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UCPel adere ao projeto Hígia na impressão de protetores faciais

Qualquer pessoa com uma impressora 3D pode participar. O equipamento será destinado aos profissionais de saúde no combate ao Covid-19.

Equipamentos de proteção facial estão sendo impressos pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Proposta pelo Projeto Hígia, a iniciativa reúne professores, pesquisadores e proprietários de impressoras 3D de todo o Brasil na confecção e distribuição do equipamento de proteção individual. Através de uma rede colaborativa formada na internet, o grupo arrecada materiais para a fabricação dos protetores, o modelo já finalizado, doações em dinheiro e ainda cadastra hospitais interessados em receber o material.

 Toda a produção feita nos laboratórios da UCPel terá como destino profissionais da saúde atuantes no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP). A impressão vai depender da demanda e da disponibilidade do material usado para a fabricação do item, explica o professor da UCPel responsável pela iniciativa, Ezequiel Megiato

   O modelo impresso na Universidade é composto por uma haste (feita na impressora 3D), uma folha de acetato transparente (esterilizável) e um elástico para fixação. As três partes que compõem o item, denominando face shield, podem ser facilmente esterilizadas.

  Para receber o projeto da haste para impressão, basta se cadastrar neste endereço https://linktr.ee/maria_elizete_kunkel. Quem não tem impressora 3D mas deseja ajudar, pode doar qualquer quantia através da Vaquinha Online https://linktr.ee/maria_elizete_kunkel. Hospitais interessados em receber os protetores devem fazer cadastro neste link  https://linktr.ee/maria_elizete_kunkel.

    O modelo de protetor facial proposto pelo Projeto Hígia foi validado por especialistas em pneumologia e no atendimento de emergência de hospitais do Brasil. “O EPI vai evitar a projeção de gotículas de saliva, sangue ou secreções em médicos e enfermeiros responsáveis por atender pacientes com suspeita do Covid-19”, explica Ezequiel. O equipamento forma uma barreira adicional e deve ser utilizado juntamente com a máscara.

Conheça mais sobre o projeto

 O Projeto Hígia (na mitologia grega, era a deusa da saúde, limpeza e da sanidade) é desenvolvido pelo grupo Women in 3D Printing Brazil – https://womenin3dprinting.com/, braço nacional de uma organização global formada por pesquisadoras da área. O objetivo inicial do projeto é distribuir 100 mil equipamentos por todo o Brasil.

Cada protetor facial custa em torno de R$5,00, considerando energia, plástico e desgaste da impressora. A impressão pode ser feita em até uma hora e gasta 25 gramas do material PLA, ABS OU PETG. Conheça mais sobre o Hígia no vídeo https://youtu.be/C_8XbacFfGc  e no site https://www.projetohigia.com.br/

https://drive.google.com/open?id=15q2Z4pEczZJWCo1L5-tDevEHyVWMeW-p

 

Comung

Comung cumpre cronograma de atividades na missão ao México

Desde o dia 6 março, uma comitiva do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) está participando da Missão ao México. Nesta segunda-feira, 9, entre as atividades desenvolvidas, esteve uma visita à Universidade Tecnológica de Monterrey, quando a reitora da Universidade de Santa Cruz do Sul e presidente do Comung, Carmen Lúcia de Lima Helfer, e os demais integrantes da comitiva foram recebidos pelo reitor da Universidade Tecnológica de Monterrey, David Garza. O objetivo da Missão é conhecer os ambientes de inovação e estabelecer a conexão dos ecossistemas de empreendedorismo com as instituições mexicanas. O grupo gaúcho permanece no país até o dia 13 de março, passando por diferentes universidades.

Também participam da missão a diretora de Inovação e Empreendedorismo da Unisc, Andréia Valim, e representantes das universidades comunitárias do Rio Grande do Sul, entre reitores e gestores de inovação das 15 instituições do Consórcio.

 

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Unisc na missão do Comung ao México

Uma comitiva do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) embarcou nesta sexta-feira, 6 de março, para Missão ao México. A reitora da Universidade de Santa Cruz do Sul, Carmen Lúcia de Lima Helfer é a presidente do Comung e acompanha o grupo. O objetivo é conhecer os ambientes de inovação e estabelecer a conexão dos ecossistemas de empreendedorismo com as instituições mexicanas. O grupo gaúcho ficará no país até o dia 13 de março, passando por diferentes universidades.

No roteiro, estão previstas visitas ao Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, visita a Iteso, Universidad Jesuita de Guadalajara, e roteiro na Cidade do México. O Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey é a única universidade da América Latina e fora dos Estados Unidos que faz parte do ranking publicado no The Princeton Review y Entrepreneur. Já a Iteso, Universidade Jesuíta de Guadalajara, está entre as melhores universidades do México.

Também participam da missão a diretora de Inovação e Empreendedorismo da Unisc, Andréia Valim, e representantes das universidades comunitárias do Rio Grande do Sul, entre reitores e gestores de inovação das 15 instituições do Consórcio.

 

RepublicaTcheca1

Unisc recebe representante do consulado da República Tcheca

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) está recebendo a visita da representante do Consulado da República Tcheca, Vera Matysikova. A recepção oficial ocorreu na manhã desta quinta-feira, 5 de março, no Gabinete de Reuniões da Reitoria, quando foi assinado um contrato de apoio financeiro por parte do Consulado para o desenvolvimento do projeto de extensão da Unisc intitulado Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Direitos e Garantias Legais da Mulher. “É um projeto que já existe há sete anos e que muito tem cooperado em relação ao combate da violência doméstica e familiar contra a mulher. Esse aporte vem contribuir ainda mais para que os direitos humanos possam ser garantidos às vítimas, na tentativa de mudar essa triste realidade”, ressaltou a coordenadora do projeto, professora Caroline Ritt.

A reitora Carmen Lúcia de Lima Helfer deu boas-vindas à visitante e agradeceu o apoio. “Estamos passando por uma fase de mudanças pedagógicas e estruturais, em que esse reconhecimento é de extrema relevância. Esperamos que, a partir dessa iniciativa, sejam abertas outras possibilidades para que novos projetos sejam executados em parceria”. “Ficamos felizes por poder contribuir e apoiar um projeto tão importante como esse e que tem um reflexo relevante do ponto de vista social quanto aos direitos humanos, especialmente no combate à violência doméstica e familiar contra as mulheres”, disse a representante do Consulado da República Tcheca, Vera Matysikova.

Também participaram do encontro o vice-reitor, Rafael Frederico Henn; o pró-reitor Acadêmico, Rolf Fredi Molz; os diretores de Extensão e Relações Comunitárias, Angelo Hoff, de Pesquisa e Pós-Graduação, Adilson Ben da Costa, e de Inovação e Empreendedorismo, Andreia Valim; a coordenadora da Assessoria para Assuntos Internacionais e Interinstitucionais (AAII), Cristiana Mueller; o professor do Departamento de Ciências Jurídicas, Eduardo Ritt; e a bolsista do Projeto, Eveline Bernardy.

*Foto: Josemar Santos

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Feevale é a 1ª universidade do Brasil a desenvolver veículo elétrico híbrido para área rural

A autonomia energética de propriedades distantes de centros urbanos, como grandes fazendas, é a preocupação de um projeto desenvolvido na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Em parceria com a empresa gaúcha Agrovec, o grupo de pesquisa Energias Renováveis e Eficiência Energética, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais realiza a pesquisa Desenvolvimento de um veículo elétrico híbrido – solar e biomassa. Coordenado pelo pesquisador Moisés de Mattos Dias, o estudo visa desenvolver uma carreta agrícola híbrida: o veículo, anteriormente movido a gasolina, passará a contar com um motor elétrico, um módulo solar flexível e um gerador a biocombustível.

Após ser fabricado na Agrovec – empresa localizada no bairro Canudos –, e passar por adaptações da estrutura mecânica para acoplamento do motor elétrico, o veículo passará por outras modificações, como a instalação de um módulo solar flexível no teto, bem como a instalação de um gerador a biocombustível (biometano e biodiesel). No Laboratório de Energias Renováveis, localizado no prédio Verde, e na Oficina Tecnológica, ambos no Câmpus II, em Novo Hamburgo, uma equipe multidisciplinar e formada por acadêmicos da Feevale, vem trabalhando no desenvolvimento do motor elétrico do veículo, bem como toda a sua parte elétrica-eletrônica, como o desenvolvimento de conversores e inversores, carregadores de baterias, e um controle a partir de microprocessadores. A ideia é que, em maio, essa etapa seja concluída e o carro possa retornar à Agrovec para as montagens finais.

Baterias que podem ser alimentadas de três formas

O motor padrão, movido a gasolina, está sendo substituído por um Motor Elétrico Síncrono de 9kW, com rotor construído a partir de processos de Metalurgia do Pó, em que blocos maciços de ferro foram compactados e sintetizados. O motor elétrico será alimentado por um conjunto de baterias, que poderão ser carregadas a partir das seguintes formas:

– por meio de energia fotovoltaica, fazendo uso de uma película solar flexível de 100W fixada no topo do veículo

– pelo gerador a combustão de 5kW acoplado na traseira do veículo. O gerador foi modificado para trabalhar com fontes renováveis, como biometano e biodiesel, por convencionalmente funcionar, apenas, com diesel comum

– este conjunto também poderá ser carregado, alternativamente, pela rede elétrica, por meio de uma tomada convencional

O gerenciamento das baterias, assim como o controle do fornecimento de energia para o motor elétrico é realizado por microprocessadores e meios eletrônicos concebidos dentro dos laboratórios da Engenharia Eletrônica, no Câmpus II da Feevale. Outra contribuição interdisciplinar ao projeto se deu por meio da professora Patrice Monteiro de Aquim, que auxiliou na concepção de um revestimento de material reciclável para o banco.

A previsão é que a tecnologia possa ser aplicada comercialmente a partir de 2022. “Este protótipo ainda não poderá ser comercializado, pois servirá para estudo dos mais diversos, referentes ao desenvolvimento de veículos elétricos híbridos aplicados para a área agrícola”, explica Dias. Assim, existe a previsão do desenvolvimento de um segundo protótipo a partir de 2021, sendo que, neste outro veículo, serão realizadas as modificações necessárias para o desenvolvimento de um protótipo definitivo, ou seja, comercial.

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Feevale, João Sganderla Figueiredo, a pesquisa liderada pelo professor Dias transmite mais que descoberta acadêmica cientifica. “Ela é fonte inspiradora de transformação de um novo ciclo econômico que devemos pensar. Sustentar a dinâmica do capital, com responsabilidade socioambiental. Sobretudo, novamente, vale destacar que, quando o setor privado acredita e potencializa os projetos de pesquisa, os problemas e suas descobertas se tornam cada vez mais reais”, afirma. O projeto tem parceria com a Agrovec Indústria de Equipamentos LTDA., JSA Engenharia LTDA. e Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).

Sobre a Agrovec

A Agrovec é uma empresa de pequeno porte localizada no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, que, desde 2003, fabrica veículos para aplicação agrícola. Conforme o sócio da montadora, Claudionor Wingert, este ainda é um mercado pouco explorado no Brasil, e a expectativa é que a parceria com a Feevale possa impulsionar esse segmento agroindustrial. “Queremos ser a primeira empresa a fabricar um veículo rural com motor elétrico híbrido no Brasil, pois essa é uma realidade muito próxima”, projeta.

 

Foto: Fernanda Carvalho

 

Foto: Marcela Schild
Foto: Marcela Schild

Primeira aluna surda defende mestrado na Unisc

“É uma grande conquista para mim e, também, para a comunidade surda na busca por uma inclusão verdadeira ”, destacou Karoline Kist, nessa sexta-feira, 28 de fevereiro. Após defender sua banca de mestrado, na Língua Brasileira de Sinais (Libras), a jovem é a primeira aluna surda a receber título de Mestre em Educação na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Ao longo do momento, uma intérprete esteve presente realizando a tradução.

Karoline atua como professora de Libras na Escola Rosário, lecionando para alunos surdos e ouvintes do ensino médio e fundamental. A experiência na área da educação fortaleceu o desejo de seguir carreira acadêmica: “Me formei em administração na Unisc, fiz o mestrado para focar mais na docência e o resultado foi tão gratificante que quero cursar o doutorado para realizar o sonho de dar aula em universidade ”, reforçou.

Para Camilo Darsie de Souza, orientador da dissertação, o estudo abrangeu temáticas muito relevantes, abordando a escrita – um dos principais problemas relacionados à educação dos surdos -, além de ter sido um processo inclusivo em todas as etapas, dando voz à essa comunidade. “Precisamos garantir não somente entrada de pessoas surdas no meio acadêmico, mas, também, a formação com qualidade no ensino. E, enquanto instituição, trabalhamos em conjunto para que isso fosse possível”, concluiu o professor.

A proposta da pesquisa era estudar Narrativas de professores surdos no Ensino Superior sobre os processos de produção acadêmica. Participaram da banca avaliativa os professores Cláudio José de Oliveira e Betina Hillesheim, da Unisc, além de Lodenir Karnopp, da Urfgs, e André Reichert, da Ufsc, ambos por vídeo conferência. Também estiveram presentes convidados especiais, entre eles mais de dez alunos surdos e ouvintes de Karoline.

“Fui muito acolhida na Unisc, com professores que se comunicam em Libras, tradutoras e intérpretes. O que eu quero mostrar é que a comunidade surda tem sua competência de evoluir e, para isso, precisamos encarar nossa forma de se comunicar como natural e lutar por ela”, afirmou Karoline.

A naturalização da comunicação em Libras, língua mãe para pessoas surdas, é essencial para que haja visibilidade e inclusão. Na Unisc, o Núcleo de Apoio Acadêmico (Naac) é o responsável por promover recursos de acessibilidade, auxiliando na eliminação de diferentes barreiras. “Desde a seleção da Karoline no Programa de Pós-graduação em Educação Stricto Senso, nós prestamos tradução e interpretação de Libras. Todo o período foi de muita aprendizagem para todos os envolvidos, pois, trabalhamos em parceria para viabilizar a comunicação dela ao longo de sua trajetória acadêmica”, contou Raquel Fialho, coordenadora do Naac.

Feevale

Laboratório móvel da Feevale trata efluente industrial do Polo Petroquímico de Triunfo

O Polo Petroquímico de Triunfo, complexo industrial articulado pelo Comitê de Fomento Industrial do Polo (Cofip), passou a contar, recentemente, com o primeiro laboratório de pesquisa da Universidade Feevale fora de seus câmpus. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Limpas da Instituição instalou uma unidade móvel do Laboratório Aquário na Superintendência de Tratamento de Efluentes Líquidos (Sitel) do polo, no âmbito do projeto Reuso. Coordenado pelo professor Marco Antonio Siqueira Rodrigues, o projeto é realizado por meio do Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais.

O estudo busca investigar tecnologias de tratamento de efluentes que proporcionem o reuso industrial do efluente do polo. Em parceria com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Cofip, no Laboratório Aquário é avaliada a aplicação do processo de separação por membranas para o tratamento do efluente. Os equipamentos operam 24 horas por dia, sete dias por semana. A ideia, após a determinação da eficácia dessa técnica, é aplicar essas tecnologias limpas aplicadas ao saneamento ambiental, bem como capacitar a Corsan. Com estrutura e equipamentos de ponta, a unidade de pesquisa móvel pode desenvolver, também, outros projetos aplicados nas empresas do polo.

Tratamentos utilizados na unidade móvel

Em relatório lançado mundialmente em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que a Terra enfrentará um déficit de água de 40% em 2030, caso a gestão desse recurso natural não seja melhorada. O reuso da água industrial tem se mostrado como uma alternativa viável, econômica e ambientalmente, como medida para reduzir a captação de água. No Laboratório Aquário da Feevale localizado no polo, são utilizadas as técnicas de Osmose Inversa, Eletrodiálise Reversa, nanofiltração, microfiltração, ultrafiltração e destilação por membranas. O laboratório móvel tem, ainda, sistema piloto de absorção com zeólitas, carvão ativado e microfiltros porosos. No que tange a análises de poluentes emergentes, conta com cromatografia acoplada a espectrômetro de massa e cromatografia líquida de alta resolução.

Parcerias com empresas

De acordo com Rodrigues, a ideia é que o PPG em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais leve laboratórios de pesquisa para mais empresas. Para isso, explica o professor, basta que as empresas interessadas entrem em contato com a Diretoria de Inovação da Universidade Feevale para agendar discussões para que possam ser desenvolvidos projetos em conjunto. Empresas interessadas podem entrar em contato pelos e-mails projetos@feevale.br e pgmateriais@feevale.br.

Foto: Marco Antonio Siqueira Rodrigues/Universidade Feevale

Foto: Eduardo Bettio/Universidade Feevale.
Foto: Eduardo Bettio/Universidade Feevale.

Feevale passa a oferecer exames toxicológicos para participantes de concursos

O Laboratório de Análises Toxicológicas da Feevale é o primeiro de uma universidade brasileira a obter credenciamento do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para testes toxicológicos de larga janela de detecção. Com isso, a Instituição poderá atender, por exemplo, participantes de concursos públicos, como o da Brigada Militar, que exige exame toxicológico na fase intermediária (investigação social do candidato e comprovação das condições de inscrição).

Os exames começarão a ser realizados nesta terça-feira, 18, no Laboratório de Análises Toxicológicas, localizado no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (CIES) da Feevale, na Rua Rubem Berta, 200, Vila Nova, Novo Hamburgo. Os agendamentos para coleta do material podem ser feitos pelo e-mail cies@feevale.br, pelo telefone (51) 3586-8813 ou presencialmente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30min.

O exame toxicológico vem sendo exigido em alguns processos seletivos, principalmente para a função militar, de segurança pública, aviação e saúde. Os testes têm caráter eliminatório se o resultado for positivo ou se o candidato se recusar a fazer a análise. Esta é feita a partir de uma pequena amostra de cabelos ou pelos, a qual poderá apontar drogas ilícitas, como maconha, crack, ecstasy e anfetaminas, entre outras substâncias e derivados.

Segundo o coordenador do mestrado em Toxicologia e Análises Toxicológicas da Universidade Feevale e diretor científico do Laboratório, Rafael Linden, as legislações exigiram que os laboratórios que realizam esses testes cumpram elevados requisitos de segurança e qualidade, expressos em uma norma específica do Inmetro, vinculada à ISO 17025, a mais rigorosa relacionada à qualidade de laboratórios de análise. “Atualmente, apenas 18 laboratórios brasileiros estão credenciados para a realização desses testes, todos vinculados a empresas”, afirma.

O professor ressalta que um diferencial do laboratório da Feevale é que seu corpo técnico é composto de mestres e doutores na área de Toxicologia e Análises Toxicológicas, os quais são pesquisadores de referência nacional, com autoria de publicações internacionais referentes à análise toxicológica em cabelo. Assim, os clientes do laboratório têm acesso a profissionais que estão na linha de frente do conhecimento nessa área, o que não acontece nos laboratórios comerciais.

Para a diretora de Inovação da Feevale, Daiana de Leonço Monzon, é relevante, para a Universidade, ser a primeira instituição de ensino a ter um laboratório credenciado pelo Inmetro para a realização de testes toxicológicos de larga janela de detecção. “É gratificante para nós, que temos profissionais qualificados e equipamentos de alta tecnologia, poder oferecer mais um serviço no Centro Integrado de Especialidades em Saúde e, assim, atender às necessidades da comunidade, para a qual a Feevale sempre está voltada”, diz a diretora.

Saiba mais:

Como é feito o exame toxicológico de larga janela de detecção?
O exame é realizado a partir de uma pequena amostra de cabelos ou pelos corporais. A presença de qualquer substância é detectada por meio de um instrumento chamado espectrômetro de massas. Esse equipamento possui elevada sensibilidade, detectando concentrações muito pequenas das substâncias e gerando informações para a identificação inequívoca. A coleta, o processamento e a análise são realizados em ambiente seguro e totalmente rastreável, através de uma cadeia de custódia documentada.

O que o exame toxicológico de larga janela detecta?
Esse teste detecta drogas que estão listadas nas portarias específicas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), incluindo cocaína, anfetaminas, opiáceos e canabinoides (marcadores do uso de maconha).

Sobre o Laboratório
O Laboratório de Análises Toxicológicas da Universidade Feevale está localizado no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (CIES), junto ao Câmpus II da Instituição, em Novo Hamburgo. No local são realizadas análises de identificação e quantificação de diversas substâncias de interesse toxicológico em amostras biológicas, por meio de técnicas de análises, como cromatografia líquida, cromatografia gasosa, espectrometria de massas e espectrofotometria atômica e molecular.

Novos acadêmicos de medicina tiveram seus cabelos cortados por pacientes da oncologia pediátrica do Hospital São Vicente de Paulo.



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Foto: Camila Guedes
Novos acadêmicos de medicina tiveram seus cabelos cortados por pacientes da oncologia pediátrica do Hospital São Vicente de Paulo. - Foto: Camila Guedes

Estudantes de Medicina da UPF dão lição de empatia com o Trote do Bem

Hoje é a entrada de vocês na faculdade. Como futuros médicos, a gente quer que vocês tenham mais humanidade, e nesse primeiro dia de aula vocês têm dois professores que, mais do que qualquer outro, podem ensinar muito à vocês”. Os professores a quem a acadêmica do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) Laura Skonieski se referia eram Alisson e Emanuel. Pacientes em tratamento oncológico no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). Com a ajuda deles, a equipe da Associação Atlética Acadêmica Gaúchos de Passo Fundo (AAAGPF)  recebeu os cerca de 50 novos acadêmicos do curso em mais uma edição do Trote do Bem.

 

Este já é o terceiro ano do projeto. Para marcar a entrada dos “bixos”, os pacientes do Centro Oncológico Infantojuvenil do HSVP são convidados a cortar os cabelos dos estudantes em uma tarde cheia de sorrisos. A atividade é, inclusive, o primeiro contato dos acadêmicos com o ambiente hospitalar e tem como principal objetivo promover a empatia nos futuros profissionais. “Acho que esse é o principal ponto desse Trote, instigar os estudantes a buscar serem médicos qualificados não só para obter o êxito no mercado de trabalho, mas também para serem o melhor profissional para o seu paciente, para trazer o bem para a pessoa que está na sua frente”, destacou o presidente da Atlética, o acadêmico Vicente Hauli.

 

Para a acadêmica recém-chegada Amanda Bortolini a estratégia de gerar empatia funcionou. Apesar de já ter o cabelo mais curto, ela se comoveu com a atividade e resolveu cortar o cabelo para doar. “É muito lindo ver os olhos deles brilhando e passa uma mensagem de empatia muito linda para a gente. Além disso, é uma transição. Parece que eu deixei o que eu tinha da Amanda para trás e agora estou entrando para me tornar uma médica”, comentou a estudante.

Na opinião da enfermeira responsável pelo Centro Oncológica Infanto Juvenil Edineia Carine Pastori o ato de se colocar no lugar do paciente é fundamental para uma equipe de saúde que está iniciando seus estudos. “Não é uma escolha do paciente estar aqui, é a única opção dele no momento poder realizar o tratamento e é inevitável a queda do cabelo em muitos casos, porém, é uma escolha e uma opção dos calouros estar aqui. Com certeza, com essa atitude, é possível ter um olhar humanizado, diferenciado com relação ao paciente, porque de certa forma, por um momento eles estão podendo se colocar no lugar do paciente”, ressaltou.

 

“Medicina tem a ver com ser humano”

Se para os estudantes é um aprendizado, para os pacientes o principal sentimento é o de mostrar aos futuros médicos como é estar do outro lado. “É uma coisa maravilhosa porque mostra para eles que a Medicina, mais do que tudo que eles aprendem, tem a ver com ser humano. A gente perde o cabelo com a quimioterapia e ver outras pessoas fazendo isso para fazer a gente mais forte é uma atitude muito bonita”, comentou Alisson Gaboardi Zuchi, de 16 anos. Diagnosticado com osteossarcoma, Alisson está em tratamento há 16 meses e nesse tempo já passou por cirurgias, quimioterapias e agora por radioterapias.
Natural do município de Marau, o jovem estava acompanhado da mãe Elinaura que também se emocionou com a atividade. “Isso tudo faz muito bem tanto para o Alisson como para todos os pacientes. Eles estão em tratamento, são pacientes que passaram por muitas dificuldades e estão aí firmes e fortes. E essa ação ajuda a superar o que eles estão passando. Então, a gente agradece do fundo do coração aos estudantes por darem essa alegria para os nossos filhos, porque isso faz muito bem”, comentou a mãe.
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Unisc recebe prêmio Conciliar é Legal na categoria Ensino Superior

A Unisc é a vencedora da categoria Ensino Superior do X Prêmio Conciliar é Legal 2019, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para estimular a cultura dos métodos consensuais de resolução dos conflitos. A cerimônia de premiação acontece em Brasília, nas dependências do CNJ, no dia 18 de fevereiro.

O Projeto de extensão vencedor é intitulado A crise da jurisdição e a cultura da paz: a mediação como meio democrático, autônomo e consensuado de tratar dos conflitos, coordenado pela professora Fabiana Marion Spengler. Também fazem parte do projeto o professor Eduardo Steindorf Saraiva, as mestrandas Amanda da Cruz Saraiva e Rafaela Matos Peixoto Schaefer, e as graduandas Jordana Schmidt Mesquita e Letícia Reichert de Oliveira.

O projeto iniciou no Fórum da Comarca de Santa Cruz do Sul em 2009. No ano 2013 passou a acontecer na Defensoria Pública e, atualmente, o interessado busca a Defensoria Pública e é atendido por um servidor que verifica as características do conflito. Se o conflito comporta a composição e a parte concorda em participar, ela será encaminhada ao projeto de extensão.  O outro conflitante é convidado a comparecer à sessão. A mediação realizada é um procedimento informal, desenvolvido em ambiente preparado para que os participantes sintam-se seguros e tranquilos para expressar seus sentimentos. Se existir consenso, elabora-se acordo que poderá ser homologado. “O projeto de extensão em mediação é um exemplo do trabalho comunitário desenvolvido pela Unisc, pois possui conexões com o ensino, com a pesquisa e com a extensão, sendo um referencial nesse tripé que sustenta as atividades acadêmicas”, disse a professora Fabiana Spengler.

Como principais resultados obtidos até o ano de 2018, houve cerca de 2.400 atendimentos, beneficiando mais de 3.500 pessoas. Foram realizadas 928 sessões de mediação, sendo que em torno de 80% (738) resultaram em acordo. Destes, o índice de cumprimento pelos mediandos é de 85%.

*Esq. para dir.: Amanda da Cruz Saraiva, Eduardo Steindorf Saraiva, Rafaela Matos Peixoto Schaefer, Letícia Reichert de Oliveira e Fabiana Marion Spengler.