GAJ1

GAJ Unisc implanta Call Center para prestar assistência jurídica gratuita à comunidade

Através do fone (51) 3717-7444, a população pode obter esclarecimentos sobre o encaminhamento de benefícios emergenciais

Frente ao momento de pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19), a Unisc criou mais uma ferramenta de auxílio à comunidade. Através do Gabinete de Assistência Judiciária (GAJ), a Universidade implantou um Call Center para prestar atendimento jurídico gratuito. A atividade ocorre das 9h às 12h e das 14h às 18h, pelo fone (51) 3717-7444, tendo por objetivo prestar esclarecimentos sobre o encaminhamento dos planos emergenciais oferecidos pelo Governo Federal, esclarecendo dúvidas sobre os requisitos necessários para o recebimento dos benefícios disponíveis.

 “O projeto visa auxiliar a comunidade, uma vez que as pessoas acabam tendo que enfrentar filas para obter informações sobre esses benefícios, expondo-se, dessa forma, ao risco de contágio do Covid-19. A proposta é também, se necessário, contatar as instituições responsáveis, a fim de dar um esclarecimento pontual quanto aos canais disponibilizados para cada um dos benefícios”, disseram os professores responsáveis pelo projeto, Elia Denise Hammes e Vinícius Ferreira Laner.

As informações são referentes aos seguintes benefícios: Auxílio Emergencial (destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados); Abono Salarial – PIS (assegura um salário mínimo anual aos trabalhadores que recebem em média até dois salários mínimos de remuneração mensal de empregadores que contribuem para o PIS ou para o Pasep; e Antecipação Auxílio Doença (o INSS pode antecipar um salário mínimo mensal (R$ 1.045) aos requerentes de auxílio-doença que estiverem na fila do benefício mediante apresentação de atestado médico).

Feevale

Feevale: jogo de tabuleiro ensina sobre o coronavírus de maneira lúdica

Jogo de tabuleiro foi produzido pela acadêmica de Ciências Biológicas Manoela Schneider Sachet.
A Universidade Feevale está trabalhando em diversas frentes para auxiliar no combate ao novo coronavírus. Pela sua relevância, o tema passou a ser abordado em diversos cursos, como o de Licenciatura em Ciências Biológicas, que encontrou mecanismos para estimular os acadêmicos das disciplinas de estágio a exercerem a docência mesmo distante das escolas.

O mês de abril marcaria o início do estágio docente em Ciências e em Biologia para quatro turmas do curso. Como todas as escolas paralisaram as suas atividades presenciais, a prática dos acadêmicos também ficou impossibilitada. Por toda a complexidade do processo e das incertezas de quando seria possível realizar as atividades presenciais, estratégias foram adotadas para que os futuros professores pudessem se aproximar do universo escolar. “Buscamos simular o que aconteceria se eles fossem os professores que estivessem atuando nas escolas hoje, agindo e propondo atividades educativas a distância aos seus alunos. Pensando nisso, os acadêmicos tiveram que realizar uma sequência didática para trabalhar com a Covid-19”, destaca a professora Natalia Soares.

Entre os materiais didáticos desenvolvidos está o jogo de tabuleiro Combatendo o coronavírus. Produzido pela acadêmica Manoela Schneider Sachet, do 7º semestre, o jogo pode ser disputado por até quatro pessoas no formato convencional ou em QRCode, onde os participantes jogam o dado e percorram o tabuleiro. “Ele foi elaborado para alunos do ensino fundamental, mas, pode ser jogado por pessoas de qualquer faixa etária. É uma opção para que as crianças e seus familiares possam brincar durante o isolamento social e para que aprendizagem seja mantida mesmo longe da escola”, enfatiza.

O jogo produzido pela estudante já conquistou professores do Vale do Sinos. Segundo Natalia, alguns entraram em contato buscando mais informações sobre o jogo. “Ficamos felizes com essa interação com a comunidade e por adaptar a atividade às necessidades reais do público”, ressalta a docente. “O mais importante é as crianças compreenderem o que está acontecendo e serem capazes de ponderar sobre tantas fake news que estão circulando, assim como entenderem a importância deste momento de isolamento e se protegerem”, afirma.

Regras do jogo

Tabuleiro

1. Podem participar quatro pessoas por vez.
2. Para iniciar o jogo, todos os participantes rolam o dado. Todos devem estar na casa “Início” e o que tirar o maior número começa, sendo seguido pelo segundo número mais alto e, assim, sucessivamente.
3. As casas com pontos de interrogação dão direito a responder a uma pergunta. Se o jogador acertar, pode avançar uma casa. Se o jogador errar, permanece na mesma casa.
4. O primeiro jogador a alcançar a casa “Chegada” ganha o jogo.

QR Code

1. Podem participar quatro pessoas por vez.
2. Para iniciar o jogo, todos os participantes rolam o dado. Todos devem estar na casa “Início” e o que tirar o maior número começa, sendo seguido pelo segundo número mais alto e, assim, sucessivamente.
3. Todas as casas com QR Code possuem uma pergunta. Se o jogador acertar, pode avançar uma casa; a pergunta não será repetida (a casa passará a ser nula). Se o jogador errar, permanece na casa e o próximo jogador a parar na casa tem direito de responder à pergunta.
4. O primeiro jogador a alcançar a casa “Chegada” ganha o jogo.

Foto

Unisc recebe Extrator de RNA que possibilita a realização dos testes de Covid-19

Na tarde dessa segunda-feira, 6 de abril, a empresa ProfiGen do Brasil, que pertence ao grupo Philip Morris, emprestou à Unisc o extrator de DNA/RNA automatizado que será utilizado na realização dos testes de Covid-19. O equipamento, que é um dos poucos do estado, possui grande capacidade de extração e processamento de material genético do vírus (RNA), contribuindo com a agilidade do processo.

Agora, a próxima etapa para dar início às testagens é aguardar a chegada dos kits encomendados pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul, cuja data está prevista para a próxima semana. No momento, os profissionais da Unisc que irão trabalhar no projeto estão otimizando o tempo, realizando capacitações e elaborando um plano prévio de atuação.

Philipe Irala, da ProfiGen do Brasil, destaca que nesse momento todos devem somar esforços: “ficamos felizes em colaborar com esse projeto que vai atuar em prol da saúde da nossa região”. A empresa também prestará auxílio técnico para a operação do equipamento, fornecendo treinamento, suporte na elaboração de protocolos e materiais técnicos para facilitar a rotina laboratorial, além do acompanhamento técnico durante as atividades e dos demais suportes necessários.

Andreia Valim, diretora de inovação e empreendedorismo da Unisc, reforça que por ser uma máquina automatizada, os operadores estarão mais seguros e que a equipe já se prepara para o início das testagens. “Nós estamos com o fluxo de trabalho bem delineado e com as métricas de segurança e higienização previamente pensadas, para garantir a integridade de cada colaborador. Hoje, com a chegada do equipamento e por saber que nossa equipe conta com excelentes profissionais, me sinto aliviada pelo caminho que estamos seguindo”, acrescenta.

Além disso, o Biólogo Leonardo Moraes, da ProfiGen, está treinando a equipe que usará o Extrator de RNA e seguirá prestando auxílio até o início dos trabalhos de recebimento e processamento das amostras para diagnóstico. “Como estudante da Unisc e profissional da área da saúde é gratificante colaborar com o projeto. Especialmente porque a testagem no município vai agilizar os resultados dos exames e antecipar as medidas preventivas que podem conter a disseminação do vírus”, conclui Leonardo.

Foto

Projeto possibilita impressão 3D de válvula e filtro para respiradores

Antevendo situações que já aconteceram em países que atingiram o pico de contaminação pela COVID-19, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) buscou o auxílio da Universidade de Passo Fundo (UPF) para preparar a modelagem de componentes que podem faltar se os casos da doença aumentarem abruptamente. Os modelos que estão em fase de finalização poderão ser impressos em 3D em caso de falta. Um deles é uma válvula que permitirá controlar o destino do ar expelido pelos pacientes contaminados, mas que ainda tenham capacidade respiratória; e o segundo um filtro utilizado em respiradores artificiais. A parceria entre HSVP e UPF, se dá através da rede de inovação Conecta UPF da Faculdade de Engenharia e Arquitetura.

O engenheiro mecânico André Hagen está atuando na modelagem, juntamente com o engenheiro mecânico Luiz Eduardo da Silva, e explica os dois projetos. O primeiro deles é a criação de uma válvula que permite controlar o ar expelido do paciente contaminado pela COVID-19. Ela é pensada para ser utilizada em pacientes com capacidade respiratória e que não precisam de respirador. A função dessa válvula é permitir a entrada de oxigênio quando o paciente inspira, e o controle da saída quando ele expira, encaminhando esse ar para um filtro, por exemplo, diminuindo a probabilidade de que o ar contaminado fique no ambiente. Na Itália, um dispositivo semelhante foi criado com a adaptação de uma máscara snorkell. Aqui, como esse é um item mais difícil de se encontrar, está sendo avaliada a possibilidade de uso de máscaras do tipo CPAP adaptadas.

O segundo projeto envolve a modelagem de um filtro que é utilizado em respiradores e atuam tanto na inspiração quanto na expiração (entrada e saída do ar). “Ele filtra particulados sólidos, bem como retém quantidade significativa de elementos como vírus e bactérias que possam sair. Uma das preocupações é de que falte esse filtro, então fizemos a modelagem para que possamos imprimir caso faltem e fazer a substituição”, explica Hagen. Ambos os projetos estão sendo testados e definidos os parâmetros de impressão.

Hagen explica ainda que tanto o filtro quanto a válvula ainda não estão em uso. “Ambos são elementos que estamos organizando para caso tenhamos uma demanda muito alta de pacientes e uma explosão de casos. O filtro vai ser impresso se a indústria não conseguir fornecer o suficiente. A válvula vai ser feita se tivermos uma grande quantidade de pacientes contaminados em uma área grande de isolamento em que seja preciso controlar o ambiente em que eles estejam isolados. São um backup em caso de emergência”, acrescenta.

Colaboração      

O engenheiro explica que em caso de um pico de contaminação, há a possibilidade de acionar uma rede de pessoas com impressoras 3D que podem imprimir os componentes. “Se houver demanda são dispositivos que podem ser fabricados em qualquer lugar a partir de impressoras 3D”, enfatiza sobre como ambos os projetos podem atender ser compartilhados.

Luiz Eduardo Spalding, do setor de engenharia biomédica do HSVP, explica que ainda no mês de fevereiro o setor foi procurado por um médico do Hospital que apresentou propostas de peças mecânicas para enfrentar situações que poderiam ocorrer, caso o Brasil enfrentasse as mesmas dificuldades que a China enfrentava naquele período. Eles apresentaram os equipamentos que poderiam ser utilizados em caso de emergência e que, agora, estão sendo aprimorados em parceria com a UPF. “Com esta atitude preventiva, os engenheiros da UPF saberão com antecedência quais são os problemas para fabricação rápida e quanto tempo é necessário para produzir determinada quantidade. Paralelamente a isto, estes engenheiros estão conectados às propostas de outras universidades brasileiras e acompanhando o que elas estão fazendo”, completa.

Foto

Feevale produz EPIs e roupas de cama para auxiliar no combate ao Coronavírus

A Universidade Feevale segue contribuindo no combate ao novo Coronavírus. Desde a útlima terça-feira, 31, por meio da Diretoria de Inovação em conjunto com o curso de Moda, a Instituição iniciou a produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) para profissionais de saúde e roupas de cama (lençol e fronha), que, posteriormente serão doados a hospitais do Vale do Rio dos Sinos. A partir da próxima semana serão confeccionados, por acadêmicos, docentes e voluntários no Laboratório de Moda da Universidade, 30 kits de calça e jaleco cirúrgico, 100 kits de lençol e fronha e 1.000 máscaras.

Para a produção destes materiais, a Feevale contou com a parceria de três empresas da região. A primeira ação solidária veio da Dublauto Gaúcha, empresa instalada na unidade do Feevale Techpark de Campo Bom e que desenvolve diversos produtos com nanotecnologia. Ela doou cerca de 6.000 metros de tecido poliéster e 1.500 metros de malha de bambu de diversas cores para a confecção das unidades das calças e jalecos cirúrgicos e das roupas de cama. Além da Dublauto, a empresa Rita Corrêa dos Santos Jaquetas contribuiu com a doação de tecidos para a confecção do material.

Para ajudar nessa força tarefa, a Feevale contou também com o apoio do Sicredi. Com isso, a Universidade conseguirá adquirir tecido para fabricar 1.000 máscaras de tecido, outra necessidade dos serviços públicos de saúde da região.

A diretoria de Inovação da Feevale, Daiana de Leonço Monzon, explica ainda que os kits de roupas cirúrgicas servirão para que os profissionais da saúde possam substituir as suas roupas antes de ingressarem nos hospitais. “Com esse equipamento, os profissionais de saúde vão poder trabalhar tranquilamente nos ambientes hospitalares, onde circula o vírus, e ao saírem, poderão colocar novamente a sua roupa, evitando maior disseminação do Coronavírus”, destaca.

Crédito: Eduardo Bettio/Universidade Feevale

foto

Unisc e Prefeitura de Santa Cruz firmam parceria para beneficiar famílias em situação de insegurança alimentar

A ação visa produzir cerca de 1.200 pães por dia

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), por meio do Centro Gastronômico, e a Prefeitura de Santa Cruz do Sul, através da Secretaria de Políticas Públicas e Assistência Social (Sepas), firmaram uma parceria que prevê a produção de pães que serão entregues às famílias em situação de insegurança alimentar de diversos bairros da cidade.

Para a produção dos pães, a Unisc entrou com uma estrutura moderna e automatizada e a Prefeitura com os insumos e a distribuição. Também há a articulação de agentes comunitários e organizações não governamentais, assim como grupos organizados de pessoas. “Estamos bastante satisfeitos pelo espirito solidário e cooperativo da parceria e por poder colocar mais essa infraestrutura de ponta da Unisc a serviço da comunidade”, ressaltou a reitora Carmen Lúcia de Lima Helfer. “É sempre interessante unir forças para ajudar pessoas em situação de insegurança alimentar, articulando para que todos tenham acesso a uma alimentação saudável e adequada, fortalecendo a imunidade para enfrentar o momento atual”, disse a secretária municipal de Políticas Públicas, Guiomar Rossini Machado.

Na prática, as indicações das famílias serão endossadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e a distribuição será feita junto às cozinhas comunitárias e aos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos. “A ação será muito importante para firmar parcerias sólidas entre a Prefeitura Municipal, a Universidade e outras entidades, no desenvolvimento de ações permanentes no enfrentamento da insegurança alimentar e nutricional”, destacou a nutricionista da Prefeitura, Giovana Bittencourt. “A união entre vários segmentos da sociedade amplia o ato de solidariedade, facilitando o alcance do direito humano à alimentação adequada e saudável”, acrescentou a nutricionista Cristiane Grapiglia.

A estimativa é de que sejam produzidos cerca de 1.200 por dia, de segunda à sexta-feira. A iniciativa também conta com o apoio do Grupo do Bem, que articulou a ideia, do Supermercado Miller e da padaria Lisaruth, que deram o aporte inicial de insumos.

foto

Feevale começa a produzir protetores faciais em escala

A Universidade Feevale começou a produzir, em escala, protetores faciais (face shield) de acetato, que serão utilizados por profissionais da área da Saúde que estão trabalhando no combate à Covid-19. Os protótipos foram aprovados pela Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo e pelo Hospital Municipal Lauro Reus, de Campo Bom.

Quem tiver impressora 3D em casa ou no trabalho e puder auxiliar na produção dos materiais, que serão doados a hospitais e unidades básicas de saúde da região, pode entrar em contato pelo e-mail oficina@feevale.br ou pelo telefone (51) 3597-5802. A Instituição também aceita contribuições de materiais para a confecção dos protetores: filamento de PLA (1,75mm), filamento de PLA (2,85mm), filamento de ABS (1,75mm) e chapa de acetato (espessura mínima 0,5mm x 1020mm x 1000mm).

Foto

Coronavírus: UCS passa a produzir solução antisséptica recomendada pela Organização Mundial da Saúde

Em enfrentamento ao novo coronavírus, além da mobilização para a produção de álcool gel 70%, a Universidade de Caxias do Sul passa a produzir uma solução antisséptica substitutiva ao álcool gel com formulação recomendada pela Organização Mundial da Saúde. O produto será destinado ao Hospital Geral com excedentes a serem doados para uso em Unidades Básicas de Saúde.

A iniciativa tem a parceria da empresa de motores Eberle Mercosul, que se comprometeu em contribuir com a doação integral de insumos e recipientes para a fabricação de 1.200 kg do produto. Ainda, a organização se dispôs a doar à Universidade máquinas para auxiliar os processos – as tratativas estão em andamento, para avaliação das necessidades.

O diretor Carlos Eduardo França, o gestor de suprimentos Mayron Becker e o consultor Cleber Azambuja também se manifestaram favoráveis à possibilidade de produzir outros equipamentos, de forma gratuita, para uso nos laboratórios da UCS em ações de prevenção e combate à Covid-19 e outras doenças.

O reitor da UCS, professor Evaldo Antonio Kuiava, ressalta a importância da mobilização do empresariado. “A colaboração denota sensibilidade e responsabilidade social, se cada um contribuir com pouco, é possível fazermos muito”, define, lembrando que interessados em auxiliar são bem-vindos. Para isso, basta entrar em contato a partir do e-mail vwangeli@ucs.br.

Também já contribuíram com insumos para o projeto a instituição financeira cooperativa Sicredi e a Rodoil Distribuidora de Combustíveis SA. Com o apoio dos parceiros, e conforme a disponibilidade de insumos no mercado, a produção na Farmácia Escola deverá começar a ganhar corpo nesta semana.

Imagens: Trabalho nos laboratórios da UCS – Divulgação

Foto

Em defesa da vida, pesquisadores e profissionais buscam alternativas que podem fazer a diferença

Parceria entre UPF, HSVP e IFSul resultou em um protótipo de automatização baseado na ventilação manual de emergência que, após testes, poderá ser uma alternativa respiratória para pessoas com Covid-19.

Desde o início da pandemia da Covid-19, a comunidade hospitalar vem recebendo com muita preocupação as notícias do avanço da doença. A principal angústia está relacionada à superlotação de hospitais, sobrecarregando as áreas de atendimento de urgência, especialmente UTIs. Mesmo com uma atuação rápida das autoridades para suprir a falta de equipamentos, principalmente ventiladores pulmonares e EPIs, a rede de abastecimento poderá não suportar uma demanda tão em alta.

Em função dessa necessidade, várias frentes de trabalho iniciaram no Brasil inteiro para desenvolver alguns desses equipamentos, gerando alternativas em caso de desabastecimento geral. Em Passo Fundo, um grupo de técnicos, engenheiros e profissionais da saúde da Universidade de Passo Fundo (UPF), do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e do Instituto Federal Sul (IFSul) vem trabalhando no desenvolvimento do protótipo de um equipamento que automatizasse a ventilação pulmonar realizada pelo ambu, e que serviria como alternativa em caso de um cenário grave de falta deste tipo de aparelho.

De acordo com o professor do curso de Engenharia Elétrica da UPF e um dos membros do grupo Dr. Adriano Luis Toazza, a ideia do protótipo foi baseada na ventilação manual de emergência, em que o profissional da saúde manipula manualmente um instrumento chamado ambu, para ventilação mecânica de um paciente. “A tarefa foi automatizar este processo através de um sistema servocontrolado, que impulsiona o ambu de maneira automática, deixando inclusive alguns parâmetros básicos de ventilação serem programados pelo profissional da saúde”, explicou o professor.

Resposta rápida
O protótipo foi criado em apenas cinco dias no Núcleo de Eletrônica do curso de Engenharia Elétrica da UPF e já está em fase final de desenvolvimento, sendo testado com analisador específico, com medição de alguns parâmetros fundamentais, como o volume de ar e pressão administrada ao paciente. O professor ressalta, no entanto, que para a certificação e o sistema virar um produto efetivamente aplicável ao paciente, algumas outras etapas precisam ser cumpridas, como submissão às normas da Anvisa, ABNT e Comitê de Ética, com uma bateria de testes específica e avaliação de um corpo de profissionais de área.

O grupo que desenvolveu o protótipo é formado por 13 profissionais. Entre eles está o engenheiro do setor de engenharia clínica do HSVP e coordenador do curso técnico em Eletrotécnica do Integrado UPF professor Me. Oneide Jorge Paixão. Segundo o engenheiro, o Hospital conta hoje com um parque com cerca de 110 máquinas, todas 100% ativas. No entanto, ele considera pouco para o tamanho de toda a região. “Quando as pessoas pensam só em Passo Fundo, falam em 200 mil habitantes, mas a questão são os 2 milhões de habitantes da região que Passo Fundo dá suporte. Então, nós como maior hospital da região, com certeza seríamos referência e seríamos muito sobrecarregados, com a estrutura posta à prova, em um caso de grande quantidade de casos graves”, comentou.

Mesmo ainda em fase de testes, o grupo avalia que a resposta do protótipo foi rápida. “Criamos um sistema ventilatório automático em apenas cinco dias. Salientamos também que muitas portarias foram dispensadas pela Anvisa nos últimos dias, simplificando o registro de produtos em virtude da pandemia e novas atualizações voltadas aos equipamentos podem acontecer numa piora do cenário nacional”, ressaltou Toazza. Para Paixão, a expectativa é que não seja necessário utilizar o equipamento, mas em último caso, ele estará à disposição dos médicos. “Acho que o mais interessante disso foi a resposta que a comunidade deu, com técnicos e engenheiros se mobilizando para desenvolver um produto que pode fazer a diferença na vida de alguém”, encerrou o professor.
TELEUNISC

Tele cuidado Unisc oferece serviços de atendimento e acolhimento gratuitos à comunidade

Central de Atendimento poderá ser acionada pelo  fone (51) 3717-7300

Como forma de auxiliar no combate ao Coronavírus, a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) lançou dois serviços gratuitos à comunidade que estarão em operação a partir desta segunda-feira, 30 de março. Elaborado com o aporte técnico do Setor de Informática da Instituição, o Tele Unisc disponibiliza atendimentos de Medicina e Acolhimento à pessoa idosa para a população de Santa Cruz do Sul e região. As pessoas que necessitarem de auxílio poderão ligar para o fone (51) 3717-7300.

O atendimento de Medicina ocorre diariamente, inclusive aos sábados e domingos, das 7h às 19 horas. O objetivo é esclarecer dúvidas a respeito da pandemia do Coronavírus e realizar a triagem das pessoas que ligarem e o devido encaminhamento dos casos suspeitos, com a finalidade de receberem o atendimento adequado. A equipe é composta por alunos concluintes do curso de Medicina, acompanhados e orientados por médicos atuantes em Santa Cruz do Sul.  “O Covid-19 é uma nova variante do Coronavírus, um vírus responsável por casos de resfriado comum. A diferença é que apresenta alta taxa de transmissão entre a população e, em algumas vezes, com evolução desfavorável, gerando preocupação  mundial, como todos estão cientes”, destacou a coordenadora do curso de Medicina, professora Tatiana Kurtz.

Já o Acolhimento à pessoa idosa será feito pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Envelhecimento e Cidadania da Universidade, de segunda-feira à sexta-feira, das 7h às 19 horas. O objetivo desse trabalho é acolher as pessoas com mais de 60 anos no momento da crise do Coronavírus em que essas pessoas estão em isolamento social. “É uma ação relevante para que essas pessoas se sintam lembradas e acolhidas pela Universidade, pois estaremos ligando e atendendo as ligações das pessoas, para que saibam que podem contar conosco neste momento difícil”, frisou a coordenadora do Mestrado em Psicologia, professora Silvia Virginia Coutinho Areosa.

De acordo com o pró-reitor Acadêmico da Unisc, professor Rolf Fredi Molz, o serviço será oferecido até que haja certeza de que a pandemia está controlada e os serviços de atendimento normalizados. “Além disso, estamos preparando uma terceira atividade que será anunciada na próxima semana, consistindo em um atendimento psicológico, com a participação de mestrandos e profissionais da área da Psicologia. São ações que a Universidade considera pertinente neste momento que a comunidade necessita de auxílio”, salientou.