Comung (1)

Em reunião com governador Eduardo Leite, Comung demanda aplicação de recursos definidos em lei para Educação Superior pública e comunitária

Representantes do Consórcio das Universidades Gaúchas se colocaram à disposição para colaborar na formatação de um programa para a utilização da verba. Encontro no Palácio Piratini teve a presença da secretária da Educação do RS, Raquel Texeira, e também pontuou proposição de parceria para formação continuada de docentes nas redes públicas de ensino

Em encontro com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a secretária estadual da educação, Raquel Teixeira, e o deputado estadual Mateus Wesp, nesta segunda-feira, 29 de novembro, no Palácio Piratini, representantes do Comung – Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas trouxeram à pauta a proposta de formatação de um programa destinado à Educação Superior Comunitária. A busca é disponibilizar bolsas de estudo para ampliar as possibilidades de inclusão de estudantes no Ensino Superior e favorecer o desenvolvimento regional.

O debate diz respeito à necessidade da aplicação de recursos definidos em lei (especificamente no art. 201, parágrafo 3º da Constituição Estadual do RS, e na Lei Complementar nº 10.713, de 1996 – artigo 1º e respectivo regulamento) de destinar 0,5% da receita líquida de impostos próprios para a Educação Superior (pública e comunitária).

Nos últimos anos, de acordo com o balanço financeiro publicado pelo Estado, o percentual não está sendo totalmente destinado, impossibilitando o acesso de milhares de estudantes ao Ensino Superior. O valor não aplicado em 2020 totaliza R$ 69 milhões e poderia viabilizar o acesso de mais de 8 mil alunos/ano em Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) – a exemplo de modelo similar aplicado no estado de Santa Catarina. Se a totalidade dos recursos fosse aplicada no modelo, seria possível atender mais de 20 mil alunos/ano, pontua ofício entregue.

Representaram o Comung na reunião o presidente, reitor Evaldo Antonio Kuiava (UCS), primeira e segundo vice-presidentes, reitores Lia Maria Herzer Quintana (URCAMP) e Cleber Cristiano Prodanov (FEEVALE), a secretária, reitora Bernadete Maria Dalmolin (UPF), e o reitor José Carlos Bachettini Júnior (UCPel).

O Governador Eduardo Leite entendeu a legitimidade da proposta e se comprometeu em estudar, com a equipe técnica, possibilidades de viabilização das bolsas de estudo, conforme prevê a legislação do Estado.

O grupo também compartilhou a proposição de parceria permanente em programas de formação de professores nas redes públicas, tanto estadual quanto municipal, iniciativa que seria desenvolvida pelas instituições de Ensino Superior integrantes do Comung. Houve a apresentação, ao governador, do encaminhamento decorrente de várias reuniões entre a diretoria do Comung e a secretária Raquel Teixeira, que culminou com a formalização, via portaria da SEDUC, de um grupo de trabalho interinstitucional para delinear um Programa de Formação Continuada para professores da Educação Básica no contexto da BNCC, do RCG-EM e dos impactos da pandemia.

Formação Continuada

O momento ainda oportunizou a apresentação do histórico da instituição, destacando as suas universidades comunitárias como patrimônio público marcado pelo forte vínculo com as comunidades em que se inserem. São instituições sem fins lucrativos, com gestão democrática e participativa, o que as transforma em autênticas instituições públicas não estatais.

Fotos: Felipe Dalla Valle

Claudia Velho Painel Universidade Celeiros de Desenvolvimentos 26.11 (40)

Fórum COMUNG: proposições sobre como fomentar a inovação no ensino superior e apresentação de startups movimentam último dia de evento

Na tarde desta sexta-feira (26), diversos painéis mobilizaram os participantes do Fórum COMUNG a refletir sobre a atuação empreendedora e inovadora das ICES Comunitárias e a consequente interface com o mercado e a sociedade em geral.

O painel ‘Inovação no currículo como portfólio do aluno’ foi mediado por Lia Maria Herzer Quintana, reitora da URCAMP e 1ª vice-presidente do COMUNG, que fez considerações sobre as explanações, relacionando com as demandas atuais e oportunidades futuras do ensino superior.

Mônica Mariano, especialista de Desenvolvimento Industrial na área de Educação Profissional e Tecnológica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), também é gestora do Programa Saga SENAI de Inovação, baseado na confiança da capacidade dos alunos em atuar de forma efetiva na resolução de problemas das empresas. As ações desenvolvidas no âmbito do programa complementam o processo formativo do aluno, transformando-se em portfólio para a posterior carreira profissional. O Saga SENAI se comunica a uma série de outros projetos desenvolvidos pelo Serviço, obedecendo, assim, a uma série de etapas para elaboração do produto ou serviço desde a identificação dos desafios, passando pela concepção de prototipação, até a aplicação prática nas empresas.

Desde 2016, todas as atividades do Saga são registradas na plataforma de inovação do SENAI. Mais de 1 mil empresas participaram do processo, com 21.926 soluções cadastradas pelos alunos. “O programa proporciona o aprendizado do aluno SENAI com experiências concretas e problemas reais de pequenas, médias e grandes empresas”, ressalta a painelista.

Em sua fala, a secretária de Educação do RS, Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira, destacou a importância da implantação de uma cultura inovadora em todos os níveis de ensino. O sistema inovador que se observa nas Universidades Comunitárias Gaúchas precisa começar na educação básica.

O ensino deve considerar o desenvolvimento integral do ser humano, superando o modelo ainda comum, focado em decorar conteúdos sem significados aprofundados.

“Guerras, epidemias e tecnologia são eventos que definem as grandes transformações sociais. Estamos imersos em um cenário de profunda transformação social. O que o mundo produziu de inovação em 150 anos, será gerado de forma correspondente nos próximos 15 anos. As crianças que hoje estão na pré-escola serão adultos em um mundo completamente diferente do atual, esse movimento precisa ser acompanhado pelo ensino inovador”, afirmou.

No período mais latente da pandemia, a desigualdade no acesso à tecnologia aprofundou os abismos sociais – um aspecto que não pode ser ignorado. Na educação básica do ensino fundamental, o acompanhamento presencial de professores se provou ainda mais essencial.

“A pandemia refletiu negativamente na saúde emocional e psíquica dos estudantes, efeitos nocivos que reverberam no ambiente escolar. Como trabalhar a escola que se recupera de um contexto de pandemia em pela revolução tecnológica, que prepara para viver em um mundo que não temos como precisar como será?”, indaga a secretária.

Raquel também explanou sobre o trabalho desenvolvido pela pasta estadual de Educação. Uma das ações é a criação de um programa de recuperação emergencial da aprendizagem para os alunos da educação básica. Em complemento, investe-se na formação sólida dos professores para que tenham suas habilidades fortalecidas no processo de mediação entre alunos e aprendizado, com o suporte da tecnologia.

Román Martínez Martínez – Director de Efectividad e Impacto Institucional – Vicepresidencia de Proyectos Estratégicos Tecnologico de Monterey – México, também participou do painel. Ele compartilhou experiências da aplicação do Modelo Educativo Tec 21, que representou uma mudança radical no modelo de educação no ensino superior das instituições universitárias de Monterrey no que se refere à didática, ao processo educativo, às avaliações, à flexibilidade da estrutura curricular e à oferta acadêmica, ao corpo docente colaborativo que atua de forma interdisciplinar e ao acompanhamento dos estudantes por meio de mentorias contínuas.

Pesquisa como solução de problemas locais

O painel ‘Transformando pesquisa em soluções para a sociedade – o papel das ICES no desenvolvimento local’ teve a mediação de Cleber Prodanov – Reitor da FEEVALE e 2° vice-presidente do COMUNG. Ao relacionar os cases compartilhados durante o encontro com a vocação das ICES Comunitárias em propor o desenvolvimento das comunidades em que estão inseridas, Prodanov lembrou a atuação das instituições durante a pandemia, que, em sua avaliação, assumiram certo protagonismo, trazendo e aplicando soluções para a manutenção do funcionamento da sociedade.

Simone Stülp, diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates, compartilhou o case do Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates). Instalado 2014 com o apoio de entidades públicas e privadas, o ambiente conta com empresas parceiras em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. A atuação principal ocorre em projetos das áreas de biotecnologia, tecnologia ambiental e saúde.

O painelista lembrou a parceria com o poder municipal na testagem da população para o controle da disseminação da Covid-19, batizado de ‘Testa Lajeado’. A iniciativa ajudou a entender melhor o ritmo de contaminações pela doença, permitindo ações mais efetivas de controle da doença. Também compartilhou informações sobre o ‘Vale a Vida’, projeto de atendimento remoto em psicoterapia para residentes do Vale do Taquari e Vale do Rio Pardo, que ofereceu mais de 600 atendimentos.

Simone explanou também sobre o Pro_Move Lajeado, projeto que atua em ações voltadas à transformação de Lajeado em uma cidade inovadora. A iniciativa busca o engajamento comunitário, seja por meio de entidades, seja pelo envolvimento de munícipes interessados em contribuir para que a cidade se reinvente.

Juliane Fleck, coordenadora do Mestrado em Virologia e do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, contou a experiência do Laboratório de Microbiologia Molecular (LMM) da Feevale. A estrutura realizou o acompanhamento da disseminação do novo coronavírus, auxiliando no diagnóstico para 41 prefeituras e 499 empresas gaúchas. Quase 60 mil testes foram realizados.

Alsones Balestrin, Pró-Reitor Acadêmico e de Relações Internacionais da Unisinos, trouxe informações sobre a Aliança para Inovação, formada pela PUCRS, UFRGS e Unisinos. Trata-se de um acordo de cooperação firmado em 2018 para inovação e desenvolvimento de Porto Alegre. A causa coletiva prevê, por exemplo, colaboração entre Parques Tecnológicos e Incubadoras, em projetos conjuntos de pesquisa e na oferta conjunta de cursos de formação.

Jorge Audy, superintendente de Inovações da PUCRS, explicou sobre o Pacto Alegre, a iniciativa de maior envergadura da Aliança pela Inovação. O acordo entre instituições de ensino, governo, iniciativa privada e sociedade civil existe para estimular o empreendedorismo colaborativo. Uma união de esforços em favor da inovação para o desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida na capital gaúcha.

Luís da Cunha Lamb, secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS, acredita que o papel das universidades comunitárias traduz a capacidade empreendedora das comunidades, com atuação importante em momentos críticos enfrentados pela sociedade. “Enfrentamos uma transformação significativa do conhecimento, com cenários desafiadores no que se refere ao meio ambiente e à mudança do paradigma econômico, com o capital humano em posição central. As ICES terão papel decisivo nesse novo desenho social da humanidade”, destacou.

Citou o Programa Inova RS que, até 2030, prevê o estado como referência global em inovação como estratégia de desenvolvimento local. Esse é o propósito do Inova RS, programa estadual que orienta e embasa as ações da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia.

Empreendedorismo nas universidades 

O painel ‘A importância do perfil empreendedor da universidade para a evolução da sociedade’ teve como mediadora Bernadete Maria Dalmolin – Reitora da UPF e Secretária do COMUNG, reafirmou o compromisso das ICES Comunitárias com a produção do conhecimento, formação de qualidade e desenvolvimento das regiões de inserção, assim como novas Perspectivas de crescimento econômico e social, e, com isso, uma vida mais qualificada para todos.

Carlos Búrigo, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa Gaúcha e Deputado Estadual, citou os desafios enfrentados pelo setor educacional do Estado nesse momento de retomada do pós-pandemia. O painelista também mostrou apoio à pauta do COMUNG sobre a destinação de verba para a formatação de um programa de concessão de bolsas para que estudantes de baixa renda possam cursar o ensino superior. Conforme lei, 0,5% do orçamento deve ser destinado ao ensino público ou comunitário. Atualmente, o montante destinado é de cerca de 0,25%

Jaime Roberto Ramírez García, decano de la Facultad de Ciencias Administrativas y Económicas de la Universidad Católica de Trujillo-Perú, também participou do painel compartilhando as experiências empreendedoras aplicadas na instituição de ensino a que representa.

Mariana Zanatta Inglez, gerente do Parque Científico e Tecnológico e da Incubadora da Unicamp, trouxe esclarecimentos sobre a Inova Unicamp, criada em 2003, com o objetivo de estabelecer uma rede de relacionamentos da Unicamp com a sociedade para incrementar as atividades de pesquisa, ensino e avanço do conhecimento. Desde então, vem crescendo e evoluindo, executando projetos e oferecendo novos serviços para ampliar o impacto positivo em todos os ecossistemas em que atua.

Inovação que conecta universidades e sociedade

O painel ‘Ambientes de inovação: desenvolvendo negócios e interagindo com a comunidade’ teve a mediação de Cátia Maria Nehring, reitora da UNIJUÍ e Tesoureira do Comung.

Artur Gibbon, presidente da Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação (REGINP), reforçou a importância das universidades investirem no relacionamento com a economia tradicional por meio da oferta de soluções para as demandas do mercado, fazendo uso da inovação e da tecnologia.

Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira, compartilhou com os participantes informações sobre o Instituto, sem fins lucrativos, que busca conectar empresas e startups para estimular o ecossistema de inovação do RS.
Francisco Saboya, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), citou a posição de destaque assumida pelo Rio Grande do Sul na manutenção de espaços inovadores dentro das universidades comunitárias.

Giovani Feltes, deputado Federal e também painelista do encontro, destacou o papel dos governos na destinação de recursos e incentivo às entidades que promovem o empreendedorismo e a tecnologia. Afirmou que as legislações precisam refletir o comprometimento com as organizações de inovação, caso das universidades e de seus parques tecnológicos.

Encerramento

No encerramento do Fórum, na noite desta sexta-feira, o reitor da UCS e presidente do COMUNG, Evaldo Antonio Kuiava, destacou os principais momentos do encontro e a relevância dessa edição para o debate sobre o DNA inovador das Instituições de Ensino Superior Comunitárias. Kuiava também agradeceu ao apoio das entidades participantes e ao patrocinador, o Sindicato Das Entidades Mantenedoras de Instituições Comunitárias de Educação Superior no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiman/RS).

 

Startup Plus University: premiados universitários com as melhores ideias para Startups de inovação

Durante o IX Fórum de Gestão e Inovação do COMUNG, sediado pela UCS, universitários foram desafiados a desenvolver ideias para solucionar problemas e promover a inovação acadêmica.

Buscar ideias que ajudem a resolver problemas atuais do ensino universitário em três diferentes eixos temáticos de inovação. O Startup Plus University, resultou em dois dias de muita interação e aprendizado prático para promover a inovação no ambiente acadêmico.

Nesta edição, 87 universitários, todos alunos das instituições ligadas ao Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, escolheram um desafio – ou eixo temático – e, a partir dele, criaram uma Startup de inovação.

O Pitch final, com apresentação a potenciais investidores das propostas e entrega das premiações, ocorreu nesta sexta-feira, às 17h30, junto ao encerramento do IX Fórum de Gestão e Inovação do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (COMUNG).

Em primeiro lugar, a equipe Don’t Stop, com a proposta de possibilitar que os universitários tirem do papel através de uma plataforma tecnológica e inovadora, adentrando no mundo do empreendedorismo. Pela ideia, o grupo recebeu prêmio de R$ 3 mil.

O segundo lugar ficou com a equipe Universus: Conectando Conhecimentos. A proposta idealizou uma plataforma de integração e interação entre os alunos e o ecossistema acadêmico, voltado para o compartilhamento de conteúdos, ideias, projetos e vivências. O projeto foi contemplado com R$ 2 mil.

Na terceira colocação, Cubic, com proposta de Metaverso em uma plataforma de aprendizagem e diversão por meio da gameficação. A premiação foi de R$ 1 mil.

Tanto os grupos de trabalho como os projetos foram definidos nesta quinta-feira, de forma simultânea ao evento. Todo o processo de criação das startups foi desenvolvido e acompanhado por mentores, desde a validação do problema e formação de times, modelo de negócio, mínimo produto viável e teste de mercado, até a preparação e apresentação de pitchs.

No encerramento, Fábio Verruck, responsável pelo Startup University e Coordenador do Programa STARTUCS – UCSiNOVA, valorizou a experiência e a qualidade dos trabalhos inovadores desenvolvidos pelos universitários. Também aproveitou para agradecer o empenho das equipes envolvidas.

O eixo 1 tratou de ‘Tecnologias voltadas ao ensino digital e à educação virtualizada.’ Nesta opção, é preciso responder ao seguinte questionamento: ‘Quais tecnologias podem ser usadas no processo de avaliação do ensino digital e na melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem?’

Os estudantes que optaram pelo eixo 2, ‘Empreendedorismo inovador nos meios acadêmicos’, buscaram responder à seguinte pergunta: ‘Como transformar soluções criadas a partir de projetos acadêmicos (sala de aula) em ofertas reais ao mercado?’

Já o eixo 3, ‘Educação para o desenvolvimento sustentável’, desafiou os participantes a definir como ‘Como universidades podem contribuir para o desenvolvimento de competências e habilidades adequadas às exigências atuais do mercado?’

Pitch Comung (2)

Pitch Comung: projetos de Universidades mostram como incluir empreendedorismo no ensino superior

A nona edição do Fórum de Gestão e Inovação do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (COMUNG) proporcionou, em sua programação, o compartilhamento de cases de sucesso na tarefa de incorporar práticas empreendedoras no ensino superior.

A feira virtual Pitch Comung reuniu relatos mostrando iniciativas executadas nas instituições de ensino superior integrantes do Consórcio.

Em sua fala, a head de Inovação e Relacionamento com o Mercado da UPF, Cassiane Chais, parabenizou o COMUNG pela promoção do movimento em prol da inovação e do empreendedorismo.

Confira os projetos apresentados no Pitch Comung:

  – Empreendedorismo na Saúde: O case do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Feevale – FEEVALE

Apresentação: Marcelo Curth, professor

O Instituto de Ciências da Saúde entendeu a necessidade de colocar nos currículos dos diferentes cursos uma unidade que pudesse abordar de maneira prática o empreendedorismo.

Com mentoria e metodologia específicas, durante as aulas, são propostas diferentes abordagens para desenvolvimento de ideias ligadas às áreas de atuação, contando com cases, proposições e práticas de etapas de negócios. O objetivo é a qualificação dos alunos na criação de negócios e sustentabilidade profissional.

– A estratégia do empreendedorismo transversal a partir do IDEAR – Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS – PUCRS.

Apresentação: Ana Cecília Bisso Nunes, coordenadora acadêmica

O IDEAR – Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS foi criado em 2016 e atua no incentivo aos estudantes, profissionais e à comunidade em geral no desenvolvimento de competências empreendedoras por meio de resolução de problemas e metodologias ativas. Disciplinas, palestras, cursos/programas de desenvolvimento, assessorias e eventos são os meios utilizados.

Como objetivos, estão a incorporação do empreendedorismo no currículo acadêmico, desenvolvimento do corpo docente e fortalecimento das relações entre IES e outros setores da sociedade.

– Mindset empreendedor no ensino superior – UCS

Apresentação: Anadir Roveda, professor

A proposta da disciplina de Empreendedorismo da UCS é oferecida para a graduação e a integração desta com todo o ecossistema empreendedor da Instituição.

– Contdigital contabilidade online – UFN

Apresentação: Matheus Camargo, CEO

A iniciativa oferece serviços de contabilidade para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, desde o processo de abertura de CNPJ até o acompanhamento mensal das rotinas contábil, fiscal e pessoal.

O foco é melhorar a experiência dos empreendedores na gestão dos seus negócios, impactando na redução de papéis, logística e otimização de tempo, além de um atendimento qualificado e ágil. Já está presente em mais de 29 cidades, com vistas à expansão nacional.

– Interação Universidade – Empresas: Case Laboratório de Práticas de Gestão – UNICRUZ

Apresentação: Juliano Nunes Alves, coordenador da Agência de Empreendedorismo e Inovação – Start

Para contribuir com a formação dos acadêmicos do curso de Administração, a disciplina de Laboratório de Práticas de Gestão se assenta na lógica da interação universidade-empresa.

Assim, realiza a interação com empresas locais/regionais, por meio de diagnóstico gerencial e proposição de soluções, a fim de contribuir para a formação dos alunos e com o desenvolvimento econômico e social. Até o momento, 23 empresas já foram atendidas.

– Hackapower – Transformando ideias em soluções – UNIJUÍ

Apresentação: Peterson Cleyton Avi, professor

Trata-se de uma maratona de desenvolvimento de soluções tecnológicas que contempla três desafios reais do setor de energia, abordando os temas ‘Energias Renováveis’ e ‘Redes Elétricas Inteligentes’. O evento é desenvolvido com parceria de diversas entidades, com mais de 100 participantes distribuídos em 20 equipes.

– Feira de Criatividade e Inovação – UNILASALLE

Apresentação: Giovanni Bohm Machado, coordenador do La Salle Tech

Evento anual com o objetivo de trazer a inovação e o empreendedorismo para o ambiente de ensino, trata-se de uma competição entre estudantes de todas as áreas do conhecimento

Na final, todos apresentam seus projetos, protótipos e modelos para apreciação de uma banca especializada. Há, ainda, palestras, workshops e muito networking.

– Laboratório de Empreendedorismo e Práticas Comunitárias: propondo soluções por meio da educação empreendedora – UNISC

Apresentação: Giana Diesel Sebastiany, diretora de Ensino de Graduação

A proposta tem como objetivo fazer com que o estudante tenha contato com o ambiente empreendedor, no primeiro e no terceiro semestres, aliando os conceitos estruturantes do empreendedorismo clássico e social com a prática.

Também é um potencial gerador de novas ideias e projetos para a incubadora da Universidade.

No primeiro semestre, 77 projetos foram desenvolvidos com o objetivo de propor soluções para os desafios apresentados pelas instituições participantes.

 – Reinventando Negócios através do RELAB – UNISINOS

Apresentação: Emanuelle Nava Smaniotto, professora e coordenadora na Escola de Gestão e Negócios

Criado na pandemia com o intuito de ajudar as empresas que passavam por dificuldades. No total, 65 alunos voluntários se uniram e atenderam 67 empresas que precisavam de orientação. Em 2020, as mentorias seguiram os pilares: modelo de negócios, posicionamento digital e metodologias ágeis. Recentemente, a iniciativa resultou na constituição da primeira Empresa Jr. da Universidade.

– Experiência do Estúdio de Criação [ ESC ] Univates – UNIVATES Apresentação: Rodrigo Brod, coordenador do curso de Design

O modelo de desenvolvimento de projetos do [ ESC ] (Estúdio de Criação Univates) proporciona um ambiente de autonomia e autogestão dos estudantes em grupos de trabalho, com interface com a sociedade e problemas reais. Os desafios lançados nos projetos possibilitam que os estudantes desenhem projetos e negócios.

– EdTechs: Metodologia Inovadora Pedagógica – UPF

Apresentação: Teofanes Foresti Girardi, gestora de Inovação UPF Parque

A iniciativa é um Canva Pedagógico. A ferramenta, oriunda da engenharia e muito utilizada para modelagem de negócios, foi redesenhada e transformada para se tornar uma ferramenta auxiliar ao planejamento das disciplinas e da gestão dos cursos. O Canva permite a visualização do conteúdo ou planejamento pedagógico em diferentes cenários, com uso de várias plataformas de ensino. O professor pode configurar o conteúdo de acordo com as competências e habilidades que serão desenvolvidas durante o semestre.

– SOU I Plataforma de Projetos Integradores – URCAMP

Apresentação: Leandro Rocha Soares Pires, gerente de Inovação

Canal de comunicação entre estudantes, comunidade e empresas. Através de uma nova metodologia de ensino, a Instituição estreita os laços, propiciando experiência aos acadêmicos e solucionando os problemas dos parceiros que se cadastrem.

Fórum COMUNG: painéis examinam cenário atual e perspectivas para a ampliação do inovação no ensino superior

O Fórum teve continuidade nesta sexta-feira (26), com o aprofundamento do debate sobre novas tecnologias educacionais, formação empreendedora, adaptações no período de pandemia e relação das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) com a sociedade e com a inovação.

Na parte da manhã, foi realizado o painel ‘Universidades como grandes celeiros de desenvolvimento de startups’. Roberto Rabello, representante da equipe gestora da UPF Parque, explanou sobre o Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Passo Fundo, criado em 2013 com a missão de gerar conexões que potencializam a transformação do conhecimento em inovação e a ligação entre academia e outros segmentos da sociedade, na geração de novas empresas. O Parque UPF conta com eixos verticais conectados com as demandas da região: Indústria Criativa, Agrotech (tecnologia para o agronegócio), Saúde Digital e Educação.

O painelista também apresentou e esclareceu aspectos sobre a estrutura funcional, projetos e programas em desenvolvimento que integram o espaço.

“A universidade é o único modelo capaz de unir pesquisa, ensino, extensão e levá-los ao mercado. Um parque tecnológico inserido no ambiente universitário propicia o equilíbrio entre ensino, pesquisa e inovação, potencializando o desenvolvimento e surgimento de novos modelos de negócio”, considerou.

Pós-doutor em Cidade Digital Estratégica – Strategic Digital City, Rabello é professor titular da Universidade de Passo Fundo na graduação e em programas de pós-graduação, e fundador de empresas de tecnologia e CIO da Umentor Brasil. Também atua em diversos programas da Instituição na área de inovação.

Ismael Wimmersberger, CPO da Umentor Brasil, apresentou a startup de tecnologia em gestão e educação corporativa criada em 2018 e instalada no Parque UPF. A empresa desenvolve treinamentos assertivos a partir de um direcionamento obtido por meio da análise de desempenho de equipes, identificando as necessidades de capacitação com base na performance, potencialidades e desafios do colaborador. O processo, explicou, é totalmente customizado às necessidades da organização. A plataforma também disponibiliza dados e resultados que amparam decisões e estratégias de gestão de equipes das empresas.

Conforme o painelista, a startup é uma das poucas no país que desenvolve esse tipo de trabalho. A plataforma já conta com 25 mil usuários.

Wimmersberger foi gerente de Região do SENAC (RS) no período de 2004 – 2018, especialista em Gestão de Negócios pela ULBRA (RS), e possui MBA em Marketing pela ESPM (SP).

Diretor de Empreendedorismo Inovador do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Cesar de Oliveira Pinto elogiou os cases abordados no painel, segundo ele, exemplos de iniciativas concretas ao encontro da inovação no ensino superior.

O painelista também repercutiu o Programa Centelha, iniciativa do Ministério que visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Brasil. No primeiro edital do programa, lançado em 2020, graduados e pós-graduados representaram 90% dos proponentes. Exemplo que demonstra o papel das universidades para formar capital humano e empreendedor. “O programa é muito próximo das ICES na medida em que o conhecimento que é gerado nas Universidades pode se transformar em startups de sucesso.”

Além do fomento ao surgimento de startups, o painelista comentou sobre desafios percebidos nos ambientes de inovação. Dentre eles, a discrepância entre a presença feminina e a participação masculina em ecossistemas de inovação.

O diretor do MCTI também adiantou que será lançado, no próximo ano, o edital da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) que vai disponibilizar mais recursos para os ambientes de inovação das Universidades e, também, a criação de centros de inovação.

Marcos Cesar de Oliveira Pinto possui 10 anos de experiência no Poder Executivo Federal, atuando no suporte à formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, notadamente nas áreas de telecomunicações, economia digital, inovação e privacidade/proteção de dados. Antes disso, teve 15 anos de experiência no setor de TICs na iniciativa privada. É graduado em Ciências da Computação pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento pelo IPEA.

Nery Rodrigues, analista de Eventos da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), apresentou a estrutura da entidade, bem como o cenário de inovação do estado de Santa Catarina. Atualmente, são 1,4 mil empresas ligadas à ACATE, que é a principal representante do empreendedorismo inovador em Santa Catarina. “Nossa missão é apoiar o ecossistema local de ponta a ponta, das startups às empresas de grande porte.”

Rodrigues também levantou a questão da presença feminina nos ambientes de inovação, que, considerou, vem crescendo e conquistando papéis de lideranças nas startups do estado catarinense.

“Grandes players mundiais de tecnologia, como o Google, a Amazon e o Facebook, têm em comum já terem sido startups e nascidas em ambientes universitários – inclusive com a participação de brasileiros em sua fundação”, contextualizou, ao lembrar do processo evolutivo e potencial de crescimento que uma startup pode alcançar.

Graduado em Relações Públicas pela PUCPR, atualmente cursando MBA de Gestão da Inovação na Comunicação Digital, já produziu grandes eventos da rede Fort Atacadista, maior rede de atacarejo de Santa Catarina.

O painel teve mediação do presidente do COMUNG e reitor da UCS, Evaldo Antonio Kuiava, que ressaltou a qualidade das pautas abordadas pelos painelistas e a importância da iniciativa do MCTI de envolver-se na potencialização da inovação no ensino superior. Ele também citou o protagonismo de Santa Catarina nesse aspecto.

Claudia Velho (9)

Fórum COMUNG: Luiz Roberto Liza Curi convida à reflexão sobre desafios do ensino superior brasileiro na pós-pandemia

O sociólogo e economista, membro do Conselho Nacional da Educação e do Conselho Superior da Capes, falou para docentes e gestores da educação na abertura do IX Fórum de Gestão e Inovação do COMUNG, sediado pela UCS. 

Menos ‘conteudismo’ e mais qualificação de processos inovadores e da formação da autonomia intelectual. A necessidade foi compartilhada pelo sociólogo e economista Luiz Roberto Liza Curi com gestores e educadores do ensino superior que acompanharam a abertura oficial do IX Fórum de Gestão e Inovação do COMUNG, que iniciou nesta quinta-feira (25) e segue até sexta-feira (26) na Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Membro do Conselho Nacional da Educação e do Conselho Superior da Capes, Curi explicou como os processos avaliativos e regulatórios que regem as ações das Instituições de Ensino Superior, com a função de orientar suas atividades, causam, muitas vezes, o recolhimento da capacidade de inovação nesses mesmos espaços.

“Cabe a reflexão: será que limitamos o processo inovativo pelo excesso de zelo no cumprimento de avaliações e regras externas?”, provocou Curi.

A pandemia, segundo o palestrante, afetou o cenário do ensino superior, levando a um baixo teor de inovação no processo de aprendizado, além de ocasionar altos índices de desistência nos cursos de graduação, tanto em instituições públicas como privadas, em ofertas presenciais e EAD.

Para ele, é preciso refletir sobre as responsabilidades que cabem às universidades nesse cenário de desestímulo ao ensino, mas também sobre o papel dos processos regulatórios que limitam a atuação e capacidade de criar e inovar das instituições.

“Uma atuação universitária de excelência está mais ligada às transformações que provoca do que à manutenção das práticas vigentes”, acrescentou.  “Precisamos desafiar as estruturas curriculares e baseá-las em competências, não em conteudismo. O Conselho Nacional de Educação (CNE), em conjunto com o Ministério da Educação, tem se dedicado, junto às entidades de ensino, a qualificar a formação a partir desse posicionamento. Novos modelos de ensino foram colocados em prática na pandemia, e devem não apenas ser mantidos, como aperfeiçoados”, contextualizou.

Em sua explanação, o conselheiro do CNE afirmou que o esforço coletivo de entidades como o COMUNG, inclusive pela sua relevância social, deve focar na superação das limitações para a qualificação da formação acadêmica, contando, para isso, com processos regulatórios que qualifiquem o ensino.

“As universidades comunitárias, desde sempre, entendem que suas ações precisam gerar impactos positivos para a comunidade em que estão inseridas. Podemos aprender muito ouvindo e observando a atuação de entidades como o COMUNG”, destacou.

Cabe destaque para o trabalho desenvolvido pelo CNE na crise gerada pela pandemia, voltado a ampliar a capacidade de gestão das Instituições Comunitárias Ensino Superior (ICES). Como exemplo, as as diretrizes para orientar desde escolas da educação básica a instituições de ensino superior.

A palestra foi mediada pelo reitor da UCS e presidente do COMUNG, Evaldo Antonio Kuiava, que também citou o desafio enfrentado pelas ICES em integrar ofertas de ensino, em parte por limitações impostas pelas normas regulatórias. Kuiava também reafirmou o compromisso das universidades integrantes do COMUNG com a inovação e o ensino de excelência. “Empregamos esforços para ampliar as conexões com todos os setores sociais e maneiras de buscar, cada vez mais, o desenvolvimento social das comunidades em que atuamos”, afirmou.

Na abertura do Fórum, de forma virtual, diversas autoridades do ensino superior brasileiro parabenizaram o COMUNG pelo encontro, assim como pelos 25 anos de existência da entidade. Elizabeth Guedes, presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), destacou o Rio Grande do Sul como estado protagonista na manutenção de ambientes de ensino superior direcionados à inovação.

Aristides Cimadon, reitor da Unoesc e presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE), afirmou que oportunidades como o Fórum são fundamentais para traçar caminhos de fortalecimento das IES no que tange à inovação.

Lia Maria Herzer Quintana, reitora do Centro Universitário da Região da Campanha (URCAMP) e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), destacou a trajetória do COMUNG de luta por um ensino de qualidade desde a sua fundação.

O evento também apresentou ao público um vídeo comemorativo aos 25 anos do COMUNG, que se configura como uma rede de educação, ciência e tecnologia, composto por Universidades que atuam no estímulo ao desenvolvimento do RS há mais de 50 anos por meio da formação profissional de alta qualidade, da pesquisa científica e de milhares de ações de inserção comunitária.

Sobre o Palestrante

Sociólogo e Doutor em Economia, ambos pela Unicamp. É Conselheiro do Conselho Nacional de Educação, com mandato até 2024, foi Presidente da Câmara de Educação Superior por dois mandatos (2016 a 2018) e Presidente do Conselho de 2018 a 2020. É membro do Conselho Superior da Capes.

Entre outras atividades: Foi Presidente do INEP, Diretor Geral de Políticas de Educação Superior do MEC, Secretário de Cultura de Campinas, Presidente da Companhia do Polo de Alta Tecnologia de Campinas, Diretor Geral de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, pesquisador e Analista Sênior em Ciência e Tecnologia do CNPq. Foi também membro do Conselho Superior da Unicamp, Presidente do Conselho de Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Campinas, membro do Conselho Nacional do IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional.

Sobre o Fórum

O IX Fórum de Gestão e Inovação do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – COMUNG fomenta o debate sobre a Universidade Comunitária Inovadora enquanto DNA do Ensino Superior. O tema será compartilhado em palestras, pitch de inovação, elaboração de projetos de empreendedorismo, troca de experiências e compartilhamento de soluções para tornar mais inovador o ensino universitário.

O objetivo do encontro, de forma geral, é socializar experiências nacionais e internacionais que envolvam as novas tecnologias educacionais, a formação empreendedora, as adaptações no período de pandemia e a relação das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) com a sociedade e a inovação. O Fórum também procura disseminar a cultura da inovação e empreendedorismo com base em alianças estratégicas.

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Força-tarefa para fortalecer o protagonismo das Instituições Comunitárias na sociedade

A programação do primeiro dia do Fórum iniciou ainda pela manhã. Às 10h, na Sala Florense do Campus-Sede da UCS, teve espaço reunião dos agentes das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) do Comung e equipe da Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais).

O grupo teve acesso a esclarecimentos sobre o andamento da parceria entre a Acafe e COMUNG, a Plataforma de Inovação das Instituições Comunitárias de Santa Catarina, que tem o intuito de consolidar o protagonismo das ICES Comunitárias no cenário estadual e, posteriormente, nacional.

O encontro marcou o encerramento da primeira fase dos trabalhos. Adriano Rodrigues, assessor de relações institucionais e governamentais do sistema ACAFE, conduziu a explanação sobre as atividades realizadas nessa etapa pela equipe da Associação, em conjunto com as Universidades ligadas ao COMUNG. As ações se traduziram no extenso mapeamento da estrutura das ICES, passando por gestão e identificação de competências e ecossistemas de inovação.

O trabalho realizado até o momento foi decisivo para a implantação de uma plataforma integrada com informações sobre as ICES Comunitárias e suas potencialidades em tecnologia e inovação. O sistema é um aliado na tarefa de captar investimentos e parcerias público-privadas, reafirmando o protagonismo social.

Presidente do COMUNG e reitor da UCS, Evaldo Antonio Kuiava, agradeceu a presença das equipes no encontro, de forma presencial e on-line, valorizando a parceria e troca de experiências com a ACAFE. “Trabalhamos em conjunto, temos a mesma causa e vamos evoluir muito no posicionamento das comunitárias a partir do trabalho compartilhado com a Associação no reposicionamento das Universidades Comunitárias”, destacou.

O professor Cleber Prodanov, reitor da Feevale e 2º vice-presidente do COMUNG, ressaltou o desconhecimento da sociedade sobre a modalidade comunitária de instituições de ensino superior. “A plataforma é um passo para consolidar o consórcio perante o governo, associações e entidades ligadas a setores da economia e sociedade”, considerou.

A segunda fase do projeto terá a ação dos agentes designados pelas instituições de ensino junto às associações, federações e outras entidades ligadas à economia, além do poder público, para o fechamento de parcerias. O cronograma de trabalho deve iniciar em março de 2022.

A Plataforma de Inovação das Instituições Comunitárias de Santa Catarina é um ambiente dedicado à integração, apoio, prospecção e potencialização de ações das instituições de ensino superior que integram o sistema ACAFE, caso do COMUNG. A estrutura é responsável por identificar e prospectar as demandas e organizar os projetos, de forma integrada entre as instituições, respeitando a vocação, a autonomia e as particularidades de cada organização.

Reitores reforçam campanha por repasse de recursos ao ensino superior

À tarde, os reitores integrantes do COMUNG se reuniram para o debate de temas pertinentes às instituições de ensino superior, como a apresentação da Plataforma de Inovação das Instituições Comunitárias, resultado de parceria entre o COMUNG e a Associação Catarinense das Fundações Educacionais, ACAFE. O tema já havia sido abordado no encontro da manhã, e foi aprofundado com a presença dos reitores.

Outro assunto repercutido é a audiência com o governador do RS, Eduardo Leite, agendada para a próxima segunda-feira (29). Na pauta, estará a destinação de verba para a formatação de um programa de concessão de concessão de bolsas para que estudantes de baixa renda possam cursar o ensino superior. Conforme lei, 0,5% do orçamento deve ser destinado ao ensino público ou comunitário. Atualmente, o montante destinado é de cerca de 0,25%

A demanda do COMUNG, dessa maneira, tem base no artigo 201 da Constituição Estadual, que estipula a aplicação de meio por cento da receita líquida de impostos próprios na manutenção e no desenvolvimento do ensino superior público e no ensino superior comunitário. Nos últimos anos, de acordo com balanço financeiro do próprio Estado, o percentual não está sendo totalmente aplicado, gerando um déficit de investimento de 69 milhões de reais apenas em 2020.

O consórcio tem estabelecido tratativas com o governo do Estado e a Assembleia Legislativa. Na próxima segunda, a comitiva formada por grupo de reitores do COMUNG vai comparecer à audiência com o governo estadual.

Dentre outros tópicos, foi abordado, ainda, o aniversário de 25 anos do COMUNG. O lançamento de um vídeo comemorativo ocorreu na cerimônia de abertura do Fórum, realizada na noite desta quinta-feira, 25.

Foto: Claudia Velho.

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Meninas 100% presentes: acadêmicas de Medicina da Unisc realizam projeto de empoderamento feminino em escolas 

Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mais de 4 milhões de jovens brasileiras não têm acesso a itens básicos para cuidados menstruais nas instituições escolares, o que faz muitas faltarem aulas durante o período menstrual. Com o crescimento de reflexões nesse sentido, o projeto We Are Here: meninas 100% presentes, vinculado ao curso de Medicina da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), surgiu para agregar soluções.

A iniciativa une ações em prol das estudantes de escolas públicas de Santa Cruz do Sul, que vão desde a arrecadação de absorventes para doação, até palestras de conscientização sobre saúde da mulher. Coordenado pela professora Dóris Lazzarotto Swarowsky, o projeto também conta com a atuação da professora Jéssica Ebert e de acadêmicas do curso de Medicina da Unisc, que cursam entre o 2º e o 8º semestre. 

Até o momento já foram arrecadados 5970 absorventes. A primeira escola beneficiada foi a EMEF São Canísio, que recebeu 105 pacotes, contendo 49 absorventes em cada. Os kits de absorventes foram distribuídos para estudantes entre 10 e 18 anos. Além da doação, as integrantes do We Are Here realizaram palestras em sete turmas de meninas, abordando temáticas como a saúde da mulher e a importância dos cuidados íntimos.

Ao longo da palestra as estudantes de Medicina, acompanhadas da professora responsável, conversam sobre higiene feminina, ciclo menstrual, tipos e uso de absorventes, métodos contraceptivos, vulvovaginites, infecções sexualmente transmissíveis e formas de receber ajuda através do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O momento de conscientização abre a possibilidade das estudantes esclarecerem dúvidas em torno dos assuntos abordados. “Nosso projeto é de extrema importância tanto pela possibilidade de levar a estas jovens meninas temas importantes para sua saúde física e mental, quanto por oportunizar que nossas alunas, futuras médicas, participem de um projeto voluntário alicerçado em doação, educação e prevenção, temas necessários nos dias de hoje.”, reforça Dóris Lazzarotto Swarowsky, professora e coordenadora da AWS Unisc.

“Tentamos deixar as meninas o mais confortável possível durante a conversa e isso foi fundamental para que elas tirassem as dúvidas sobre a sua saúde, algo que muitas vezes não tem possibilidade em casa. Além disso, elas falaram de seus sentimentos e inseguranças, ainda mais nesse momento da vida. A ideia do projeto de fato se concretizou: We are here: meninas 100% presentes.”, Júlia Copetti Burmann, acadêmica de Medicina presidente do AWS Unisc.

We Are Here: meninas 100% presentes

Ainda no calendário de 2021 está prevista a doação de absorventes e a realização de palestras em mais uma escola do Município, com data a ser definida nos próximos dias. Já para o ano de 2022 a expectativa é de que o projeto passe a atuar em frentes diferentes, mas ainda no sentido de incentivar a autonomia e o conhecimento das mulheres.

O projeto filantrópico é feito por elas e para elas, com o intuito de acolher jovens estudantes e proporcionar empoderamento. “A ideia da iniciativa surgiu em conversas com a professora Dóris sobre menstruação e as dificuldades associadas ao período. Essas dificuldades refletem em infrequência escolar e, consequentemente, em prejuízos educacionais para essas meninas, além de um sentimento de desconhecimento sobre seu próprio corpo e funcionamento”, explica a acadêmica Júlia Copetti Burmann.

Com os resultados positivos a ação terá continuidade no ano de 2022, passando a ser reconhecida como uma liga acadêmica do Curso de Medicina e enquadrada como um projeto de extensão em beneficio à comunidade. “A professora Dóris é uma grande apoiadora da causa feminina e nos inspira a tornar o conhecimento uma forma de independência e de libertação. Então, nosso propósito é seguir apoiando, incentivando e capacitando mulheres da região. Dentro do curso de Medicina o projeto também tem o viés de apoiar as mulheres que aspiram ser cirurgiãs, para que possam desenvolver a postura de liderança”, completa Júlia. 

Saúde feminina

 Muito além da doação dos absorventes, o projeto é baseado em proporcionar informações confiáveis e conhecimentos necessários para jovens de escolas públicas. “São muitos os conhecimentos que transmitimos durante a palestra. Por exemplo, conhecer o uso correto dos produtos de higiene íntima, pois seu uso inadequado pode levar a pessoa que menstrua a sofrer com problemas como infecções urinárias. Além disso, alertamos sobre o uso correto de absorventes. O conhecimento sobre o próprio corpo e suas capacidades permite que meninas e mulheres não deixem seus dias de fluxo serem empecilhos para a realização de suas atividades cotidianas, entendendo seu ciclo e a importância dele para sua saúde”, apontam as integrantes do projeto.

Quem faz o projeto

O projeto reúne o trabalho das acadêmicas de Medicina Júlia Copetti Burmann, Thaís Borges Magnus, Stephani Jahn Barros, Isabela Lazaroto Swarowsky, Eduarda Maria Baldi, Rafaela Manetti Geisler, Jennifer Paloma Dreissig, Larissa de Camargo Subtil, Larissa Bertoldi, Juliana Limberger Heinze e Laura Beatriz Wuensch Weschenfelder. Além das professoras Dóris Lazzarotto Swarowsky, médica especialista em Cirurgia Geral e do Trauma e Jéssica Ebert, médica residente em Cirurgia Geral pelo Hospital Santa Cruz.

 

Saiba mais

Para saber mais informações, acompanhar as iniciativas do projeto ou entrar em contato para realizar a doação de absorventes, siga a página de Instagram @awsunisc ou envie uma mensagem privada no perfil.

Gestão2022-2025(4)

Rafael Frederico Henn é eleito novo reitor da Unisc

Chapa única para a gestão 2022/2025 recebeu a aprovação de 96,42% dos votantes

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) vivenciou nos dias 9, 10 e 11 de novembro a eleição para Reitor e Vice-Reitor – Gestão 2022/2025. O pleito teve chapa única, formada por Rafael Frederico Henn e Andréia Rosane de Moura Valim, com o lema Juntos, seguimos conectados.  Votaram docentes; estudantes de graduação (presencial e EaD), de pós-graduação lato sensu (presencial e EaD) e de pós-graduação stricto sensu; técnicos administrativos; e associados efetivos da Assembleia Geral Comunitária da Apesc.

A apuração dos votos ocorreu no Auditório Central e iniciou logo após o encerramento das eleições, às 21h30, quando a Comissão Eleitoral Central anunciou, às 23h30, o professor Rafael Frederico Henn como o novo reitor eleito da Unisc, tendo recebido a aprovação (sim) de 96,42% dos votantes.

Ao receber o resultado, o novo reitor, juntamente com integrantes e apoiadores da sua chapa comemorou a vitória, afirmando que a conquista representa a continuidade de um trabalho sério que já vem sendo realizado nos últimos anos.  “Estou muito feliz com o índice de aprovação recebido e, a partir de agora, é dar prosseguimento aos projetos já iniciados, tanto na área administrativa quanto na área do ensino, para continuarmos crescendo enquanto instituição e oferecendo uma formação de qualidade que é nossa característica”, ressaltou. “É muito emocionante receber esse resultado e, ao mesmo tempo, esse índice de aprovação elevado demonstra o quão sério é o trabalho que vem sendo realizado, e isso nos dá ainda mais responsabilidade”, disse a vice-reitora eleita, Andréia Rosane de Moura Valim.

Sobre o pleito, o presidente da Comissão Eleitoral Central da Unisc, Wolmar Severo, avaliou como positivo. “Cumprimos o nosso papel e entendemos que o processo eleitoral representa um momento único e importante para a Instituição, vez que, exercer o direito do voto significa legitimar a candidatura, que nesse caso, foi de uma única chapa”, destacou.

Rafael Frederico Henn é administrador, engenheiro mecânico, especialista em Gestão Empresarial e mestre em Administração e Negócios. Atualmente, ocupa o cargo de vice-reitor e também é professor do Departamento de Gestão de Negócios e Comunicação da Unisc. Andréia Rosane de Moura Valim é farmacêutica, mestre em Ciências Biológicas: Bioquímica e doutora em Biologia Celular e Molecular. Atualmente, é diretora de Inovação e Empreendedorismo e professora do Departamento de Ciências da Vida e do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Unisc.

Também integram a chapa eleita os professores Dorivaldo Brites de Oliveira, do Departamento de Gestão de Negócios e Comunicação (pró-reitor de Administração); e Rolf Fredi Molz, do Departamento Engenharias, Arquitetura e Computação (pró-reitor Acadêmico).

*Fotos: Josemar Santos

**Legenda: Esquerda para direita: Rolf Fredi Molz, Rafael Frederico Henn,  Andréia Rosane de Moura Valim e Dorivaldo Brites de Oliveira.

Reitores vinculados ao Comung reforçam pedido para criação de programa de concessão de bolsas

Em vídeo, lideranças das Universitárias Comunitárias Gaúchas unem forças em nome da ampliação e da qualificação do Ensino Superior gaúcho

#meioporcentojá é o que pedem os reitores de 14 Universidades Comunitárias Gaúchas em vídeo que será lançado no Canal do Youtube do Comung, na manhã desta sexta-feira, dia 12 de novembro, às 10h. As lideranças do Ensino Superior do Rio Grande do Sul buscam alertar o governo estadual para a necessidade da aplicação de recursos definidos em lei (especificamente no art. 201, parágrafo 3º da Constituição Estadual do RS) de destinar 0,5% da receita líquida de impostos próprios para a Educação Superior (pública e comunitária).

O vídeo estará disponível em https://youtu.be/p57JNR9p56Y 

Nos últimos anos, de acordo com o balanço financeiro publicado pelo Estado, o percentual não está sendo totalmente destinado, impossibilitando o acesso de milhares de estudantes ao Ensino Superior. O valor não aplicado em 2020 totaliza R$ 69 milhões e poderia viabilizar o acesso de aproximadamente 7 mil estudantes em Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES).

A proposta se baseia em um modelo adotado no estado de Santa Catarina, que agrega diferentes tipos de bolsas de estudo, pesquisa e extensão. Somados ao exemplo, dados indicam que 15% dos estudantes do ensino superior precisaram trancar ou cancelar matrículas durante a pandemia. No mesmo período, 57,9% dos domicílios com estudantes no ensino superior tiveram a renda diminuída pela metade ou, menos da metade.

Os reitores destacam que o Comung conta com universidades em todas as regiões do Estado e representa uma rede de educação, ciência e tecnologia de contribuição fundamental para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Externas com pessoas - Carol-39

Atividades acadêmicas da Feevale serão totalmente presenciais a partir de janeiro

 Universidade anunciou a medida na última segunda-feira, 1º 

A partir de 3 de janeiro de 2022, as atividades acadêmicas de ensino de graduação e pós-graduação, pesquisa e extensão retornarão de forma totalmente presencial na Universidade Feevale. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 1º, em comunicado a estudantes, professores e funcionários da Instituição.

A decisão está fundamentada na melhoria dos indicadores epidemiológicos, como a diminuição significativa do índice de transmissibilidade do vírus SARS-CoV-2, de internações em UTIs e de mortes causadas pelo coronavírus, em razão do aumento da população vacinada. Mantidas essas condições, a Feevale acredita que será possível a retomada integral das atividades presenciais.

Devido à pandemia, em 17 de março do ano passado a Feevale migrou todas as suas atividades acadêmicas e administrativas para a modalidade on-line. Nesses meses todos, no entanto, a Universidade assumiu protagonismo na sociedade com diversas ações de combate à Covid-19, que vão desde a fabricação de EPIs e pesquisas até a realização de testes e apoio a mais de 40 municípios da região.

A Feevale informou, ainda, que os protocolos de segurança serão mantidos e atualizados de acordo com as orientações das autoridades sanitárias. A Instituição também está articulando com representantes de toda a cadeia de serviços – restaurantes, lanchonetes, farmácia, transporte público e privado, entre outros – para que retomem o atendimento à comunidade acadêmica nos três câmpus.

A presencialidade integral é considerada pela Feevale uma grande notícia neste fim de semestre. “Além de trazer nova esperança de retomada dos encontros presenciais no ano novo, essa decisão, nesta reta final de 2021, dá tempo para que todos possam se organizar para 2022. Concluam bem seus estudos e que o próximo ano seja alegre, colorido e cheio de vida como é a nossa Feevale com vocês aqui”, diz o comunicado.

Sepome 2021

Sepome reúne pesquisadores do Mercosul para analisar os desafios impostos pela pandemia 

Evento do PPG em Política Social e Direitos Humanos da UCPel ocorre virtualmente de 8 a 10 de novembro 

A nova edição do Seminário de Políticas Sociais do Mercosul (Sepome) vai tratar sobre os novos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus na América Latina. O evento, totalmente virtual, ocorre de 8 a 10 de novembro e contará com conferências, mesas-redondas e mesas temáticas, além de lançamentos de livros e periódicos.

Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Política Social e Direitos Humanos da Universidade Católica de Pelotas (PPGPSDH/UCPel), o seminário, realizado a cada dois anos, se tornou um importante espaço de articulação entre universidades latino-americanas. Cerca de 150 trabalhos científicos terão espaço de apresentação e seis países estarão representados por pesquisadores.

De acordo com a professora Vini Rabassa da Silva, integrante da comissão organizadora, o seminário será um momento de reflexão sobre o crescimento da desigualdade social ocorrido no período da pandemia. “Uma pesquisa sobre segurança alimentar aponta que em 2018 havia no Brasil 10,3 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. Em 2020, já são 19,1 milhões de pessoas e se prevê que neste ano o número aumente”, diz.

Em Pelotas, cidade sede do evento, a realidade da fome não difere do país, explica a docente. “Mesmo com um aumento da distribuição de cestas básicas pelo poder público à população, a demanda não vem sendo suprida, demonstram dados obtidos por comitês de combate à fome existentes em Pelotas. Isso aponta a redução de recursos públicos na área social”, completa.

Conforme a docente, as novas demandas e os novos desafios serão objeto de análise nos três dias de realização do evento. “Novas entre aspas, porque o que a pandemia fez foi escancarar e agravar a questão da desigualdade social que o Brasil vem enfrentando desde 2016”.

Programação

Além das duas conferências e três mesas-redondas, o evento contará com 18 mesas temáticas e espaços para o debate dos trabalhos inscritos nas linhas Estado, Políticas Sociais e Direitos Sociais; Direitos Humanos, Segurança e Acesso à Justiça; e Questão Social, Trabalho, Sociabilidade e Resistências Políticas. No site do evento também será possível conferir os resultados das pesquisas na modalidade de banners.

Na conferência de abertura, no dia 8, a partir das 18h, o professor Eduardo Fagnani, da Universidade Estadual de Campinas, vai abordar ascrises atuais, desdobramentos e os enfoques e perspectivas no campo das políticas sociais.

Fagnani é coordenador da Plataforma Política Social – Agenda para o Desenvolvimento. A ferramenta tem o objetivo de romper o isolamento que divide economistas e especialistas em política social. “Os economistas mais progressistas não conseguem dialogar com as políticas sociais. E hoje, na realidade brasileira, é evidente a importância da não separação entre economia e política para análise e projeção de intervenções”, avalia Vini.

A programação completa está disponível no site do Sepome.

Inscrições

Interessados devem fazer inscrição no site do evento. Os valores para a modalidade de participante são de R$100,00 para profissional, R$60,00 para estudante de pós-graduação e R$30,00 para estudante da graduação.

A programação será transmitida em plataforma exclusiva aos participantes. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail sepome@ucpel.edu.br. 

knowledge

Programa de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado em Administração da UCS promove o Knowledge Cities World Summit

KCWS 2021 ocorre de forma on-line, de 16 a 19 de novembro, e busca promover o entendimento e a aplicação do conhecimento como alavancas para o desenvolvimento dos centros urbanos

O Programa de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado em Administração da Universidade de Caxias do Sul (UCS) promove, de 16 a 19 de novembro, o Knowledge Cities World Summit 2021. Realizado em parceria com o World Capital Institute (WCI) e com o City Living Lab, o encontro busca contribuir para as discussões emergentes e vitais sobre como os centros urbanos e suas regiões podem enfrentar desafios como inclusão social, desigualdades econômicas e degradação ambiental por meio do desenvolvimento inovador baseado em conhecimento.

O KCWS é realizado anualmente, sobre o tema das “cidades do conhecimento” e do “desenvolvimento baseado no conhecimento”. Busca promover o entendimento e a aplicação do conhecimento como alavancas para o desenvolvimento dos centros urbanos.

Para o professor Alex Eckert, coordenador do Programa de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado em Administração da UCS, organizar um evento internacional de tamanha magnitude é um desafio e, ao mesmo tempo, um privilégio. “Como resultado do evento, a partir das reflexões críticas, esperamos avançar em elementos relativos à sustentabilidade, sempre lembrando que as condições ambientais e sociais são essenciais para o desenvolvimento sustentável da sociedade”, destaca.

O evento on-line oferece uma oportunidade para acadêmicos, profissionais, servidores públicos e formuladores de políticas de diferentes partes do mundo se encontrarem e debaterem os desafios emergentes e suas potenciais soluções. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do link. Confira a programação completa. A transmissão ocorre pelo canal da UCS no Youtube.