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Plataforma online disponibiliza atendimento médico, psicológico e psiquiátrico com profissionais da Unisc
A Tummi, startup que atua desde 2018 no acompanhamento online de pacientes com câncer, selou uma parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) para prestar atendimentos médicos e psicológico no período de enfrentamento ao novo coronavírus, junto ao Call Center Telecuidado. A plataforma, que pode ser pela população de forma gratuita, conta com consultas online para auxiliar no diagnóstico da covid-19, bem como disponibiliza atendimentos psicológicos às pessoas que sintam os impactos emocionais comuns neste período de distanciamento social e incertezas.
A utilização dos serviços ocorre por meio do site covid.tummi.org/ . Em primeiro momento, é necessário declarar que deseja consultar e, após, preencher uma pequena ficha cadastral. Na sequência, a plataforma direciona aos serviços de diagnóstico da covid-19 ou de apoio psicológico. De acordo com o interesse de cada paciente, é disponibilizada uma triagem, para que seja possível detectar suas necessidades e demandas. Médicos, acadêmicos concluintes do Curso de Medicina e psicólogos voluntários realizam atendimentos por vídeo chamada com os pacientes, de acordo com os horários de cada plantonista.
Para desenvolver a plataforma online com todos os recursos necessários, a Tummi contou com o apoio do setor de informática da Unisc, das startups Tekann e Meu Resíduo, sediadas no TecnoUnisc, bem como da DBC Company. O cofundador da Tekkan reforça que “as empresas parceiras se uniram para disponibilizar os serviços de modo ágil e contribuir com o bom funcionamento das consultas”. A criação do site complementa o projeto Frente de Atuação no Combate ao Coronavírus de Santa Cruz do Sul (FrontCovid-19), que já está em atividade há um mês, conforme a coordenadora do curso de Medicina, Tatiana Kurtz e o médico voluntário, Rodrigo Donaduzzi.
Atendimento Psicológico gratuito com profissionais da Unisc
A quebra de rotina, o isolamento social e o excesso de informações que vieram com a crise da Covid-19 podem ocasionar desequilíbrio emocional na população, conforme notificou a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os sentimentos de medo e de insegurança são comuns nesse período, gerando estresse, depressão ou ansiedade. Para auxiliar na prevenção ao agravamento de problemas psíquicos e, até mesmo, do suicídio, a Unisc, através do curso e do mestrado em Psicologia e do curso de Medicina, dispõe do trabalho de psicólogos e psiquiatras para realizar consultas online gratuitas com quem sentir necessidade.
A coordenadora do Mestrado Profissional em Psicologia, Silvia Coutinho Areosa, conta que a iniciativa surgiu da compreensão de que as pessoas estão em casa, isoladas por grandes períodos e, também, propensas a sentir medo das consequências do novo coronavírus no mundo. “A intenção da plataforma digital é acolher a população, realizando os encaminhamentos adequados através dos atendimentos. São muitos os profissionais que abraçaram essa ideia: egressos, mestrandos, residentes multiprofissionais do Hospital Santa Cruz e professores da Unisc”, aponta.
Quem deseja participar do serviço deve acessar o site covid.tummi.org/, onde será disponibilizado um questionário que verifica sinais e sintomas de ansiedade, estresse e depressão, para que haja encaminhamento para um psicólogo ou psiquiatra. Apesar da necessidade de realizar cadastro, as consultas online ocorrem de forma individual e sigilosa. Segundo Silvia, os atendimentos seguem uma lista de espera conforme o cadastro, onde existe uma organização de horários para que os plantonistas consigam auxiliar da forma correta o maior número possível de pessoas ao dia.
Atendimento de diagnóstico da Covid-19
Outra funcionalidade importante da plataforma da startup Tummi é a avaliação médica online em pacientes que apresentam os sintomas da Covid-19. Nesse serviço, após responder o questionário que detecta sintomas da doença, existe a possibilidade de conversar por vídeo chamada com um médico plantonista. Além de auxiliar no enfrentamento da pandemia, a iniciativa agrega segurança aos pacientes que podem contar com o primeiro atendimento de forma segura e sem sair de casa.
Segundo a oncologista e cofundadora da Tummi, Alessandra Morelle, a plataforma detecta a possibilidade do paciente apresentar maiores riscos de agravamento pela doença. “Ao sinalizar que a pessoa necessita de atendimento, existe o direcionamento aos médicos que estão conectados. O contato com a Unisc aconteceu através do médico Carlos Eurico Pereira, que notificou que estava sendo realizado um serviço similar por meio de atendimentos telefônicos na universidade. Então, realizamos a parceria para que os atendimentos ocorressem na plataforma. São muitos médicos envoltos nessa iniciativa, e já recebemos contatos de pessoas que moram em Manaus, Mato Grosso e Rio de Janeiro, por exemplo” explica.

Unisc realiza Vestibular diferenciado devido ao Coronavírus
Para evitar aglomeração, alunos de Medicina poderão utilizar a nota do Enem, sem a necessidade da realização da prova
Devido à pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19), a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) promoveu uma série de mudanças para o Vestibular de Inverno 2020, cujas inscrições estão abertas pelo site unisc.br/vestibular. A principal novidade está relacionada ao curso de Medicina, em que os alunos poderão ingressar por meio da nota do Enem (2015 a 2019), sem a necessidade da realização da prova.
A prova de Proficiência em Língua Portuguesa – Redação será aplicada no campus onde o curso é ofertado. Para os cursos de Direito, Enfermagem e Psicologia o processo seletivo ocorre no dia 19 de junho, às 19 horas; e para os demais cursos a prova será realizada através de agendamento, sempre nas quartas-feiras, no período de 3 de junho a 12 de agosto, com início às 19 horas.
Em decorrência do Coronavírus (Covid-19), durante a prova, as salas de aula serão adaptadas para receber capacidade reduzida de alunos, ficando estipuladas as seguintes medidas de prevenção: será verificada a temperatura corporal, sendo vedada a permanência do candidato que apresentar temperatura igual ou superior a 37,8 ºC; as mãos deverão ser higienizadas com álcool em gel 70%, disponibilizado no local; será obrigatório o uso de máscara de proteção respiratória; e deverá ser observado o distanciamento mínimo de dois metros entre os candidatos.
O prazo de inscrições para os cursos de Direito, Enfermagem e Psicologia se estende até o dia 14 de junho, e para os demais cursos vai até o dia 29 de maio, com a taxa de inscrição no valor de R$ 30,00, estando isento o candidato que utilizar a nota da redação do Enem (entre 2010 e 2019) ou do Vestibular da Unisc (entre 2016 e 2019). Já para o curso de Medicina as inscrições ocorrem até o dia 14 de junho, com a taxa no valor de R$ 100,00.

Unisc cria máscaras Face Shield para a proteção de recém-nascidos
Neste período, onde há risco de contágio pelo novo coronavírus, os cursos de Medicina, Engenharia de Produção e de Arquitetura, criaram três modelos de máscara protetora estilo Face Shield para recém-nascidos. A iniciativa uniu esforços de professores e acadêmicos da Universidade na busca de preservar a saúde de bebês que nasçam de mães infectadas pela Covid-19, que forem transferidos para a UTI neonatal ou que necessitem ser transportados do centro obstétrico para a maternidade, por exemplo. Os protótipos do protetor facial foram testados e aprovados por profissionais da área de pediatria.
Por representar uma barreira física contra possíveis gotículas de saliva ou de fluídos nasais infectados com a doença, impedindo que essas partículas entrem em contato com o rosto dos bebês, enquanto eles estiverem em ambiente hospitalar, o protetor facial pode ser um equipamento importante no enfrentamento do vírus. A necessidade do uso da máscara Face Shield em recém-nascidos deve ser avaliada por agentes de saúde de cada instituição, pois, existem variáveis em torno das questões de risco em cada local e situação. Até o momento, foram produzidas 40 máscaras, doadas pelo TecnoUnisc para o Hospital Santa Cruz, nesta quinta-feira, 29 de abril.
Segundo o subcoordenador dos cursos de Engenharia, Jorge Ribas, caso haja demanda, o grupo de professores poderá desenvolver novas unidades. Ele também explica que “as máscaras foram produzidas com a tecnologia de manufatura aditiva, conhecidas como impressão 3D, por isso, levaram um tempo maior para serem confeccionados. Se fossem produzidas por processo de injeção de polímeros, poderíamos fabricar centenas por dia, mas não é o caso da nossa estrutura. Então, nós desenvolvemos 40 unidades do protetor facial em três tamanho diferentes, considerando que existem diferenças no diâmetro do crânio dos bebês. Dentro das nossa capacidade, estamos dispostos a auxiliar outras instituições que possuam essa necessidade”.
A máscara Face Shield, em português “escudo facial”, tem sido um equipamento de proteção individual (EPI) utilizado por profissionais da saúde. O modelo para recém-nascidos, no entanto, segue moldes especiais e medidas ajustáveis. Segundo a médica do Hospital Santa Cruz e coordenadora dos cursos de Medicina da Unisc, Tatiana Kurtz, a máscara só será utilizada em bebês cujo a mãe esteja com Covid-19 ou em casos de extrema necessidade. “Usar a máscara quando não há indicação pode gerar custos desnecessários e criar uma falsa sensação de segurança, o que pode levar à negligência de outras medidas essenciais como a prática da higiene das mãos”, aponta.
Como surgiu a iniciativa?
Tatiana Kurtz, coordenadora do curso de Medicina da Unisc, após ler uma reportagem sobre o uso de Face Shields em bebês nos hospitais da Tailândia, entrou em contato com o os cursos de Engenharia da instituição para verificar a possibilidade de desenvolverem um protótipo. O professor do departamento de engenharias, Eliezer Henker, que já havia confeccionado protetores faciais de uso adulto, buscou formas de criar o modelo para recém-nascidos. A parceria entre os cursos gerou três protótipos de máscaras protetoras para recém-nascidos. O trabalho ainda contou com o apoio do TecnoUnisc, da acadêmica de Engenharia de Produção, Pâmela Rodrigues e do acadêmico de Arquitetura, Fábio Optmoor.
“Quando surgiu a demanda de desenvolver uma máscara Face Shield para os recém-nascidos, utilizamos o modelo tradicional para adultos como base de fundo, mas criamos diversas adaptações ergonômicas necessárias. Além da redução de tamanho, foi preciso mudar a geometria para que os protetores se adaptassem à face dos bebês. Também, pensamos em materiais que não machucassem, considerando que o uso ocorrerá em uma pele muito mais sensível. Sem esse trabalho haveria o risco de lesões, então, mantivemos atenção redobrada e conseguimos chegar ao que era desejado”, contou o professor Eliezer Henker.

Serviço de testes para diagnóstico de Covid-19 já está disponível na UCS
A Universidade de Caxias do Sul, através do Instituto de Pesquisas em Saúde e a parceria do Centro de Saúde Digital e do Centro Clínico da UCS, coloca à disposição da comunidade mais um serviço para fazer o enfrentamento da Covid-19.Sob o acompanhamento do Instituto de Pesquisas em Saúde da UCS, especialistas na área de Virologia e Imunidade realizam testagem de amostras para verificar infecção pelo vírus ou, a partir da avaliação de anticorpos, para indicar se o organismo já esteve em contato com o novo coronavírus.
A solicitação do serviço pode feita por pessoas, de forma particular, por hospitais ou por operadoras dos Planos de Saúde conveniados com a Universidade para essa finalidade específica.
Para a oferta de mais esse serviço, a estrutura de excelência na área da Saúde da UCS está mobilizada na união de esforços que visam garantir agilidade na atuação com os casos suspeitos e confiança com relação aos casos diagnosticados.
Como solicitar o serviço
Funcionando, das 7h30min às 10h e das 13h30min às 16h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), o serviço é realizado no Centro Clínico da UCS (CECLIN) no Campus-Sede da UCS (prédio localizado na rótula principal de acesso ao Campus). Para fazer o exame, o paciente deve se apresentar com a sua máscara facial.
A marcação do horário para a realização do teste deve ser feita pelo telefone (54) 3218-2342
No caso de atendimento particular, os testes serão feitos mediante o pagamento de: R$ 250, 00 (RT-PCR) e R$ 220,00 (Anticorpos IgG e IgM )
RT-PCR – Teste padrão-ouro para diagnóstico de Covid-19.
Objetivo: identificar a presença do vírus em secreção nasal ou orofaríngea.
Indicação: para pessoas com sintomas sugestivos de Covid-19 ( tosse,falta de ar, febre, diarreia, dores musculares, coriza, dor de cabeça e/ou perda do olfato). Este teste não é indicado para pessoas assintomáticas.
Material de coleta: uso de cotonete para coleta de secreção do nariz e boca.
Tempo para coleta: a partir de 48 horas do início dos sintomas.
Tempo de demora dos exames: de 2 a 3 dias úteis.
Testes Sorológicos IgG/IgM – Detecção de anticorpos para o novo coronavírus.
Início: A partir de 7 de maio.
Objetivo: identificar a presença de anticorpos de fase aguda (IgM) ou de contato prévio (IgG) com SARS-CoV-2.
Indicação: para pessoas que apresentem sintomas sugestivos de Covid-19 há mais de 7 dias, sem ter coletado exame prévio, ou que tenham resultado de RT-PCR negativo.
Material de coleta: retirada de 4 ml de sangue.
Tempo para coleta: a partir de 7 dias do início dos sintomas.
Tempo de demora dos exames: 2 dias úteis.
Devolutiva dos Testes – Os resultados dos testes serão encaminhados de maneira personalizada. O especialista fará uma correlação do resultado final com os sintomas e as doenças associadas da pessoa.
Os suspeitos ou com resultado de Covid-19 positivo serão encaminhados para o telemonitoramento pelo Centro de Saúde Digital da UCS.
Foto: André Streck

Equipamento para esterilizar máscaras de proteção respiratória passa por testes na UCPel
A caixa para esterilização de máscaras de proteção respiratória desenvolvida pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) passa por testes biológicos para confirmar sua eficácia. Depois dessa etapa e aprovação junto ao Comitê Interno de Gestão COVID-19, o equipamento estará apto para uso no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e instituições interessadas.
Responsável pela versão brasileira, o professor do Mestrado em Engenharia Eletrônica e Computação da UCPel, Everton Granemann Souza, explica que a caixa terá a capacidade de desinfetar em torno de 20 máscaras no tempo de cinco minutos. Caso o teste biológico confirme sua eficácia, poderá contribuir para a reutilização de máscaras consideradas descartáveis como os modelos cirúrgicos e odontológicos. Pode ainda desinfectar modelos em tecido e a N95.
A testagem biológica deverá ocorrer até o final da próxima semana, informa a supervisora administrativa da central de Laboratórios da UCPel, Rosimeri Souza. Para confirmar a eficácia do equipamento, a professora Cristina Fabião elaborou um protocolo de validação do processo de desinfecção. “Estamos fazendo o crescimento de alguns bacilos, conhecidos como bioindicadores, para contaminar as máscaras. Em seguida, elas serão submetidas na caixa em diferentes tempos para saber se a desinfecção foi efetiva”, explica.
De acordo com o professor, após aprovação do equipamento, será possível fazer modelos de tamanhos diferentes, conforme necessidade. O protótipo, com dimensões de, aproximadamente, 55 cm de largura, 40 cm de profundidade e 47 cm de altura, é feito de material MDF, lâmpada UVC, papel alumínio revestido com EVA para fazer a vedação, prateleira de metal, ganchos distribuídos pelo interior da caixa e instalação elétrica.
Do projeto original, idealizado por um biomédico norte-americano, ocorreram várias adaptações. Houve necessidade de recalcular as dimensões da caixa, substituição das paredes de papelão por MDF, modificação das prateleiras para facilitar a desinfecção e alteração da lâmpada UVC.
A proposta para criação do equipamento surgiu do Escritório de Desenvolvimento Regional (EDR/UCPel). Também contribuíram para a realização do projeto a professora Chiara das Dores do Nascimento, especialista na área de raios-X e também integrante do Mestrado em Engenharia Eletrônica e Computação e o arquiteto Mateus Costa, responsável pelo protótipo da caixa.
Viabilidade de utilização do equipamento em hospitais
Para o diretor de Assistência do HUSFP, Edevar Machado Júnior, a pandemia do SARS-Cov2 trouxe um desafio gigantesco para a gestão da cadeia de suprimentos dos hospitais, especialmente devido o aumento do preço de insumos e de sua disponibilidade. “Como o problema afeta hospitais de todo o mundo, já a algum tempo certa permissão para que se lide com o reprocessamento destes EPIs quando viável”, comenta.
De acordo com o diretor, a caixa esterilizadora de máscaras por luz UV tem se mostrado uma alternativa de baixo custo e com alta perspectiva de resultado no contingenciamento dos recursos relacionados ao EPI. Entretanto, Machado destaca a necessidade de teste em campo para identificar itens como a resistência da máscara a outros fatores de inutilização.
Após finalização dos testes biológicos, o equipamento será avaliado pelo Comitê de Gestão COVID-19 do Grupo APAC. Caso necessário, ainda poderá ser realizada uma contraprova para confirmação do primeiro resultado.

Grupo “Todos pela Saúde” já produziu mais de mil protetores faciais
A solidariedade é a principal motivação de voluntários que integram o grupo “Todos pela Saúde” de Passo Fundo. Desde o início do enfrentamento ao coronavírus, os integrantes produziram mais de mil Face Shields, protetores faciais transparentes, que estão sendo doados para hospitais e secretarias de saúde de toda a região. O objetivo é de contribuir para segurança dos profissionais da saúde que trabalham na linha de frente durante a pandemia da Covid-19.
O grupo conta com o apoio da Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Núcleo de Fabricação Mecânica e da Rede de Inovação Conecta UPF. De acordo com o voluntário, engenheiro mecânico e proprietário da Tudo3d Prototipagem, Jean Carlos Ferron, diversas cidades já receberam os materiais. “Estamos com 1.100 protetores faciais produzidos e já foram entregues em torno de 600 protetores. Os materiais foram doados para Passo Fundo, onde todos os hospitais que atendem pelo Sus e a secretaria de saúde receberam. Além disso, as cidades de Não-Me-Toque, Palmeiras das Missões, Alecrim, Pontão, Centenário, Chapada, Marau, Muitos Capões, Lajeado, Estação, Serafina Correia e Braga, também receberam ou estão com remessas para ser entregues”, contou.
Cerca de 30 voluntários integram o grupo, atuando nas áreas de impressão 3d, logística e comunicação. Mesmo tendo produzido uma grande quantidade de protetores, são muitas as solicitações de doações. “Já atendemos diversas cidades, mas ainda temos uma demanda bem grande a serem feitos, hoje chega em torno de 1.700 protetores a serem produzidos. Já tivemos doações da BSBios com algumas chapas, a UPF conseguiu por fornecedores doações também, mas ainda estamos precisamos de doações da comunidade e das empresas interessadas em ajudar nessa causa”, destacou o voluntário.
Contribua você também
Para quem deseja ajudar com materiais, o grupo está necessitando de acetatos para lentes dos protetores e filamento PLA para impressão dos arcos. Também é possível ajudar com valores por meio de uma “vaquinha on-line” que pode ser acessada AQUI https://apoia.se/todospelasaudepf?fbclid=IwAR1Z8D_0JMQlm6-ndMxr8o4lKxHj2uxtVGZ78wtnXgeyKR5qYUq54TS0CEM. Dúvidas e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 9 9921-0609 ou pelo e-mail todospelasaudepf@gmail.com.

Unisc produz informações socioespaciais para auxiliar na prevenção do Covid-19
O Observatório do Desenvolvimento Regional (ObservaDR), coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Unisc -Mestrado e Doutorado (PPGDR), está sistematizando um conjunto de dados e gerando informações e análises sobre variáveis sociais, demográficas, infraestruturais, de saúde e sobre domicílios dos municípios do Vale do Rio Pardo e do Taquari, além de alguns dados estaduais. Os dados servem para auxiliar a tomada de decisões no combate ao avanço do Coronavírus (Covid-19).
A iniciativa faz parte do projeto ObservaDR-Covid-19 e tem como objetivo contribuir com a produção de informações científicas de interesse público para a gestão em saúde e assistência social durante a pandemia. O material produzido está sendo disponibilizado de forma aberta no portal do Observatório (www.observadr.org.br) e pode ser acessado e utilizado pelo poder público e comitês de gestão relacionados ao combate ao Coronavírus e pela sociedade em geral. São planilhas e mapas temáticos com análises.
O material está sendo organizado por uma equipe de professores e estudantes de pós-graduação e graduação da Unisc, e técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento de Santa Cruz do Sul, a partir de dados oficiais do IBGE, DATASUS, Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul, entre outros. São aproximadamente 20 pessoas atuando no projeto ObservaDR-Covid-19. Parte dos dados já está disponível no portal e parte será colocada nas próximas semanas.
Para o diretor de Pesquisa e Pós-graduação da Unisc, Adilson Ben da Costa, essa iniciativa é muito importante pois reúne informações científicas fundamentais para auxiliar os gestores na seleção das melhores estratégias de combate à pandemia da Covid-19. A coordenação do projeto está com o professor Rogério Leandro Lima da Silveira, que explica que a iniciativa é resultado de um trabalho colaborativo, voluntário e interdisciplinar, que visa produzir informações científicas sociodemográficas e espaciais sobre os territórios e a população das sociedades de Santa Cruz do Sul e do Vale do Rio Pardo. Silveira explica que o projeto é uma das contribuições da Unisc, como Universidade comprometida com a comunidade, para as prefeituras, comitês de crise e demais organizações envolvidas no controle da pandemia, assim como para a sociedade em geral.
A iniciativa reúne o ObservaDR, o Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional, as graduações em Geografia, Arquitetura e Urbanismo e Comunicação Social, e tem o apoio da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos de Santa Cruz do Sul (Seasc) e da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão da prefeitura de Santa Cruz do Sul (Sepog).

“Tele Maria da Penha – Unisc” auxilia mulheres vítimas de violência doméstica
“Para muitas mulheres a ameaça parece maior onde deveriam estar mais seguras: em suas casas”, destacou o chefe da ONU, Antônio Guterres, sobre o aumento da violência doméstica durante a quarentena pelo novo coronavírus. Atualmente, uma em cada três mulheres já sofreu violência física e/ou sexual, mas uma pesquisa divulgada na ONU Mulheres destaca que a tendência é que haja agravamento devido ao maior tempo em casa, com os agressores. Com intuito de direcionar mulheres de Santa Cruz do Sul e de Montenegro sobre os seus direitos em caso de agressão, o Tele Maria da Penha – Unisc começa a atuar nesta quarta-feira, 22 de abril.
O projeto, coordenado por Caroline Fockink Ritt e Eduardo Ritt, professores do curso de Direito da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), proporciona atendimento gratuito por telefone às vítimas de violência doméstica e familiar, orientando sobre quais medidas devem ser adotadas e, após, as encaminhando de modo eficiente aos órgãos públicos da rede de proteção da mulher vítima de violência doméstica. O atendimento via Call Center tem o objetivo de preservar possíveis exposições ao contágio da Covid-19 e, também, garante total sigilo quanto às informações e identidade da vítima.
No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informou que após a quarentena houve aumento de quase 9% no número de denúncias de violência contra a mulher realizadas para o número 180. Apesar do aumento nas denúncias, estima-se que o número de mulheres agredidas que permanecem em silêncio seja consideravelmente maior: “Sabemos que muitas mulheres não tem para onde ir, portanto, permanecem em convívio com seu agressor e não realizam a denúncia. É preciso uma atenção redobrada da comunidade e dos órgãos competentes durante a crise do novo coronavírus”, reforça a professora Caroline Fockink Ritt.
Também segundo Caroline, é essencial que as vítimas tenham conhecimento sobre os seus direitos, para buscarem formas de efetivá-los e colaborar com o enfrentamento da violência doméstica. “As principais vítimas são justamente as mulheres mais pobres, que não podem sair de casa, ou não tem para onde ir, diante da situação de violência. O machismo e violência doméstica não diminuem neste período de isolamento social, quando o mundo está enfrentando a Covid-19. Na verdade, a quarentena potencializa a convivência com o agressor e, compreendendo isso, colocamos nosso serviço à disposição da comunidade”, conclui.
O Tele Maria da Penha – Unisc prestará informações e orientações jurídicas das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, de segunda à sexta-feira, através do número (51) 3717-7444. Se você está em situação de violência doméstica, ou conhece alguma mulher que esteja passando por agressões, acione ou indique esse serviço.
Quais serão as orientações prestadas?
Após ligar para o número, será realizado um atendimento personalizado, podendo auxiliar com demandas referentes aos seguintes temas:
- Medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha;
- Separação e dissolução de sociedade conjugal: esclarecimentos dos respectivos direitos da mulher agredida;
- Em caso de separação: guarda dos filhos, pensão alimentícia e visitas.
Além disso, serão tratados os possíveis encaminhamentos a serem feitos aos órgãos públicos da rede de proteção à mulher agredida, como o Conselho Municipal da Mulher, a Delegacia Especializada no atendimento da Mulher, o Ministério Público, a Defensoria pública, a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar e o GAJ da Unisc.

Unisc cria mais uma frente para favorecer pessoas em situação de insegurança alimentar
Diante da pandemia do Coronavírus (Covid-19), a Unisc lançou neste sábado, 18 de abril, mais uma frente para favorecer as pessoas em situação de insegurança alimentar. Trata-se do projeto Sopa do bem, que vai beneficiar cerca de 200 famílias de cinco bairros de Santa Cruz do Sul, solidificando a parceria entre a Universidade e o Grupo do Bem.
O preparo dos alimentos ocorreu sob a coordenação da funcionária do Centro Gastronômico da Unisc, Luciana Cassaboni, que organizou as atividades dos voluntários da Universidade e do Grupo do Bem. A sopa é uma alimentação com nutrientes necessários para uma refeição principal (almoço ou jantar) e pode fazer parte do cardápio semanal. “Pelo conteúdo de água, hidrata e fornece parte das calorias diárias que o organismo precisa. Pela presença de hortaliças, é fonte de minerais, vitaminas e fibras, contém alimentos fontes de carboidratos, lipídeos e proteínas, fornecendo energia para o dia a dia, e desempenhando funções construtoras, reparadoras e que auxiliam na imunidade, uma vez que é feita com alimentos in natura, sem o uso de qualquer tipo de alimento ultra processado”, disse a coordenadora do curso de Nutrição, professora Fabiana Assmann Poll.
Líder do Grupo do Bem e responsável pela distribuição em cinco bairros, a professora Luciana Tremea ressalta que a doação dos insumos foi articulada por integrantes do grupo e decorre de sólidas parcerias que vêm de longa data. “O Grupo do Bem está extremamente satisfeito com a consolidação da parceria com a Unisc, pois, dessa forma, potencializa muito o seu propósito de ajudar as pessoas mais necessitadas das nossas comunidades menos assistidas” destacou.
Já o diretor de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc, professor Angelo Hoff, considera a ação solidária de extrema importância nesse período, onde uma parcela da comunidade fica ainda mais vulnerável devido ao impacto socioeconômico provocado pelo atual cenário. “A Unisc, através dos cursos de Nutrição e Gastronomia, sente-se ainda mais útil nesse momento em poder contribuir para alimentar quem mais precisa. Em conjunto com os parceiros e com a ciência e concordância da Prefeitura Municipal, levaremos uma refeição saudável para os lares mais necessitados nos finais de semana”, ressaltou, comemorando ainda a participação voluntária de alunas dos cursos de Comunicação Social e de Engenharia Química.
*Foto: Simoni Helfer (Asscom/Unisc)

Curso de Moda e Diretório Acadêmico da UCS realizam mutirão para confecção de máscaras
O curso de graduação em Moda da Universidade de Caxias do Sul e o seu Diretório Acadêmico realizam um mutirão para a confecção de máscaras a fim de ajudar a conter a propagação do novo coronavírus. A mobilização, iniciativa do DA do curso, é solidária a todos os profissionais que estão na linha de frente no combate à Covid-19, e o resultado da produção será doado ao Hospital Geral, para uso da comunidade que acessa os ambientes da Instituição.
O trabalho teve início nesta semana, no Laboratório de Costura do Campus 8, pelas mãos de dez estudantes do curso que trabalham sob o cumprimento de todas as medidas de higiene, distância e segurança recomendadas pelos órgãos da Saúde. Apesar de não profissionais, as máscaras seguem as especificações técnicas e modelagem recomendadas às necessidades de uso, e serão higienizadas antes de sua disponibilização ao HG.
“A iniciativa parte da disponibilidade e da parceria do DA e dos acadêmicos, com boa vontade para contribuir no enfrentamento à pandemia da Covid-19”, destaca a professora Mercedes Lusa Manfredini, coordenadora do curso de Moda.
Imagens: Bernadete Venzon