universidade e Igreja. Ao ser reconhecida como Universidade Católica esta comunidade universitária reafirma o compromisso de prosseguir pela educação integral, pelo humanismo solidário, por processos de transformação, de confiança no presente e esperança para o futuro”. A UFN continua alinhada com o rigor científico, a qualidade acadêmica e a responsabilidade administrativa enquanto lugar educativo, plural e criativo, propício à discussão e ao diálogo que favorece a construção do conhecimento.

Texto: Márcia Pilar/Jornalista
Fotos: Eduardo Camponogara/Publicitário

Reunião Lia e reitores - Heinze 2

Diálogo com os candidatos é realizado com Senador Heinze

A série de diálogos com os candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul segue em andamento. Na última sexta-feira, 23, o encontro foi com Luis Carlos Heinze do Partido Progressista. A reunião interna contou com a presença das 14 Instituições que compõem o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, presidido pela reitora Lia Maria Herzer Quintana, tendo como pauta principal a luta pela campanha #MeioPorCentoJá.

A abertura da presidente do Comung e reitora da Urcamp, professora Lia Maria Herzer Quintana, reafirmou a importância deste diálogo quanto à importância das Comunitárias para o desenvolvimento de todas as regiões do estado Gaúcho. Dentre sua fala, Lia reforçou: “A necessidade do meio por cento e o quanto é importante para as nossas regiões – distribuídas em todo estado. É sabido que a maioria dos estudantes só consegue estudar com algum tipo de incentivo e é isso que nós estamos reivindicando neste momento. Nós e o estado de Santa Catarina somos as sobreviventes comunitárias, as que têm endereço fixo, não visam lucro, não investem na bolsa e tudo que recebem, investem na educação. 

Se a Constituição já prevê, neste pós-pandemia a tecnologia não anda de container nem de navio. Estamos nos colocando à disposição, mas pedindo ao senhor senador um olhar especial para o orçamento que vai iniciar em 2023”.

Com foco na educação, o Diálogo abordou, ainda, a alta falta de alfabetização, que inclui crianças e adolescentes, e que algumas das Instituições do Comung já estão em projetos pilotos para contribuir para que este cenário seja alterado, buscando intervir junto aos estudantes. Atrelado à educação básica, também foi abordado o crescente apagão na busca pelas licenciaturas e a necessidade de políticas de educação, para que ela seja, de fato, uma prioridade.

Assim como ocorreu nas reuniões anteriores, os reitores também enfatizaram que as Instituições Comunitárias estão inseridas em quase todos os municípios do Rio Grande do Sul, de alguma maneira. Todas as universidades têm áreas de educação, saúde, inovação, mas precisam de financiamentos e de recursos financeiros que estão previstos no artigo 201 da Constituição Estadual do RS. Até hoje, apesar das diversas agendas, o Comung não obteve esse aporte, e os nossos estudantes estão com dificuldades de se manter e ingressar nas universidades. A educação precisa ser vista em todos os níveis, assim como sua relação com a inovação e parques tecnológicos que contribuem para o avanço do estado.

Dentre as pautas, foi reforçado o assunto quanto às estruturas e o bem maior, que são os professores, as pesquisas, extensão, mestrados e doutorados das Universidades Comunitárias. Além do destaque que o processo da não aprendizagem foi agravado pela pandemia e é necessário fazer a formação continuada destes professores.

Todas as Instituições do Comung correm risco, até pelo fato do crescimento de instituições com ensino a distância mercantis e sem preocupação com a qualidade de ensino. No entanto, além disso, quando surgem recursos, contratam as de fora, ao contrário de firmar parcerias com as Universidades daqui do Rio Grande do Sul. Quem vai pagar a conta será a comunidade gaúcha. Vale ressaltar que o que as Universidades Comunitárias não estão pedindo um favor ao Governo, mas, sim, solicitando que seja repassado o que já está previsto em Constituição.

As Universidades do Comung já vêm trabalhando ligadas às necessidades regionais e já estão envolvidos para firmar parcerias que reforçam o desenvolvimento de cada uma delas. Em muitas Instituições, além do ensino superior e pós, também é oferecido o ensino básico e técnico.

Participaram deste Diálogo com o senador e candidato ao Governo do Estado do RS, Luis Carlos Heinze: Lia Maria Herzer Quintana, reitora da URCAMP e presidente do Comung; Cátia Maria Nehring, reitora da UNIJUí e tesoureira do Comung; Cleber Prodanov, reitor da FEEVALE e vice-presidente do Comung; Bernadete Maria Dalmolin, reitora da UPF e secretária do Comung; Fábio Dal-Soto, reitor da UNICRUZ; Irmã Iraní Rupolo, reitora da UFN; Rafael Frederico Henn, reitor da UNISC; Evania Schneider, reitora da Univates; Neusa Maria John Scheid, pró-reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação da URI, representando o reitor Arnaldo Nogaro; Demócrito Santos, chefe de Gabinete da UCPEL, representando o reitor José Carlos Pereira Bachettini Júnior; Marcelo Faoro de Abreu, chefe de Gabinete da UCS, representando o reitor Gelson Leonardo Rech.