Pesquisadora Paula Gonçalves Santos no Laboratório Aquário, no Câmpus II da Universidade Feevale. Crédito: Nadine Funck/Universidade Feevale.
Pesquisadora Paula Gonçalves Santos no Laboratório Aquário, no Câmpus II da Universidade Feevale. Crédito: Nadine Funck/Universidade Feevale.

Pesquisa busca reutilizar componentes sólidos dos efluentes do Polo Petroquímico de Triunfo

Doutoranda em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale, Paula Santos, explica porque esse trabalho é inovador

A Universidade Feevale, em parceria com a Superintendência de Tratamento de Efluentes Líquidos e Resíduos Sólidos da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan/Sitel) e o Comitê de Fomento Industrial do Polo (Cofip) do Polo Petroquímico de Triunfo (RS), realiza a fase dois do projeto Reúso. A pesquisa tem o intuito de continuar as investigações da aplicação de processos de separação de membrana (eletrodiálise reversa – EDR e osmose reversa – OI) no tratamento dos efluentes industriais do Polo.  O estudo emprega tecnologias que permitem a recuperação e a reutilização da água no processo produtivo das empresas associadas do polo, visando à recuperação e à redução da captação de recursos hídricos.

Quatro pesquisadores trabalham no projeto sob orientação do professor Marco Antonio Siqueira Rodrigues. Entre eles, está Paula Gonçalves Santos, engenheira química e mestre em Engenharia com ênfase em Meio Ambiente. Paula, que é engenheira de Meio Ambiente na Innova e vice-coordenadora do Comitê de Gestão Ambiental do Cofip, é doutoranda no Programa de Pós-graduação em Qualidade Ambiental da Feevale, por meio do projeto Reúso. “O ganho para a sociedade é incalculável e trabalhar para a proteção dos nossos recursos hídricos é gratificante”, destaca. É ela que, na entrevista abaixo, explica como a iniciativa de tratar e reutilizar o efluente do Polo é desenvolvida. Confira:

Como o projeto Reúso ocorre na prática?

Paula Santos – Somos quatro pesquisadores: os três mestrandos são responsáveis por desenvolver o processo de reúso de efluente propriamente dito, descobrindo a melhor tecnologia a ser instalada no Polo e as melhores condições operacionais. As tecnologias de osmose reversa e eletrodiálise foram avaliadas na primeira fase do projeto, no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias Limpas da Universidade Feevale e apresentaram resultados promissores. Nesta fase atual, uma unidade-piloto foi instalada no Sitel para operação do sistema de forma contínua. Além da osmose reversa e eletrodiálise, estamos avaliando o pré-tratamento e novas tecnologias, como microfiltração e ultrafiltração.

Quando se utiliza um sistema de tratamento por membrana, você tem um efluente entrando no processo, uma água clarificada ou desmineralizada sendo gerada e retornando às empresas e um efluente concentrado em menor volume para ser novamente tratado. A minha tese de doutorado investiga o tratamento desse efluente concentrado, buscando o zero liquid discharge (zero descarte de líquido), com reaproveitamento do sólido gerado. Estamos avaliando tecnologias simples, como precipitação e evaporação, e tecnologias mais complexas, como destilação por membrana. Existe pouca pesquisa nesta área e as existentes são, geralmente, para solidificação e aproveitamento de um composto como, por exemplo, do cloreto de sódio. Nosso desafio é entender como diversos compostos químicos misturados se comportam frente a essas tecnologias, separá-los e reaproveitá-los de forma sustentável.

Quais são as inovações da iniciativa?

Paula Santos – Com esse projeto, o Polo busca, cada vez mais, reduzir seus impactos ambientais, desde a captação da água utilizada no complexo até a disposição de seu efluente tratado. O tratamento de água com membranas já é conhecido mundialmente, mas o tratamento de efluentes com essa tecnologia é inovador. Para a academia, desenvolver essa pesquisa é um grande desafio, pois os estudos existentes trabalham com poucos compostos (soluções sintéticas) e nós estamos trabalhando com um efluente industrial complexo. O ganho para a sociedade é incalculável e trabalhar para a proteção dos nossos recursos hídricos é gratificante. Esse modelo servirá de inspiração para outras empresas e centros de pesquisa pois, desse estudo, diversos artigos científicos serão publicados em nível mundial.

Sobre o tratamento de efluentes por meio de osmose reversa e eletrodiálise

A Universidade Feevale vem desenvolvendo, nos últimos anos, tecnologias nacionais para o tratamento de efluentes por meio de técnicas de separação por membranas e processos oxidativos avançados. Essas técnicas proporcionam uma alta qualidade do efluente tratado, pois retiram com mais eficiência os compostos tóxicos dos efluentes, o que possibilita a reutilização destes pela indústria. Os estudos são desenvolvidos no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Limpas, no âmbito do Laboratório Aquário, por meio da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex). O projeto Reúso – Fase II tem a coordenação do professor Marco Antônio Siqueira Rodrigues.

*Com apoio: Assessoria de Imprensa Cofip

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PUCRS realiza curso pré-vestibular para jovens em situação de vulnerabilidade social

Alunos de escolas maristas serão preparados para concursos e prova do Enem

 

Cerca de 50 estudantes participam do curso pré-vestibular Jovem Montagne, destinado a alunos em situação de vulnerabilidade social. Promovido pela Rede Solidariedade da PUCRS, os estudantes são dos colégios maristas Irmão Jaime Biazus e Vettorello. As aulas ocorrem no Campus da Universidade (Prédio 40 – sala 814).

A proposta da iniciativa é oferecer um curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o vestibular. A equipe de docentes é composta por voluntários, tanto professores da PUCRS quanto profissionais renomados na área de curso pré-vestibular. As aulas acontecem de maio a dezembro, semanalmente, no turno da tarde. São realizadas as disciplinas de português e redação, filosofia, literatura, história, matemática, física, geografia, inglês e espanhol, química e biologia.

Responsável pelo pré-vestibular Jovem Montagne, a professora da Escola de Humanidades da PUCRS, Ana Márcia Martins da Silva, destaca que a ação visa criar um ambiente de aprendizagem agradável, alegre e afetivo. “Esses jovens poderão transformar as suas vidas, realizando o sonho de ingressar no ensino superior”, enfatiza.

Segundo o idealizador da ação, o professor do programa de Pós-Graduação em Letras e Escrita Criativa, Altair Teixeira Martins, esses estudantes são a essência da transformação, tanto para os mesmos como para os professores envolvidos. “Depositamos as nossas esperanças na sala de aula, um espaço nobre para partilha”, frisa.

 

Estudantes planejam os seus sonhos

 

Com vontade de realizar o curso de Biotecnologia, Edinilson Jesus Silva do Amaral, 34 anos, aluno do Colégio Marista Vettorello, destaca que está no caminho certo por meio da busca do conhecimento. “Estou bem motivado e orgulhoso, alimentando o meu sonho que é chegar na Universidade”, comenta.

Para Marcela Eduarda Oliveira da Silva, 18, essa oportunidade de estudo tem sido gratificante. “Está sendo muito importante esse pré-vestibular. Eu quero fazer Psicologia, porque gosto de trabalhar com as pessoas, as suas mentes”, relata.

A história do Jovem Montagne

 

No dia 28 de outubro de 1816, um acontecimento foi decisivo para o padre Marcelino Champagnat colocar de imediato em prática o seu sonho de fundar uma congregação de Irmãos. O jovem sacerdote foi chamado à casa de um carpinteiro em Les Palais, na França. Um rapaz de dezessete anos, Jean-Baptiste Montagne, agonizava e ignorava completamente as verdades da fé. Em seguida, Champagnat foi visitar outra pessoa doente na região. Quando voltou à casa da família Montagne soube que o rapaz tinha falecido.

A falta de conhecimentos de Jean-Baptiste sobre Jesus Cristo convenceu Champagnat de que Deus o chamava para fundar uma congregação de Irmãos destinada a evangelizar os jovens, especialmente os mais abandonados. De regresso à casa paroquial de La Valla, Marcelino decidiu pôr imediatamente o seu plano em ação. Neste encontro, os dois saem modificados, Champagnat ensinou a Montagne as coisas de Deus e Montagne lhe ensinou que não há mais tempo a perder. Neste sentido, a experiência Montagne foi fundamental para a fundação do Instituto Marista.

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Cursos de pós da PUCRS com nível de excelência internacional recebem inscrições

Com conceitos 6 e 7, estão entre os melhores do País na avaliação da Capes

 

A qualidade e a relevância da produção acadêmica de um curso de mestrado e doutorado qualifica o currículo e, muitas vezes, ultrapassa fronteiras. A PUCRS está com inscrições abertas para os processos seletivos em cinco Programas de Pós-Graduação que atingiram o topo na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Eles receberam conceitos 6 e 7, considerados de excelência internacional. São os cursos de Biologia Celular e Molecular, Ciência da Computação, Gerontologia Biomédica, Medicina e Ciências da Saúde e Pediatria e Saúde da Criança.Os detalhes sobre disciplinas, linhas de pesquisa e disponibilidade de bolsas parciais podem ser obtidos neste link.

 

Há duas novidades nos Programas de Pós-Graduação neste ano. Uma é a oferta de crédito educativo. O Programa de Crédito Educativo da PUCRS, Credpuc, oferece um auxílio de 50% dos valores das parcelas educacionais, as quais serão reembolsadas após o término do curso, pelo mesmo período de utilização. A outra é que alguns programas oferecem a possibilidade de estudar no exterior via PUCRS Print, o programa institucional de internacionalização da Capes que promove a mobilidade de alunos e professores da Universidade para o exterior e do exterior para o Brasil.

 

Confira alguns destaques dos cursos de excelência:

 

Biologia Celular e Molecular – Diferentes modalidades de formação acadêmica destinadas às pessoas que já concluíram um curso de graduação é o que oferta este programa da Escola de Ciências, avaliado com conceito 6. Criado em 2003, tem forte produção intelectual, refletida em publicações em revistas internacionais de destaque nas áreas de conhecimento das linhas de pesquisa. O corpo docente permanente é constituído por 80% de bolsistas de produtividade em pesquisa (PQ) do CNPq. Este é um indicador importante da qualidade dos pesquisadores que orientam o programa. Inscrições até 14 de junho.

 

Ciência da Computação – A avaliação 6 da Capes não serviu apenas como reconhecimento deste programa da Escola Politécnica. As oportunidades de aperfeiçoamento do ensino se multiplicaram após a classificação, que o colocou entre os dez melhores ranqueados pela Capes na área da computação. Dentre as privadas, apenas a PUCRS e a PUC-Rio aparecem no ranking. O programa começou em 1994, apenas como mestrado, na então Faculdade de Informática. Em 2005 abriu o doutorado, já com nota 5. Os 13 anos de maturidade do curso foram essenciais para a melhoria global. O alcance gradual da nota 6 fez com que aperfeiçoasse ainda mais o que já era prioridade: a internacionalização. Inscrições até 14 de junho.

 

Gerontologia Biomédica – Com nota 7, o nível máximo na avaliação da Capes, este programa da Escola de Medicinaatesta a sua excelência internacional. Dos 350 programas da área interdisciplinar no País, apenas dois chegaram a esse patamar. Nos últimos anos, dos mais de 300 artigos publicados, 55% foram veiculados em revistas nacionais e internacionais de impacto (com Qualis nos extratos superiores – A1, A2 e B1). Também houve uma grande produção em livros e capítulos.  É uma tradição o lançamento de livros voltados ao grande público, tendo como objetivo a prevenção de doenças e a orientação de cuidadores de idosos. Inscrições até 14 de junho.

 

Medicina e Ciências da Saúde – Avaliado com nota 6 pela Capes, este programa da Escola de Medicina tem um corpo docente qualificado e interdisciplinar, destacando-se pela realização de projetos de pesquisa diversificados, propiciando o intercâmbio de conhecimentos no meio científico e a aplicação dos avanços da pesquisa básica e clínica com caráter inovador em benefício da comunidade. O corpo discente é formado não apenas por médicos. Recebe até mesmo engenheiros que trabalham com o sistema de imagens médicas ou professores interessados em novas tecnologias aplicadas à saúde. Presta consultorias a programas mais recentes, o que é muito valorizado pela Capes. Algumas das instituições que contam com esse apoio são UFRGS, Unisinos, Uniritter, Unipampa, Furg, USP, UFBA, Unesp, Inca e UFRJ. Inscrições até 13 de junho.

 

Pediatria e Saúde da Criança – A qualidade e relevância da produção acadêmica, inserção dos graduados em um número importante de instituições de ensino superior brasileiras, internacionalização, financiamentos para pesquisa e ações de impacto social são os destaques deste programa da Escola de Medicina, avaliado com conceito 6 pela Capes, e parceiro de universidades nacionais e estrangeiras. Inscrições até 14 de junho.

cursos técnicos

Inscrições para cursos técnicos Integrado UPF iniciam no dia 3 de junho

As inscrições para os cursos técnicos do Integrado UPF ocorrem de 3 a 24 de junho de 2019. As vagas são para Eletrotécnica, Mecânica e Radiologia. As aulas ocorrem de segunda a sexta-feira à noite e aos sábados pela manhã.

Inscrições, informações e edital no site www.upf.br/integrado.

Curso Técnico em Eletrotécnica
O curso prepara o profissional, por meio de uma formação científica e tecnológica, para gerenciar, supervisionar, operar e executar projetos de instalações de sistema de energia elétrica predial e industrial, efetuando cálculos, ensaios e medições. O profissional formado estará apto para realizar a produção de documentos de controle específicos e terá o domínio das técnicas de automação elétrica, podendo atuar em empresas de processo industrial, concessionárias de energia elétrica e telecomunicações e construção civil.

Curso Técnico em Mecânica
Possibilita o conhecimento para transformar matérias-primas em bens de consumo ou de produção, por meio da análise, planejamento, execução e supervisão de processos mecânicos de manutenção e de correção; do controle de qualidade; e da criação de novas tecnologias industriais. O profissional técnico pode atuar, dentre outras, nas indústrias mecânica, automobilística, metalúrgica, naval, eletroeletrônica, de construção civil e alimentícia, trabalhando com sistemas mecânicos e de produção industriais.

Curso Técnico em Radiologia
O curso promove a formação de profissional da área da saúde, com titulação de Técnico em Radiologia, apto a atuar nos serviços de radiodiagnóstico, operando equipamentos radiológicos para a obtenção e o processamento das imagens radiológicas, dando apoio ao diagnóstico médico. O Técnico em Radiologia pode atuar em clínicas, hospitais, aeroportos e em empresas de comercialização e de assistência técnica de aparelhos radiológicos.

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Professores da Universidade de Córdoba iniciam Projeto de Intervenção Urbana em Ijuí

Integrando as atividades da Semana Acadêmica do Departamento de Ciências Exatas e Engenharias da Unijuí (DCEEng), os cursos de Arquitetura, Design e Engenharias, além da Vice-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, receberam, durante a última semana, professores da Universidade Nacional de Córdoba, Argentina. O grupo veio a Ijuí para iniciar uma parceria inédita no Estado: os estudantes foram desafiados a construir, de forma colaborativa, dispositivos urbanos em madeira, os quais serão distribuídos pela cidade para interação com a comunidade. O canal da Avenida Pinheiro Machado foi o local escolhido para a realização do projeto.

 

A programação da visita iniciou na tarde do dia 21, no auditório do Museu Antropológico Diretor Pestana (MADP), com a recepção institucional aos professores da Universidade parceira. Participaram a Reitora, Cátia Maria Nehring, o Vice-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Fernando Jaime González, o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Sérgio Correa, o vice-presidente da UETI, Eduardo Beckmann, além dos professores dos cursos envolvidos no Projeto. Na oportunidade, além de uma visita ao acervo do Museu, o professor Jaeme Callai fez uma exposição da história regional.

No turno da noite, os professores Ariel Machuca, Carolina Ferreyra Centeno, Gustavo González e Marcos Gianfellici, da Universidade Nacional de Córdoba, realizaram o Workshop introdutório de “Ideação e Intervenção Urbana Binacional”, no auditório da Sede Acadêmica da Unijuí. Até o dia 24, eles avançaram nos ensinamentos para a realização do Projeto com diversas atividades teórico-práticas aos estudantes do Departamento. Em setembro, será realizada a fase final, com a concretização da intervenção urbana.

 

Parcerias fundamentais

O desenvolvimento do Projeto só se tornou possível pela colaboração e parceria das Universidades com o Poder Público de Ijuí, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo do município e do movimento étnico, por meio da União das Etnias de Ijuí (UETI) e do Comitê Pró-Reconhecimento de Ijuí Capital das Etnias. Neste sentido, durante a semana foram realizados diversos encontros entra a Unijuí, professores da Universidade Nacional de Córdoba, representantes do executivo municipal e do movimento étnico.

 

O objetivo desta iniciativa é pensar a cidade em diálogo com o movimento étnico, além de trazer um pouco da Expoijuí/Fenadi para dentro do espaço urbano. Desta forma, ele será realizado em setembro de 2019, dias prévios à realização da Feira. Os estudantes das duas Universidades vão estudar o espaço urbano de Ijuí para projetar e, posteriormente, fabricar instalações em madeira. Essas peças serão expostas nas ruas de Ijuí e estarão disponíveis para interação com a comunidade.

 

O Projeto na Argentina

O Projeto, coordenado pelo professor da UNC, Jonny Gallardo, já é realizado em Córdoba, na Argentina, há algumas edições, com sucesso. Na última, realizada em 2018, ocorreu durante a Bienal do Design, organizada pela Cámara de la Madera, Mueble y Equipamiento de Córdoba, ADEC, La Facultad de Arquitectura Urbanismo y Diseño de la UNC y la Municipalidad de Córdoba. A ação teve, inclusive, cobertura da mídia nacional do país vizinho. Confira a matéria  do Jornal O Clarín, um dos principais da Argentina.

Oficina de adaptação dos brinquedos. Crédito: Ana Knevitz/Universidade Feevale.
Oficina de adaptação dos brinquedos. Crédito: Ana Knevitz/Universidade Feevale.

Feevale recolhe brinquedos eletrônicos para doar a crianças com dificuldades motoras

Artefatos serão adaptados por meio da campanha “Mil Brinquedos Mil Sorrisos”, em parceria com o IPL de Leiria, Portugal

Muitas crianças com deficiência possuem grandes dificuldades de coordenação motora, o que as impede de executar um movimento tão simples como pressionar um botão. Acionar um brinquedo eletrônico, por exemplo, é uma tarefa que não conseguem realizar sozinhas. Porém, um projeto que a Universidade Feevale está realizando em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), de Portugal, tem o objetivo de ajudar as brincadeiras de algumas dessas crianças.

A campanha Mil Brinquedos Mil Sorrisos adaptará brinquedos eletrônicos, tornando-os mais acessíveis para crianças com deficiência – prioritariamente física. Hoje, um acionador específico – espécie de botão de maior tamanho para ser utilizado por pessoas com dificuldades motoras. Por meio da campanha, a Feevale realizará workshops para acadêmicos, profissionais e comunidade interessada, que ensinará a adaptar acionadores simples para brinquedos que, após, serão doados para instituições beneficentes previamente cadastradas no projeto.

Para viabilizar a campanha, a Universidade necessita do auxílio da comunidade e, por isso, aceita a doação de brinquedos movidos a pilha, que possuam um sistema eletrônico simples, para serem adaptados nas oficinas. As doações serão recebidas até o dia 31 de maio, no Câmpus II da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (ERS-239, 2755), nas entradas do Happy Station, Quicker, Livraria Infinity, Eccel e Dog Mania. Nos locais, há caixas com a identificação da campanha.

As entregas podem ser feitas até um dia antes da oficina. Os demais materiais para a montagem dos acionadores adaptados serão disponibilizados pelo programa de pós-graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social da Instituição. A coordenação da campanha Mil Brinquedos Mil Sorrisos na Feevale é da professora Regina Heidrich.

Oficinas

3 de junho, das 9h às 12h e das 13h30min às 16h30min

29 de junho: das 9h às 12h

Local: Oficina Tecnológica, no Câmpus II da Universidade Feevale

Carga horária: 3 horas

Inscrições: gratuitas, podem ser feitas pelo e-mail milbrinquedosmilsorrisos@feevale.br

Doutorando (1)

Doutorando de História da UPF acessa o Arquivo Secreto do Vaticano

O doutorando Anderson José Guisolphi pesquisou no maior acervo católico do mundo, na Itália

Chegar pertinho da maior coleção documental do mundo é privilégio para poucos. Mas a persistência do doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF) Anderson José Guisolphi foi um dos motivos que o levou até o Arquivo Secreto do Vaticano, localizado na Cidade do Vaticano, na Itália. O Arquivo tem cerca de 85 quilômetros lineares de prateleiras com documentos que registram a história da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e suas relações internas e externas ao longo de vinte séculos.

Em latim, o nome é Archivum Secretum Apostolicum Vaticanum, ou seja, refere-se ao arquivo privado ou pessoal do Vaticano. Entre os documentos tornados públicos, estão o da excomunhão de Martinho Lutero e a Carta da condenação de Galileu, por exemplo. O acesso ao acervo é prioritário ao governo da Igreja e, em segundo lugar, aos estudiosos. O Papa exerce em primeira pessoa a jurisdição suprema e exclusiva do local. O patrimônio documental preservado cobre um período cronológico de aproximadamente doze séculos (séculos VIII-XX), consiste em mais de 600 arquivos e se estende por 85 km lineares de prateleiras. Desde que o Papa Leão XIII, em 1881, abriu suas portas aos estudiosos, o Arquivo Secreto Vaticano tornou-se um centro de pesquisa histórica entre os mais importantes e famosos do mundo.

Guisolphi acessou os arquivos para sua pesquisa de doutorado. Seu estudo é sobre a biografia de Dom Carlos Costa, um bispo da Igreja Católica Romana que foi excomungado em 1944, no Rio de Janeiro, em razão das suas ideias, já que era assumidamente comunista. Ele fundou a Igreja Católica Apostólica Brasileira. Seus seguidores o chamam de São Carlos do Brasil. “A pesquisa foi iniciada em 2014, após a conclusão do mestrado em História na UPF. Estou em fase de elaboração da tese, sistematização de documentos e redação, em preparação à qualificação do trabalho. A previsão de defesa é para o segundo semestre de 2020”, pontuou o doutorando.

Depois de percorrer os estados de São Paulo e Rio de Janeiro em busca de documentos sobre Dom Carlos, o pesquisador descobriu que as informações sobre seu objeto de pesquisa foram levadas para o Arquivo Secreto do Vaticano. “Foi um longo período de busca de documentos dos arquivos brasileiros, especialmente no Arquivo Arquidiocesano em São Paulo e também no Arquivo da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Mas, devido à escassez documental, o desafio foi ir em busca do maior acervo católico no mundo, no Vaticano”, revelou Guisolphi.

O caminho até o Arquivo

O doutorando revelou que a solicitação ao Vaticano é feita por e-mail e o pesquisador responde a um questionário sobre a sua vida pessoal e acadêmica e sobre suas intenções de pesquisa. A resposta foi concedida a Guisolphi em uma semana.

Ao chegar no Vaticano, em Roma, o pesquisador passa por algumas abordagens e mais uma entrevista antes de acessar o acervo “secreto”. Não é permitido levar nenhum material ou objeto para as salas de pesquisa, que oferecem lápis e papel. “Para acessar as Salas de Estudo do Arquivo, é necessário obter o cartão de admissão, emitido pelo Escritório de Aceitação. Os itens pessoais são deixados em um armário. É proibido entrar nas Salas portando pastas, canetas, marcadores, câmeras, celulares, comida ou bebida, entre outros itens. Roupas decentes e sóbrias são necessárias, como convém ao ambiente do Arquivo Secreto Vaticano. E o silêncio é absoluto”, explicou o doutorando.

A visita ao Arquivo foi feita em duas etapas: a primeira em julho de 2018 e a segunda em janeiro de 2019. Ao buscar pelos documentos sobre Dom Carlos, o pesquisador teve uma surpresa: os arquivos referentes ao Papado de Pio XII ainda não estão disponíveis para pesquisa. Mesmo assim, Guisolphi conseguiu pesquisar sobre outros tópicos que ajudaram a contextualizar o seu estudo.  “O pesquisador pode solicitar no máximo três arquivos por dia. Cópias dos trechos são possíveis, mas os artigos devem ser descritos com precisão e aprovados por um conselho. As cópias, se autorizadas, são enviadas para o e-mail do pesquisador, cerca de uma semana após a solicitação”, observou Guisolphi.

O pesquisador é obrigado a enviar à Prefeitura do Vaticano uma cópia de cada publicação na qual os documentos do Arquivo Secreto Vaticano são citados. Caso contrário, um novo acesso ao Arquivo não será permitido. Mesmo com tantas restrições, o doutorando incentiva outros pesquisadores a buscar o acesso ao Arquivo do Vaticano. “Muitos pesquisadores e leigos acham que é impossível pesquisar no Vaticano. Quero mostrar que não é impossível”, comentou o doutorando do PPGH.

Acesso pioneiro

A orientadora do doutorando, professora Dra. Gizele Zanotto, revelou que Guisolphi é o primeiro aluno do Programa de Pós-Graduação em História da UPF a acessar o Arquivo Secreto do Vaticano. “Para nós, do Programa e do curso de História da UPF, esse acesso é pioneiro. É mais um trabalho de doutorado que vai explorar não só o conhecimento sobre o catolicismo no Brasil, mas também essas relações do Brasil com o mundo. Entendendo a Igreja Católica, entende-se mais sobre o cenário político, social e cultural brasileiro, marcado por essa Instituição até os dias de hoje”, ressaltou a orientadora do trabalho.

Fotos: Natália Fávero

Coordenador-executivo do TecnoUCS, Enor Tonolli Júnior, e CEO da Ventiur Aceleradora, Sandro Cortezia
Coordenador-executivo do TecnoUCS, Enor Tonolli Júnior, e CEO da Ventiur Aceleradora, Sandro Cortezia

TecnoUCS e aceleradora criam grupo de investimento em negócios inovadores

Meta é promover quatro ciclos de captação de R$ 1 milhão para injeção em cinco startups cada, escolhidas após a pré-aceleração de 20 negócios inovadores. Intenção é fomentar novos negócios de base tecnológica que desenvolvam soluções inovadoras para empresas locais, modernizando a matriz econômica regional

Uma parceria entre o Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul – TecnoUCS e uma aceleradora de negócios gaúcha pretende potencializar a economia do Nordeste do Estado. Por meio da formação de grupos de investidores, o TecnoUCS e a Ventiur, de São Leopoldo, pretendem aportar recursos em startups que se mostrarem mais capacitadas a gerar negócios inovadores, em especial que venham a desenvolver soluções para demandas de empresas de Caxias do Sul e região. Assim, além de incentivar a criação e atração de novos empreendimentos de base tecnológica, a iniciativa visa qualificar os empreendimentos tradicionais, engajando-os no universo da nova economia.

O processo, explica o CEO da Ventiur, Sandro Cortezia, prevê quatro ciclos de captação de R$ 1 milhão cada (divididos em 80 cotas de R$ 50 mil), promovendo o investimento total de R$ 4 milhões em 20 startups em até dois anos. A ideia, é criar uma sociedade de investidores para o aporte de R$ 100 mil a R$ 200 mil em até cinco startups por ciclo.

Como funciona – A captação dos recursos antecede e é necessária para o início do ciclo, que é dividido em cinco fases – o primeiro no TecnoUCS tem seu ‘start’ previsto para o início de junho. A prospecção ocorre por meio de uma chamada aberta para startups de qualquer parte do país. Após a etapa de avaliação do modelo de negócio, a pré-seleção definirá os 20 participantes do ciclo. Os critérios, segundo Cortezia, são a capacidade de execução dos empreendedores, a escalabilidade (potencial de crescimento sem aumentar custos fixos) e opotencial de investimento do negócio, e o quanto a solução apresentada tem mercado grande e crescente. “Especificamente neste projeto com o TecnoUCS queremos que as startups também se conectem com a cadeia de valor das empresas da região”, aponta o executivo, salientando o enfoque no desenvolvimento regional que a parceria com o TecnoUCS implica.

Na etapa seguinte (warm-up), as 20 selecionadas – cuja escolha terá a participação dos investidores – receberão acompanhamento e mentoria para a pré-aceleração do negócio, ao longo de dois meses, até a apresentação do empreendimento em um pitch-day para os investidores. Deste sairão as cinco escolhidas para receber o aporte de até R$ 200 mil, configurando a fase de investimento, a quinta e última do ciclo. Aquelas pré-aceleradas que não estiverem entre as eleitas podem participar do ciclo seguinte ou obter, a parte, investimento direto de algum investidor.

O projeto prevê a saída do TecnoUCS e da Ventiur e a rentabilização dos investidores após a consolidação do negócio. “O mais comum no meio é a startup crescer com aceleração e investimento e vir a ser vendida para outro player do mercado em até cinco anos”, pontua Cortezia.

Pessoas físicas e jurídicas podem participar como investidoras

Podem participar da sociedade de investimento organizada pelo TecnoUCS e pela aceleradora Ventiur pessoas físicas e pessoas jurídicas de todo o país. Além do aporte financeiro, a participação também se refere ao acompanhamento das startups durante a aceleração. “Estar junto para sugerir, orientar, dar suporte, auxilia no processo de desenvolvimento do negócio. Por isso buscamos investidores dispostos a estarem próximos das startups em desenvolvimento”, pontua o CEO da empresa, Sandro Cortezia.

Segundo ele, o empreendedorismo característico da região é um diferencial para a iniciativa. Ao mesmo tempo que grandes empresas locais podem ser fortes impulsionadoras de startups, o ingresso de corporações tradicionais no universo dos novos negócios tende a contribuir com a modernização da matriz econômica regional em geral.

Outro benefício do investimento em grupo é a diluição dos riscos. “É um investimento de risco, mas com retorno proporcional, ou seja, de potencial de ganho elevado. Portanto, aportar recursos em 20 startups minimiza o risco, e, no modelo que propomos, a empresa ajuda a decidir em que negócio vale a pena investir”, relata Cortezia. A proposição também visa oferecer mais segurança às empresas que desconhecem as particularidades do dos negócios de base tecnológica mas anseiam se conectar a ele.

Parceria complementa e potencializa atuação dos players envolvidos

Primeira aceleradora do Rio Grande do Sul, criada em 2013 a Ventiur já é parceira do parque científico-tecnológico da UCS por meio da gestão de investimentos em startups geradas no programa de desenvolvimento de novos negócios StartUCS. “O TecnoUCS é um player de referência na região, bem estruturado. Ligado à uma Universidade que se destaca nacionalmente em empreendedorismo e inovação; com infraestrutura de laboratórios e instalações que podem ser utilizadas pelas startups no seu desenvolvimento; excelentes espaços de coworking, que são ambientes fundamentais para a aceleração de negócios; e professores com alto grau de conhecimento e relações com empresas e órgãos públicos que apenas uma Universidade pode possuir”, elenca o CEO Sandro Cortezia. “Tudo isso faz do parque um parceiro único para o impulsionamento a negócios inovadores”, considera.

De parte do TecnoUCS, o coordenador-executivo, Enor Tonolli Jr ressalta a potencialização da atuação do programa StartUCS – e da própria atuação do parque – com o advento de uma aceleradora como parceira. “Todo ambiente em que se desenvolvem startups precisa do braço do capital, senão não ocorrem as próximas etapas. Tanto o parque científico-tecnológico (TecnoUCS) como o programa StartUCS hoje estão consolidados como ambientes de empreendedorismo e inovação. O passo seguinte, que estamos dando agora, é a captação de recursos para o fomento dos novos negócios. E é a aceleradora que cumpre esse papel de atrair os investimentos necessários ao crescimento dos empreendimentos que, juntos, atuamos para desenvolver”, explica.

Foto: Claudia Velho/UCS

Coordenador-executivo do TecnoUCS, Enor Tonolli Júnior, e CEO da Ventiur Aceleradora, Sandro Cortezia
Coordenador-executivo do TecnoUCS, Enor Tonolli Júnior, e CEO da Ventiur Aceleradora, Sandro Cortezia
Projeto Design Gráfico_2

Estudantes de Design Gráfico apresentam projetos para escolas municipais de Novo Hamburgo

 

Alunos explicarão seus trabalhos para as instituições Escola Municipal de Educação Infantil Caracol e Escola Municipal de Arte Carlos Alberto de Oliveira – Carlão

 

Os acadêmicos das disciplinas de Imagem Digital Aplicada e de Materiais e Processos III, do curso de Design Gráfico da Universidade Feevale, elaboraram projetos gráficos para a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Caracol e para a Escola Municipal de Arte Carlos Alberto de Oliveira – Carlão, de Novo Hamburgo. Os resultados dos trabalhos serão apresentados nesta segunda-feira, dia 27, para a Escola Municipal de Arte, no Centro de Design, localizado no prédio Arenito, Câmpus II da Instituição (ERS-239, 2755, Novo Hamburgo). Já a EMEI Caracol escolherá um dos projetos desenvolvidos na quarta-feira, dia 29, às 9h15min, no miniauditório da Biblioteca do Câmpus II.

Orientada pela professora Vera Lúcia Dones, a atividade teve o intuito de fazer com que os estudantes tenham contato com a comunidade hamburguense e possam identificar as necessidades de cada instituição de ensino. De acordo com Vera, o objetivo é mostrar o papel social da Universidade. “Sempre busco sensibilizar os alunos para alguma causa social, pois isso traz um ganho enorme para eles. Dessa maneira, os estudantes podem perceber a necessidade de uma escola que não tem recursos e criar uma identidade forte e interessante”, disse.

 

Para a Escola Municipal de Artes, os acadêmicos da disciplina de Imagem Digital Aplicada tiveram de elaborar um planejamento gráfico que identificasse as áreas de dança, de desenho, de música e de teatro, além de materiais diversos. Já na disciplina de Materiais e Processos III, os alunos foram desafiados a desenvolver uma identidade visual para mostrar a metodologia e a filosofia que norteiam os processos pedagógicos da EMEI Caracol.

Fisioterapia na UTI

LAFiTI/UCPel completa três anos de atendimentos

A Liga da Fisioterapia complementa a formação ao promover eventos e possibilitar atuação junto a pacientes críticos do HUSFP.

Prestes a completar três anos de atividade, a Liga Acadêmica de Fisioterapia em Terapia Intensiva da Universidade Católica de Pelotas (LAFiTI/UCPel) tem oportunizado experiência prática e complementado a formação dos acadêmicos. Fundada a partir da demanda dos próprios alunos, a Liga conta atualmente com 12 membros e é coordenada pela professora Thamires Seus.

     Idealizada com a proposta de ampliar conhecimentos e possibilitar experiências práticas na área de Terapia Intensiva, a LAFiTI realiza diversos eventos a fim de complementar a formação dos acadêmicos. Semanalmente, são promovidas reuniões entre os membros para discutir casos clínicos e artigos científicos, o que na visão da acadêmica Caroline Campos Bluhm, há dois anos na Liga, é um dos maiores benefícios de participar do grupo.

Além disso, são realizadas mensalmente reuniões abertas com a presença de um convidado externo. Nos encontros, temas pertinentes à terapia intensiva são apresentados. Até o momento, 15 palestras desse porte já foram promovidas.

Outro evento realizado pelo grupo é o seminário anual da LAFiTI, espaço voltado ao debate de assuntos relacionados a recursos terapêuticos aplicados na UTI Neonatal e humanização nas UTI’s. Neste ano, a nova edição do encontro tratará sobre pacientes queimados.

Atuação voltada à prática

A experiência prática possibilitada pela Liga é outro diferencial. A atuação na UTI do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) aproxima os acadêmicos da realidade de um paciente crítico. Conforme explica a professora Thamires, o estágio obrigatório na UTI tem duração de cinco semanas, o que pode ser pouco caso o acadêmico queira aprofundar o conhecimento nessa área. Através da Liga, ele tem essa possibilidade.

Além de complementar a formação profissional, a atuação prática reforça a assistência oferecida aos pacientes, o que resulta em menos tempo de ventilação mecânica e, até mesmo, de UTI. “A aproximação com casos reais faz com que os membros da Liga cheguem ao estágio obrigatório mais preparados”, destaca Thamires.

Mesmo atuando de forma mais restrita, visto que os atendimentos ocorrem na UTI, a Liga participa de eventos externos, orientando a comunidade sobre doenças respiratórias. Outro espaço que oferece informações voltadas ao tema é a página da LAFiTI no Facebook. (https://www.facebook.com/lafitiucpel/). Nela, é possível encontrar também atualização de eventos, forma de ingresso no grupo e demais atividades realizadas pelos acadêmicos.

Interessados em participar devem se inscrever no edital publicado anualmente. Acadêmicos a partir do 1º semestre podem concorrer. O processo seletivo é composto por uma prova de conhecimentos básicos e uma entrevista. Conforme a professora, o interesse na área e a disponibilidade de tempo são requisitos imprescindíveis.