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#VestibularUnicruz: Inscreva-se
Edição de inverno do processo seletivo inaugura novidades: cursos híbridos, Medicina Veterinária noturna e provas agendadas
A Unicruz deu início a mais um processo seletivo para ingresso de estudantes no Ensino Superior. O Vestibular de Inverno está com inscrições abertas, e com três novidades. Nesta edição, haverá o oferecimento de cursos híbridos, que possuem parte da carga horária em EaD e parte presencial, o oferecimento do curso de Medicina Veterinária com aulas à noite e a possibilidade de agendamento da prova. Veja abaixo as opções e números de vagas de cada graduação:
Cursos presenciais
Administração – 20 vagas*
Agronomia – 50
Arquitetura e Urbanismo – 20
Biomedicina – 20*
Ciência da Computação – 20
Ciências Contábeis – 20*
Direito – 60
Educação Física (bacharelado) – 20*
Educação Física (licenciatura) – 20*
Enfermagem – 20*
Engenharia Civil – 20*
Engenharia de Produção – 20*
Estética e Cosmética (tecnólogo) – 20*
Farmácia – 20*
Fisioterapia – 20*
Jornalismo – 20
Medicina Veterinária (noturno) – 50
Pedagogia – 20
*Vagas destinadas à complementação do processo seletivo 2019/1.
Cursos EaD/híbridos
Administração – 100 vagas
Ciências Contábeis – 100
Engenharia Civil – 100
Engenharia de Produção – 100
Vestibular agendado
Ao acessar o Portal de Inscrições da Universidade de Cruz Alta, o candidato terá opções de datas para realização da prova: 27/6 (tarde ou noite, no Espaço Unicruz Centro, localizado na Avenida Presidente Vargas, 1295), 28/6 (manhã, Espaço Unicruz Centro) e 30/6 (tarde, no Campus). Para cursos presenciais, o processo seletivo consiste em uma redação, enquanto para híbridos o candidato deverá elaborar um memorial descritivo da área do curso ao qual está concorrendo. Para ambas as modalidades, há a possibilidade de aproveitamento da nota da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em provas realizadas entre 2014 e 2018.
As matrículas para aprovados acontecem de 04 a 08 de julho, na Secretaria Acadêmica do Campus.
Links úteis
– Edital Vestibular de Inverno (cursos presenciais)
– Edital Vestibular de Inverno (cursos EaD/híbridos)
Mais informações
vestibular@unicruz.edu.br
(55) 3321-1500

UPF inscreve para 23 cursos no Vestibular de Inverno 2019

UCS sedia fórum de estudos sobre teorias de Paulo Freire

De quinta a sábado, evento reúne pesquisadores da UCS, UFRGS, PUC-RS, UNISC, Unisinos, UFPel, FURG, Faccat e Feeval com o propósito de aprofundar os conceitos do autor aplicando-os à Educação na atualidade
Mais de 500 pessoas, entre professores, pesquisadores, educadores, estudantes de doutorado e de mestrado, bolsistas de iniciação científica e demais interessados na obra daquele que ainda é considerado o maior expoente da pedagogia brasileira são aguardadas no XXI Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, que se inicia nesta quinta, 2 de maio (data de aniversário de morte do educador, ocorrida em 1997), às 19h, no UCS Teatro. O evento prossegue na sexta e se encerra no sábado, no campus-sede, em Caxias do Sul.
Realizado anualmente e de forma itinerante desde 1999, por estudiosos do legado de Freire, com o propósito de aprofundar os conceitos do autor aplicando-os à Educação na atualidade, o fórum visa à promoção de diálogos e reflexões a partir de um tema central – neste ano, Democracia e Lutas Sociais: denúncias e anúncios. Também se constitui em espaço de divulgação e compartilhamento de estudos e pesquisas sobre educação, democracia, cidadania e lutas sociais tendo como referencial teórico a obra de Freire (o que, nesta edição, ocorre em 15 diferentes eixos temáticos).
Pesquisas em debate – De acordo com a coordenadora geral Terciane Ângela Luchese, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCS, o XXI Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire tem como diferencial reunir docentes das mais importantes instituições de ensino superior do Sul do país e do Estado, como UCS, UFRGS, PUC-RS, UNISC, Unisinos, UFPel, FURG, Faccat e Feevale.
Entre os debatedores constam especialistas de expressão internacional na obra freireana, como os professores Cesar Augusto Rossato, PhD em Educação da Universidade do Texas de El Paso (EUA); José Machado Pais, doutor em Sociologia e coordenador do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa; e Sérgio Haddad, doutor em Educação pela USP, biógrafo de Paulo Freire e professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCS.
“Freire é reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes pensadores da educação no século XX. Não é à toa que sua obra seja estudada e referenciada em tantos países distintos, muitos deles com elevados índices de escolarização”, pontua Terciane. “É certo que nem sempre precisamos concordar com Freire, mas para que a crítica seja sustentada, que o debate seja qualificado, é preciso conhecer o que ele escreveu e fazê-lo na profundidade necessária para se tratar dos rumos da educação na contemporaneidade. É preciso dialogar”, sustenta.
Coletividade da Educação – O XXI Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire Agora ocorre 35 anos depois da primeira e única vinda do educador a Caxias do Sul. Em 29, 30 e 31 de maio de 1984, Freire foi o palestrante do 2º Simpósio Municipal de Educação, evento que, reunindo mais de 3 mil pessoas, abriu o Ciclo de Estudos sobre Educação – que até novembro daquele ano trouxe diversos especialistas da área à cidade.
O conteúdo e análises das três conferências realizadas por ele na ocasião está reproduzido no livro O Acendedor de Esperanças – Paulo Freire em Caxias do Sul em 1984, editado pela EDUCS e organizado pela professora Marisa Formolo Dalla Vecchia, coordenadora do ciclo, que será lançado na sexta, dia 3. “Há 35 anos, a cidade fez esse movimento. Hoje, é momento de colaborar com o debate colocando à disposição a história, conceitos, trabalhos e ideias para que a sociedade se sinta estimulada a pensar educação como um processo amplo, para a cidade e região, não mais para cada instituição isoladamente”, defende.
A programação completa das rodas dialógicas, palestras e atividades culturais e as propostas dos eixos temáticos do fórum podem ser conferidas na página do evento acessível pelo site ucs.br.
BIOGRAFIA
AUTOR RECEBEU 48 TÍTULOS ‘HONORIS CAUSA’
Paulo Freire era professor da Universidade do Recife (PE), sua cidade-natal, quando, em 1963, aplicou em Angicos (RN) um projeto de alfabetização pelo qual ensinou 400 adultos a ler e escrever em 40 dias. A experiência foi o marco da implantação do método pedagógico que passou a levar o seu nome – caracterizado pelo estímulo ao pensamento crítico e à construção do conhecimento a partir da realidade do estudante, estabelecendo conceitos como a autonomia do sujeito e a educação libertadora.
O sucesso da iniciativa levou ao convite do presidente João Goulart para que Freire coordenasse o novo Programa Nacional de Alfabetização. Com a tomada do poder pelos militares, em 1964, o educador acabou preso e exilado. Depois de um período na Bolívia, estabeleceu-se no Chile, onde foi assessor do Ministério da Educação local. Nesse período que escreveu sua principal obra, Pedagogia do Oprimido (1968), até hoje único livro brasileiro entre os cem mais lidos em universidades de língua inglesa, já traduzido para 20 idiomas. Considerando-se apenas os autores da área da Educação, é o segundo mais consultado em bibliotecas de língua inglesa do mundo. Com isso, Freire tornou-se o terceiro pensador mais citado internacionalmente na área das Ciências Humanas.
No mesmo ano, foi convidado para ser professor visitante na Universidade Harvard (EUA). Em 1970, depois de um ano em Cambridge, Inglaterra, mudou-se para Genebra, na Suíça, para trabalhar como consultor do Departamento de Educação do Conselho Municipal das Igrejas. Na função percorreria, ao longo de dez anos, mais de 30 países, desenvolvendo projetos de alfabetização especialmente na África.
Freire retornou ao Brasil em 1980 e lecionou na PUC-SP e na Unicamp. De 1989 a 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo (SP). Faleceu em 2 de maio de 1997, poucos dias após lançar seu último livro, Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Ao todo, foi foi autor ou co-autor de 37 livros na área de Pedagogia e Educação. Em 2012, foi declarado, por lei aprovada pelo Congresso Nacional, Patrono da Educação Brasileira.
Prêmios e Publicações
Paulo Freire é o acadêmico brasileiro mais homenageado no Brasil e no exterior, tendo recebido, em vida e in memoriam, 48 títulos Doutor Honoris Causa, sendo 29 de universidades da Europa e da América – dentre as quais Harvard, Cambridge e Oxford –, além de centenas de outras menções e outorgas internacionais. Em 1986, foi agraciado com o prêmio Educação pela Paz, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), e, em 1992, com o prêmio Educador do Continente, da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A aplicação muito mais ampla de seu método no exterior do que no Brasil resultou na criação de institutos sobre sua obra na África do Sul, Alemanha, Áustria, Canadá, Estados Unidos Finlândia, França, Holanda, Itália, Inglaterra e Portugal. Estes e outros países seguem sua metodologia tanto no ensino fundamental como no médio e no superior. A Universidade de Oxford, por exemplo, a mais antiga da Inglaterra e uma das mais importantes do mundo, utiliza a metodologia freireana em seu programa de formação e preparação de professores, que tem duração de um ano.
FOTOS:
1) Educador Paulo Freire – crédt: Instituto Paulo Freire/divulgação
2) Mural da Escola Municipal Paulo Freire, do bairro Cidade Nova, Caxias do Sul – crédt: Claudia Velho

Arquitetura e Urbanismo da UCPel projeta centro cultural para aldeia Kaingang
O projeto encerra as atividades do Programa de Extensão responsável pela construção das 16 casas na comunidade
A tribo indígena Kaingang, assessorada pelo Programa de Extensão Sustentabilidade no Habitat Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), recebeu projeto de centro cultural para a aldeia. Vinculada ao curso de Arquitetura e Urbanismo, a entrega encerrou as atividades do Programa na comunidade.
Conforme explica a coordenadora, professora Joseane Almeida, os indígenas planejam construir o centro assim que receberem o novo pedaço de terra. Localizada em frente à aldeia, a comunidade solicita a área à prefeitura desde que foram alocados na Cascata. “A negociação sempre foi para se destinar um espaço cultural, de exposições, pois nas demais partes do terreno eles planejam plantar”, justifica.
O projeto desenvolvido compreende uma estrutura circular, com 12 metros de diâmetro, apoio central, coberto e sem fechamento lateral. Segundo o professor Ricardo Brod Mendez, possui inspiração no tipo de construção Kaingang. “Com o quiosque poderá ser criado um núcleo cultural para todas as atividades relacionadas à manutenção da cultura, como dança e artesanato”, acredita.
Ainda de acordo com o professor, o projeto serviu de aproximação com a expectativa inicial do Programa na comunidade. Também, para preservar a cultura, uma vez que a vida contemporânea aproxima os indígenas do modelo urbano. “Eles sabem que as coisas tendem a se diluir, mas querem transmitir suas origens de geração para geração”, completa Joseane.
As 16 casas propostas pela atividade de extensão foram finalizadas em 2018. Após a saída do grupo da UCPel, a Secretaria de Desenvolvimento Rural trabalhava na instalação de energia elétrica. Apesar dos contratempos, para Joseane, a experiência foi positiva e de muitos aprendizados. “Ao ver a aldeia hoje, mostra que as coisas estão melhores e que eles levam uma vida mais digna”, avalia.
Relembre
A UCPel, através do Programa de Pós-Graduação em Política Social e Direitos Humanos (PPGPSDH) intermediou a transferência da tribo Kaingang da área urbana para a zona rural. Após, o Programa de Extensão Sustentabilidade no Habitat Social se responsabilizou pelo projeto de habitação popular para abrigar as 16 famílias.
Com início em agosto de 2017, as obras contaram com participação e acompanhamento de alunos bolsistas e voluntários durante todo o processo. Além disso, os acadêmicos também se engajaram na produção de mobiliário com materiais doados e reciclados. E, para complementar os recursos, o grupo ainda promoveu diversas ações, como busca por doações, brechós e vaquinha virtual.

Exposição do MADP mostra a Trajetória dos Primeiros Habitantes do Rio Grande do Sul
Com o objetivo de apresentar de que forma ocorreu a ocupação do território do Rio Grande do Sul pelos primeiros povos, o Museu Antropológico Diretor Pestana realiza, até o dia 25 de maio de 2019, a Exposição “A Trajetória dos Primeiros Habitantes do Rio Grande do Sul – Origens, descendentes e remanescentes”. A exposição está organizada a partir das coleções arqueológicas e antropológicas do MADP, e pretende estimular o debate sobre a questão dos territórios indígenas, demarcações de terras e conflitos.
O Projeto expositivo foi elaborado pela equipe do Museu com o apoio do arqueólogo André Luis Ramos Soares e do museólogo Bernardo Duque de Paula, do Laboratório de Arqueologia, Sociedade e Culturas das Américas (LASCA/UFSM) e constitui-se de duas partes principais:
– A primeira mostrando as origens e chegada dos primeiros habitantes destas terras por meio de ilustrações, vídeos e vestígios arqueológicos e os atuais povos indígenas no RS, através de fotografias e cultura material. As ilustrações desta etapa representam cenas do cotidiano dos primeiros povos caçadores e coletores, dos povos horticultores e dos povos agricultores e foram feitas pelo artista santo-angelense Clayton Cardoso, que pintou também um painel de 6m de comprimento por 2,75m de altura representando o ambiente natural da região noroeste.
– Já a segunda parte demonstra, de maneira prática, em um exercício de alteridade, procura mostrar o que aconteceu com os povos indígenas após o contato com o colonizador europeu, a tomada das terras em prol do “progresso” e o quanto significa, em termos de percentual, a área destinada às reservas indígenas hoje no Estado. Para esta atividade foi mandado confeccionar um mapa do Rio Grande do Sul, de aproximadamente 12m².
A Exposição está inserida dentro do Projeto Plano Anual de Atividades do Museu Antropológico aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cidadania do Governo Federal.


Comung realiza assembleia ordinária
Na última sexta-feira, 26 de abril, na sede do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), em Porto Alegre, reitores e representantes das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices) associadas ao Consórcio estiveram reunidos em assembleia ordinária.
Os tópicos discutidos pelo grupo foram: planejamento estratégico do Comung 2019; prestação de contas 2018; apresentação da nova proposta de mensalidades da Abruc; frente parlamentar mista em defesa das universidades comunitárias; propostas de cursos de formação de professores para a Seduc; relato da secretária executiva do Comung em Brasília, Jaira Puppim, sobre agendas/encaminhamentos em Brasília; e assuntos gerais.
Divulgação Comung


Novas clínicas odontológicas da UCPel ampliam serviços ofertados à comunidade
Além de espaço de atuação prática para acadêmicos, a comunidade pode acessar serviço odontológico gratuito em várias especialidades
Inauguradas em março, as duas novas clínicas do curso de Odontologia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) ampliaram os serviços prestados via Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, a comunidade também conta com reabilitação protética, extração de sisos e atendimento odontológico para crianças entre oito e 12 anos. Além disso, os consultórios proporcionam espaço para atuação prática de acadêmicos.
A cada início de semestre, o curso realiza triagem para novos atendimentos, conforme explica a coordenadora da graduação, professora Patrícia Guerreiro. Após seleção, os pacientes são chamados de acordo com lista de espera, à medida que as atividades avançam. “Os alunos aprendem fazendo na prática aquilo que depois, como profissionais, vão fazer em seus consultórios”, acrescenta.
Para a professora Katerine Pilownic, as clínicas são centro de referência para pacientes que não conseguem ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ainda, propiciam momento para alunos executarem aprendizados das aulas teóricas. Como exemplo, cita os preparos para a clínica infantil, com foco em prevenção e promoção de saúde bucal.
O atendimento infantil exige técnicas específicas, como o dizer, mostrar e fazer, na qual o aluno mostra o ambiente e os instrumentos antes do procedimento. Também, a clínica recebe incentivos, como brinquedos e decorações, e lembrancinhas para os pacientes por bom comportamento. “Está sendo gratificante, as crianças nos passam um ótimo reconhecimento”, afirma a acadêmica Raisa Munhoz.
Até agora, conforme conta a professora, a principal doença dos pacientes infantis é a cárie. Desse modo, os alunos orientam sobre escovação e alimentação junto aos procedimentos, a fim de motivar a criança e o núcleo familiar. “A gente reforça que nós somos apenas um instrumento para reparar as sequelas existentes e que é possível ficar livre da doença com cuidados diários”, coloca.
O tratamento diferenciado visa passar segurança às crianças para, assim, promover incentivo à saúde bucal durante a fase de troca de dentição. Segundo a estudante Ana Luiza Haertel, o novo serviço gera aprendizado na troca e cuidado com os pacientes. “Já vi que a pediatria é um caminho a seguir, porque me sinto preparada para atender as crianças”, acrescenta.
Paciente da clínica adulta da UCPel, Núbia Bunde, levou as duas filhas para o atendimento odontológico pediátrico com os acadêmicos, para que possam cuidar dos dentes desde cedo. Já Vilson Rediss, pai de outro paciente infantil, busca incentivo à saúde bucal. “Os alunos ensinam e nós aprendemos junto, é muito bom”, destaca.
As três clínicas odontológicas ficam localizadas no Campus Saúde, na Avenida Fernando Osório, 1.586. De acordo com a coordenadora da graduação, nova triagem de pacientes deve ser aberta no início do segundo semestre letivo de 2019.


Uso de drogas pode ser detectado em fios de cabelo



Mestrado e doutorado em História estão com inscrições abertas

Projeto promove o Cine Kaingang em comunidade indígena
Múltiplas Leituras desenvolve oficinas de vídeo na comunidade indígena Kaingang Por-Fi
O projeto social da Universidade Feevale Múltiplas Leituras desenvolve oficinas de filmagens na comunidade indígena Kaingang Por-Fi. Na comunidade, localizada no bairro Feitoria, em São Leopoldo, a proposta é ensinar, de forma intuitiva e prática, as crianças da escola indígena a filmarem encenações do seu cotidiano. A oficina Cine Kaingang acontece todas as quintas-feiras, no turno da manhã, durante o período de aula do professor Josme da Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Comunidade Kaingang Por Fi, com crianças com idade entre 6 e 10 anos. As atividades são ministradas pela professora Rosana Vaz Silveira, do curso de Publicidade e Propaganda, e pela bolsista Fernanda Rodrigues, de Pedagogia.
A prática de filmagem surgiu de uma necessidade da comunidade em registrar o relato de pajés e anciões como forma de preservação dos ensinamentos da cultura Kaingang para as próximas gerações. Além disso, entende-se que a cultura indígena precisa de um olhar narrativo dos próprios indígenas, com isso, os integrantes do projeto doaram uma câmera filmadora para que o professor da escola pudesse coletar cenas do cotidiano, assim como demonstrar a prática para as crianças. Essas cenas coletadas são projetadas na escola para que se possa construir, de forma coletiva, a visão indígena diante de suas atividades.
O projeto Múltiplas Leituras, que é coordenado pela professora do curso de História da Feevale, Inês Reichert, pretende, além de proporcionar o registro da cultura da comunidade, conceber documentários para serem apresentados em festivais de cinema indígena. O projeto conta também com a participação do professor Bruno Lorenz, do curso de Design, e da bolsista Ana Júlia Scherer, do Direito.
